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Liga da Justiça | Uma banda sonora por Junkie XL

Nesta “Liga da Justiça” de Zack Snyder, a banda sonora dá-nos tanto como nos tira, mas Tom Holkenborg demonstra saber o que que está a fazer.

Para aqueles que têm acompanhado o DCEU, Junkie XL não será, certamente, um nome desconhecido. Nome artístico de Tom Holkenborg, o músico e compositor holandês, tem estado envolvido em alguns dos blockbusters de maior sucesso dos últimos anos. Da sua filmografia fazem parte filmes como, “Deadpool”, “Mad Max: Estrada da Fúria”, “O Fantástico Homem-Aranha 2” e o futuro, “Godzilla vs Kong”. A sua entrada no universo cinematográfico da DC deu-se em 2016, quando se juntou a Hans Zimmer, na composição da banda sonora de “Batman v Super-Homem: O despertar da Justiça”. Naquela que é talvez a melhor banda sonora da saga até à data, os dois compositores, misturam os ritmos e melodias electrónicos de Holkenberg, com o som inigualável de Zimmer, que é, por si só, também uma mistura de géneros que vão da electrónica, à música clássica, passando ligeiramente pelo Rock.

Originalmente, Junkie Xl faria a banda sonora de “Liga da Justiça (2017)”, mas depois da confusão gerada durante a produção do projecto, o compositor acabou por ser substituído por Danny Elfman, decisão que acabou por ser revogada para esta nova versão de Zack Snyder, que traz de volta Junkie XL que optou, aqui, por assinar com o seu nome verdadeiro.

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Muito à semelhança do filme, a banda sonora de “Liga da Justiça de Zack Snyder”, apresenta muito de bom, mas também muito de mais ou menos. Numa tentativa, deduz-se, de replicar o que foi feito em “Batman v Super-Homem: O Despertar da Justiça”, Holkenborg mistura, aqui e ali, música de orquestra com sons de electrónica, mistura essa que funcionaria muito bem, caso as duas vertentes nos apresentassem forças igualitárias.

As melodias orquestrais desta “Liga da Justiça”, não passam sem os seus bons momentos, mas infelizmente, na grande maioria das vezes, limitam-se a ser emuladores daquilo que estam0s habituados a ouvir em inúmeros blockbusters modernos. Tal facto não deve, no entanto, de ser visto apenas como um factor negativo, existem certas cenas no filme que pedem uma música épica e por mais cliché que a mesma seja, resulta, e merece o devido mérito por isso. O problema surge nas outras cenas, nas quais a música serve apenas para evitar o desconforto do silêncio, ou para tentar enfatizar uma qualquer história que está a ser contada por um dos personagens. É nestes momentos que a banda sonora não sobressai, enterrando-se debaixo dos diálogos e dos infindáveis efeitos especiais. Note-se que no que toca a bandas sonoras, uma boa música, pode dar a uma cena de um filme, uma força dramática que a mesma não tem, mas aqui, a música serve apenas para tornar momentos aborrecidos em momentos muito aborrecidos. Destaque-se, a título de exemplo, algumas cenas com as Amazonas, regadas por uns coros mais do que utilizados, que servem apenas pa estereotipar a maneira de filmar certos ambientes.

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Tom Holkenborg começou a sua carreira ligado à música electrónica e nota-se, ao ouvir a banda sonora de “Liga a Justiça”, que esse é deveras o seu elemento. Quando do meio dos instrumentos de orquestra, surgem melodias e sons electrónicos, os mesmos são imediatamente notórios, misturando sintetizadores distorcidos, com Baixos, também eles cheios de distorção. Estes sons são mais notados nas cenas de luta, particularmente na batalha final, que ganha toda uma nova dimensão de ritmo, por causa da música, que, distorcida, combina na perfeição com o ambiente caótico que se desenrola no ecrã. Tudo isto é ainda mais ampliado, por ritmos berrantes de percussão, que passam por tambores carregados de reverb que nos remetem para a estética do épico e baterias inesperadas, que criam momentos únicos de boa acção.

No fim, apesar de este não ser o melhor trabalho de Tom Holkenborg, nota-se o talento do artista e percebe-se que no que toca a filmes de acção, é ele a pessoa certa a chamar, pois a sua música irá, certamente, energizar qualquer sequência.

OUVE AQUI A BANDA SONORA DE “LIGA DA JUSTIÇA DE ZACK SNYDER”

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