"E Tudo o Vento Levou" | © Selznick International Pictures

As 10 melhores vencedoras do Óscar para Melhor Atriz

De Vivien Leigh a Olivia Colman, desde 1927 até 2020, vem descobrir quais são as melhores vencedoras do Óscar para Melhor Atriz num Papel Principal.

Depois de termos listado as piores vencedoras do Óscar para Melhor Atriz, chegou a altura de fazermos o oposto. Ou seja, ao invés de criticarmos as mais medíocres campeãs deste troféu, vamos festejar as melhores Melhores Atrizes. Ao todo, já 95 desempenhos ganharam o prémio, sendo que, em 1968, houve um empate e que, em 1928, Janet Gaynor ganhou por três performances distintas em três filmes que estrearam durante o período de elegibilidade.

Como sempre, os critérios de escolha focam-se na qualidade dos desempenhos e na justiça da decisão da Academia. Uma atriz pode dar uma grande performance e, mesmo assim, não ser a melhor escolha de entre o seu quinteto de nomeadas. Meryl Streep em “A Escolha de Sofia”, por exemplo, é uma performance magistral, mas o galardão desse ano pertence à genialidade de Jessica Lange em “Frances”. São critérios subjetivos e admitimos, pois claro, que possam discordar com esta abordagem.

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Outra decisão meio polémica é a de limitar o número de aparições múltiplas. Por outras palavras, cada atriz só pode aparecer uma vez nesta lista. Isso acabou por ser um parâmetro importante, pois quatro destas vitoriosas divas são campeãs de mais do que um Óscar. Com tudo isso dito, vamos lá desvendar este muito antecipado top 10.

Começamos, pois claro, com a atriz que ficou em décimo lugar e terminamos com a melhor vencedora de sempre. As nossas galardoadas são...

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9. Diane Keaton em ANNIE HALL

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© United Artists
  • Ano da cerimónia: 1978
  • Papel: Annie Hall, uma aspirante a cantora que se envolve romanticamente com um humorista nova-iorquino.
  • Outras nomeadas para o Óscar: Anne Bancroft em “A Grande Decisão”, Jane Fonda em “Julia”, Marsha Mason em “Não Há Dois, Sem Três…” e Shirley MacLaine em “A Grande Decisão.

Annie Hall” foi o indisputável campeão da cerimónia dos Óscares de 1978, arrecadando quatro estatuetas, entre elas os prémios para Melhor Filme e Melhor Atriz. Essa obra-prima cómica de Woody Allen é certamente um dos grandes filmes da década de 70, explorando o modelo da comédia romântica e testando os seus limites com abandono. Allen mistura humor neurótico e animação, paixão Hollywoodesca com realismo psicológico e no epicentro desta tempestade de ambição cinematográfica está Diane Keaton.

A atriz dá vida à figura titular e é ela quem controla a plasticidade tonal do filme, rasgando os preceitos do género cinematográfico com as suas idiossincrasias. Mais do que uma corriqueira história de amor, a narrativa do filme vive do nervosismo que infeta a dinâmica entre duas pessoas que tentam negociar a intimidade. Keaton faz-nos rir com sua excentricidade colorida, mas também sabe como sombrear a comédia com verdade humana, fazendo da risada algo mais estranho que o mero júbilo temporário. Essas pistas que ela vai plantando dão fruto quando o candor apaixonado da história resvala para a amargura da realidade e dos sonhos vencidos.

Esta é uma história de amor que acaba mal, mas o seu fim mais facilmente produz um sorriso fechado que choradeira. Na verdade, a dissolução do amor é quase uma vitória, especialmente se prestarmos atenção à figura de Annie Hall e o modo como ela desabrocha quando fora do alcance do protagonista masculino. De uma ideia de charme sobre a qual o amante projeta as inseguranças, ela surge-nos como um ser humano complicado e misterioso. Diane Keaton assim interpreta Annie Hall, a ideia e a mulher e assim ela ganhou o Óscar.

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Cláudio Alves

Licenciado em Teatro, ramo Design de Cena, pela Escola Superior de Teatro e Cinema. Ocasional figurinista, apaixonado por escrita e desenho. Um cinéfilo devoto que participou no Young Critics Workshop do Festival de Cinema de Gante em 2016. Já teve textos publicados também no blogue da FILMIN e na publicação belga Photogénie.

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