‘Eu, Tonya’: A transformação e treino de Margot Robbie

Dar vida a uma personagem que existe na vida real é um processo moroso e complexo, e Margot Robbie recebeu aclamação pela sua prestação como Tonya Harding em Eu, Tonya.

‘Eu, Tonya’ é o mais recente projecto da actriz australiana Margot Robbie, um filme que conta a história da patinadora no gelo Tonya Harding e o mediático acontecimento da lesão da sua rival Nancy Kerrigan, onde a imprensa e o público norte-americano se apressaram a culpar a primeira, causando a impossibilidade de competir nos Olímpicos de 1994.

No papel de produtora, Margot Robbie teve uma responsabilidade acrescida para que o seu filme fosse a melhor versão possível. A sua preparação para calçar os metafóricos e literais patins de gelo e interpretar Tonya Harding, dentro e fora da pista, foi um grande desafio.

Eu, Tonya Margot Robbie Filme Estreia Online
‘Eu, Tonya’ estreia dia 22 de Fevereiro em Portugal

O seu treino no gelo foi conduzido pela coreografa Sarah Kawahara (curiosamente treinadora de Nancy Kerrigan a certa altura da sua carreira) durante 3 meses, três vezes por semana, com sessões de duas horas. O objectivo da equipa de produção do filme era um recapturar fiel das prestações de 1986-1994, onde Margot Robbie aprendeu cinco rotinas diferentes.

Lê Também:
HBO Portugal em abril | Os filmes do mês

Para ajudar o processo, Kawahara trouxe consigo dois duplos que ficaram encarregadas do “trabalho pesado, os maiores saltos e o trabalho de pés”. Margot Robbie conseguiu impressionar a coreografa especialmente nos elementos de dança, como os pontapés no ar, a mímica de robô e a rotação da cabeça, e por isso mesmo, grande parte das filmagens são genuinamente da actriz.

“Ela conseguiu dominar a preparação para o axel triplo, a movimentação para o movimento e aterragem. A Margot conseguiu mesmo – como actriz – levar o movimento a outro nível com a captura do momento e a captura da emoção da aterragem de Tonya. Foi entusiasmante vê-la a trabalhar.”

O movimento é tão complexo que apenas nove mulheres conseguiram fazê-lo, e por essa mesma razão, CGI foi utilizado para o replicar de acordo com a prestação de Tonya Harding.

Em relação à caracterização de Tonya Harding fora das pistas de gelo, a preparação foi feita antes da actriz conhecer a atleta norte-americana. Em entrevista Margot Robbie revelou o seu método de trabalho:

“Lidamos com muitos problemas de postura e escrutínio dos media. Eu queria que ela sentisse o peso do mundo sobre ela… Os ombros encolhidos, a cabeça curvada. Queria que ela estivesse sempre na defensiva – e quando sentada que se inclinasse para a frente, à espera de validação, como se estivesse prestes a receber a votação pela sua patinagem. Acho que vi tudo o que podia durante seis meses, os pormenores de patinagem, as entrevistas, documentários – colocava no meu iPod durante a noite… Já tinha a cara dela gravada dentro dos melhores olhos e a voz dela constantemente na minha cabeça.”

O resultado foi uma nomeação para Óscar de Melhor Actriz e um dos melhores filmes do ano.

Lê Também:
HBO Portugal em abril | Os filmes do mês

‘Eu, Tonya’ estreia no dia 22 de Fevereiro em Portugal, realizado por Craig Gillespie de um argumento de Steven Rogers, com Margot Robbie, Sebastian Stan e Allison Janney nos papéis principais.

Marcos Mendes

Um membro representante da cultura geek, criativo e apaixonado pela sétima arte. Sigam-me no Facebook para mais comentários e opiniões sobre o mundo do cinema e televisão.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *