A Netflix continua a somar títulos ao catálogo. Depois de “Blue Moon“, “Mais Forte Que Eu” (“I Swear”) e “The Tudors“, chega agora “The Man from U.N.C.L.E.”.
Assim, a gigante do streaming volta a colocar em destaque Henry Cavill, que também integra o elenco da série acima mencionada que se tornou uma das mais faladas e comentadas em Portugal nos últimos dias.
Em ‘The Man from U.N.C.L.E.’, o ator mantém o registo de época, mas os anos e o estilo mudam: Cavill é um espião nos anos 60.
A história e a origem de “The Man from U.N.C.L.E.”

Realizado por Guy Ritchie, estamos perante uma releitura da série de televisão homónima, emitida entre 1964 e 1968. Nesta adaptação lançada em 2015, a ação passa-se em plena Guerra Fria, no ano de 1963. A CIA obriga o agente Napoleon Solo (Cavill) a juntar-se ao seu rival soviético, o agente da KGB Illya Kuryakin. Juntos, têm de impedir uma organização criminosa misteriosa de usar armas nucleares para desestabilizar o equilíbrio mundial. Para isso, precisam da ajuda de Gaby Teller, filha de um cientista alemão essencial ao plano.
Quem faz parte do elenco?
Henry Cavill veste a pele de Napoleon Solo, o agente da CIA confiante e extremamente arrogante. Ao seu lado está Armie Hammer (“Chama-me pelo Teu Nome”), no papel do soviético Illya Kuryakin, e Alicia Vikander, que interpreta Gaby Teller, a jovem mecânica que se torna essencial à missão.
Além do núcleo principal, o filme conta ainda com Hugh Grant (“Herege“), no papel do futuro chefe da U.N.C.L.E., Elizabeth Debicki (“The Crown“), como a vilã Victoria Vinciguerra, Jared Harris (“Chernobyl“) interpreta Sanders, um responsável da CIA, e Luca Calvani na pele do vilão Alexander Vinciguerra.
O que diz a crítica sobre “The Man from U.N.C.L.E.”?

A receção não foi consensual. No Rotten Tomatoes, o filme regista 68% de aprovação da crítica. Já no Metacritic, a média fica pelos 56 pontos.
Do lado positivo, o “Time Out London” elogia o estilo e a inteligência do filme, considerando-o um refrescante regresso a um tom analógico, num mundo cada vez mais digital. Já o “HitFix” resume a experiência como um refrigerante gaseificado de verão: efémero, mas capaz de deixar um sorriso na cara do espectador.
Nem todas as opiniões são tão simpáticas. O “The Hollywood Reporter” admite que o filme tem coisas a seu favor, mas nota que o tom nunca parece assente ou confiante. A “Variety” vai mais longe e aponta um vazio estranho no centro da história, apesar de Cavill e Hammer já terem protagonizado outros grandes projetos antes deste. Para o “New York Post”, Armie Hammer é um ator normalmente fraco, mas a interpretação de Cavill é ainda mais fraca.
Henry Cavill e Guy Ritchie: Uma parceria que ainda dá frutos

Na época, “The Man from U.N.C.L.E.” decepcionou nas bilheteiras. Arrecadou 110 milhões de dólares em todo o mundo, um valor considerado fraco face ao orçamento estimado de 75 milhões, depois de somados os custos de marketing. Apesar disso, o filme conquistou, ao longo dos anos, um público fiel que continua a pedir uma sequela que nunca chegou a avançar.
Aliás, esse carinho não ficou pelo caminho. Guy Ritchie e Henry Cavill voltaram a trabalhar juntos, primeiro em “The Ministry of Ungentlemanly Warfare” (Prime Video), e mais recentemente em “In the Grey”, que esteve nos cinemas este ano.

