Final Fantasy XV (PS4) | Análise

Final Fantasy XV leva o jogador numa jornada inesquecível que revela finalmente o que acontece após os eventos de Kingsglaive.

final fantasy xv cover  

  • Editora: Square Enix
  • Produtora: Square Enix
  • Plataformas: PS4, Xbox One

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Inicialmente pensado pela Square Enix como um spin-of chamado Final Fantasy Versus XIII, Final Fantasy XV chega finalmente às lojas como parte de um universo constituído pelo jogo, pela web-série anime Brotherhood e pelo filme Kingsglaive, ainda que para desfrutar do jogo não seja fundamental conhecer as obras prévias.

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Como prometido o jogo é bastante acessível para novos fãs da franquia e inclui várias dicas (podendo estas ser desligadas). Existe também um pequeno tutorial onde Noctis testa as suas habilidade principais com a ajuda de Gladiolus e do Nyanco, o amigo peludo apresentado na Platimum Demo.

final fantasy xv

Tutorial completo é tempo de Noctis, Ignis, Gladiolus e Prompto se fazerem à estrada no seu Regalia. Para além da rádio onde podem ser ouvidas inúmeras músicas conhecidas dos fãs (de jogos anteriores e de Kingsglaive), o carro inclui vários updates e a possibilidade de o personalizar a gosto com autocolantes e outros items.

A condução, contudo, deixa um pouco a desejar pelo que o Regalia não possui um modo manual. O “manual” permite apenas acelerar, travar, e mudar de direção em entroncamentos, mantendo-se em linha recta como se estivesse num carril do qual não pode se desviar. Tal permite ao jogador vislumbrar a paisagem magnífica criada pela equipa, porém torna-se um pouco aborrecido com o avançar do jogo, especialmente em viagens mais longas para as quais o “tele-transporte” não existe. O modo de voo de que tanto se falou encontra-se disponível somente para o Regalia Type-F.

Em contrapartida, existe um forma bastante divertida de ter acesso a condução livre: Chocobos. Desbloqueáveis através de uma quest, as aves amistosas já conhecidas dos fãs regressam em Final Fantasy XV e claro, são a base de várias horas de diversão e exploração.

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A narrativa é profunda e complexa. Tudo começa no mundo de Eos no qual todos os países estão sob o controlo do Império de Niflheim. A excepção é o reinado de Lucis que enfrenta agora a fúria do gigante. Noctis Lucis Caelum tem de salvar o seu reino, no entanto, a tarefa é muito mais difícil do que aparenta ser e o jovem rei não está à altura do desafio numa fase inicial.

A seu lado encontram-se Lunafreya Nox Fleuret (a princesa pode estar longe do seu noivo mas a sua importância e determinação são inegáveis) e os seus melhores amigos. A relação próxima dos quatro está bem trabalhada e possui desde momentos de discussão, a momentos de insultos amigáveis ou a momentos mais relaxados de diálogo onde se pode conhecer um pouco mais sobre as suas vidas e as suas motivações ou pensamentos. Juntos terão de derrotar um vilão que apesar de curioso não deve ser levado de animo leve.

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De entre os elementos mais marcantes encontra-se claro a batalha final, arrepiante e fenomenal, mas também um capítulo já perto desta em que o gameplay muda quase que radicalmente. Os motivos da natureza e da liberdade (com ampla área de mapa para explorar) é substituída por espaços claustrofóbicos e ambientes sinistros, repletos de tecnología Niflheim. O calor humano e animal que preenche a paisagem natural dá lugar aos corpos frios e irracionais dos robots ao serviço do Império.

Em suma, uma história que mantém o jogador curioso para conhecer o desfecho de uma aventura emocional e única.

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Falando um pouco do combate, este é fluído e permite o alternar eficaz entre warp (útil para desviar, atacar ou fugir). arma principal, arma secundária, e magia, resultando numa grande diversidade de estratégias possíveis. Porém, isto obriga o jogador a adaptar-se ao inimigo, uma vez que, este se vai adaptando à estratégia usada contra ele. Uma constante mutação que serve para levar mais realismo às batalhas travadas durante o jogo.

A IA do grupo está bastante bem construída, salvo raros casos. Gladiolus, Ignis e Prompto lutam autonomamente no seu melhor, ajudam-se entre si e claro apoiam Noctis. Por exemplo o grupo cura-o quando este se encontra quase sem vida. Com eles é também possível realizar alguns ataques de grupo ou de duo que acrescentam ao dinamismo no combate.

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Em termos de gráficos Final Fantasy XV reflecte os anos de investigação realizada pela equipa de desenvolvimento. Florestas e cidades transpiram realismo e atenção ao mais pequeno detalhe.

A banda sonora abrange desde peças calmas a piano, para momentos mais tranquilos, a melodias mais rock para as batalhas, tornando a experiência verdadeiramente épica.

Outros elementos de Final Fantasy XV que vale a pena mencionar incluem a possibilidade de escolher a linha de diálogo durante algumas conversas mais importantes (dando um toque mais pessoal ao gameplay), algumas atividades interessantes que vão desde a pesca ou o tiro ao alvo, à oportunidade de jogar o mini-jogo Justice Monsters Five, de apostar em qual será o vencedor de lutas organizadas entre animais, e de participar em corridas de chocobos.

CONHECE O MUNDO DE FINAL FANTASY XV

Num lado menos positivo é necessário notar a existência de alguns bugs, uns mais notórios do que outros. Para além dos já comuns bugs onde as personagens andam a seco ou atravessam objetos, o jogo conta com alguns problemas mais graves incluindo Noctis ficar preso no chão durante uma batalha com um boss (culminando na morte do jogador) ou não conseguir falar com NPCs importantes (impossibilitando a conclusão ou avanço em quests). Incluído também nesta parte, apesar de não se tratar propriamente de um bug, há que referir que algumas quests não avançam automaticamente, sendo necessário que o jogador se afaste da área para tal acontecer.

Em suma, Final Fantasy XV é um jogo a não perder recheado de aventura, acção e drama onde a emoção está sempre à flor da pele seja nos momentos mais trágicos, seja nos grandes combates. A grande quantidade de quests e atividades são também ótimas para quem gosta de revisitar o jogo após completa a narrativa principal, garantindo dias e dias de diversão.

Pontos fortes:

  • Diversidade na estratégia de combate e adaptação dos inimigos às acções do jogador;
  • História e personagens principais cativantes;
  • Variedade de quests para serem escolhidas durante e após completa a narrativa principal;
  • Boa Inteligência Artificial.

Pontos fracos:

  • Existência de alguns bugs que interferem com a jogabilidade;
  • Algumas quests requerem o afastamento do NPC de forma a avançarem.

HARDWARE USADO PELA MHD PARA TESTES DE JOGOS

PS4:

  • PlayStation 4 Glacier White
  • DualShock 4 White
  • Razer Leviathan Sound System

PC:

  • Headphones Razer Carcharias
  • Keyboard Razer Epic Chroma
  • Mouse Razer Naga Epic Chroma

Junta-te a Noctis, Ignis, Prompto e Gladiolus numa aventura que certamente não irás esquecer. Prepara-te para rir, chorar e lutar para conquistar aquilo que te foi roubado!

Ângela Costa

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