Friends: The Reunion | © HBO Portugal

Friends: The Reunion, o especial que não precisa de análise

Foram 17 longos anos de espera, mas “Friends: The Reunion” não é um especial para análise. É para relembrar, para rir, chorar e simplesmente desfrutar.

Antes de mais nada, que fique aqui claro que esta não será uma análise per si. Não é que não o seja possível fazer mas esta é a visão de uma verdadeira fã da série e, talvez como tantos outros, há aqui algo que é mais importante: A série! Não importa como é que o especial foi montado, não importa tanto quem apareceu (bem, talvez um pouco quem NÃO apareceu) ou mesmo o tempo, o que interessa é que eles se juntaram e era isso que nós queríamos. E talvez por esse mesmo motivo também tenhamos demorado tanto a passar a nossa opinião para aqui (porque ver claro que vimos logo no dia da estreia!) E sim, é só uma opinião e um testemunho do que foi este especial.

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Este especial, como o nome sempre indicou, é uma mera reunião de amigos, mas um ajuntamento no qual apenas vemos carinho e nostalgia, uma vontade extrema de voltarmos a alguns dos momentos mais caricatos da televisão e que ainda hoje são icónicos. Quantos desse lado, que já assistiram ao especial, não se começaram a rir com uma mera menção a uma cena de um episódio? Não precisaram de ver a cena certo? Por aqui foi de certeza que foi assim que vi e simplesmente adorei e fiquei de coração cheio.

Desengane-se, antes de mais nada, que este “Friends: The Reunion” tem de ser um documentário extensivo ou uma obra-prima da televisão. Não o é e nem o ambiciona ser. Uma mistura de filmagens mais intimistas, sem guião, com uma entrevista que envolve fãs e James Corden como apresentador, a reunião especial tinha um objectivo claro: voltar a juntar Jennifer Aniston, Courteney Cox, Lisa Kudrow, Matthew Perry, Matt LeBlanc e David Schwimmer no mesmo sítio e ao mesmo tempo.

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O que queríamos daqui fomos obtendo aos poucos: memórias de como é que o set de filmagens funcionava, alguns vislumbres de como é que as histórias chegaram de facto ao pequeno ecrã (quem é que ainda hoje não concorda com a relação de Rachel e Joey?) e claro, uma informação fidedigna do que se passava em bastidores e em particular dentro do elenco principal de seis protagonistas.

Mas, apesar de não ser análise, houve realmente algo que nos faltou… presenças! Houve presenças engraçadas, e até um desfile de estrelas que incluiu a super modelo Cindy Crawford com as memoráveis calças de cabedal de Ross (David Schwimmer), mas faltou algum tempo de antena. Gostaríamos de ter visto as estrelas convidadas a interagirem mais com os protagonistas, de ouvir histórias de como tudo aconteceu. Tivemos a Maggie Wheeler, ou os pais de Ross e Monica, mas faltou Paul Rudd (Mike, marido da Phoebe), o Bruce Willis, a Reese Witherspon, a Christina Applegate, o Hank Azaria… tantos que sabemos que seria sempre engraçado! Claro, percebemos que os timings não foram os melhores, e que o Covid-19 teve o seu quê de impacto nesta produção, mas sim, foi o que pecou a nosso ver.

Friends: The Reunion
Friends: The Reunion | © HBO Portugal

Não significa que o que tivemos não tenha sido bom. Perceber realmente a extensão de “Friends” por todo o mundo foi de facto impressionante. De relatos de estrelas do mundo do cinema e da televisão, até aos relatos pessoais de fãs espalhados pelos quatros cantos do mundo, a série continua a ser tão impactante nos dias de hoje como era quando estreou. Se calhar, pegando na realidade actual, a série seria capaz de receber muito feedback negativo pela ‘falta de multiculturalidade’. Daqui não é o feeling que tenho, e para mim, que sou ávida fã em rever todos os episódios sempre que os apanho na televisão, a série continua tao actual como o era à medida que ia estreando e chegando às televisões.

Sim, é certamente um ambiente idealista e deveras sonhador, que um grupo de jovens amigos, que parece nunca ter a vida completamente ‘alinhada’ consiga viver numa das cidades mais caóticas do mundo mas, pessoal, é uma série! E esta é uma série feel good desde o primeiro dia e, se formos a ver, a origem de muitas das sitcoms que adoramos aos dias de hoje e que também recaiem no mesmo modelo: um grupo de amigos a tentar navegar pela vida e com inúmeras situações cómicas pelo meio.

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E talvez por isso este “Friends: The Reunion” tenha sido o que precisávamos, especialmente em tempos de confinamento e isolamento. Um voltar às boas memórias, ao divertido tema de “I’ll Be There For You” dos Rembrandts”, e a ver outra vez um elenco cuja química é simplesmente inegável e contagiante. A reunião não serviu para voltar a colocar “Friends” no radar dos streamings, porque eles nunca saíram sinceramente… O especial serviu para trazer boa energia de volta às nossas televisões, serviu para celebrar e nunca, mas nunca, para analisar e tirar informações negativas ou dizer que ficou além da expectativa. Não havia expectativas… havia mera curiosidade.

Uma conversa não tão intimista mas que nos deixou a fazer contagem decrescente desde que foi anunciada e que tinha tudo para dar certo. Como dissemos anteriormente… poderia ter ido um pouco mais longe com as estrelas que por ela passaram, mas juntar os seis no sofá, foi o coração do especial. E que se acuse quem não soltou uma pequena lágrima ao ver a cena inicial do elenco a encontrar-se aos poucos. Ou quem não ficou em êxtase com as revelações de David Schwimmer e Jennifer Aniston quando falaram mais sobre a relação do Ross e da Rachel!

E tu, já viste Friends: The Reunion? Qual o teu veredicto?

Marta Kong Nunes

Fanática de cinema e séries por pura paixão, sou da geração Disney mas também das Tartarugas Ninjas, Motoratos e afins. Já passei pela obsessão de vários géneros de cinema e apesar de me considerar eclética, nada me tira o gozo de um bom filme de acção (por muito irrealista que seja). Séries também se devoram por cá, mas a magia de um filme, será sempre a magia de um filme!

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