July Delpy e Ethan Hawke em "Antes da Meia-Noite" (2013) |©Sony Pictures Classics

Os 10 Papéis Mais Marcantes da Carreira de Ethan Hawke

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Aos 48 anos de idade, e na indústria desde os 15 anos, Ethan Hawke é uma das estrelas mais notórias do firmamento de Hollywood. Ao longo da sua carreira, desempenhou inúmeros papéis marcantes. Deixamos aqui uma lista com 10 das suas mais fortes interpretações. 

Ethan Hawke tem uma carreira invejável, que se manteve estável desde 1985. Muitas são as suas interpretações memoráveis. Muitos delas, frutos de uma colaboração frequente com o realizador norte-americano Richard Linklater. Nesta lista, recuperamos alguns destes papéis, deixando a ressalva de que é impossível reflectir a sua carreira em apenas 10 títulos.

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ANTES QUE O DIABO SAIBA QUE MORRESTE (2007)

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Philip Seymour Hoffman e Ethan Hawke em “Antes que o Diabo Saiba que Morreste” (2007) |©Capitol Films

Neste thriller, género no qual Ethan Hawke é experiente, brilha lado-a-lado do grande ator falecido Philip Seymour Hoffman. Este filme, da autoria de Sidney Lumet, (“Doze Homens em Fúria”) narra a história de dois irmãos e do assalto a uma loja de jóias que estes planeiam em conjunto. O seu plano acaba por não correr de acordo com o esperado, o que inicia uma série de eventos críticos, que nos leva até um clímax explosivo. Hank é mais um dos muitos papéis marcantes de Ethan Hawke, numa carreira repleta de pérolas.




MAUDIE (2016)

Maudie
Ethan Hawke e Sally Hawkins em “Maudie ” (2016) |©Sony Pictures Classics

“Maudie” é um encantador filme de época co-protagonizado por Sally Hawkins e Ethan Hawke. Estamos em 1930, em Nova Scotia, EUA. Maud Dowley (Hawkins) sofre de artrite reumática. Os seus problemas de saúde fazem com que seja frequentemente tida por burra, o que a deixa desolada. A sua família parece partilhar esta visão, o que a faz procurar a independência, apesar das dificuldades que sente. Torna-se governanta de Everett Lewis, um peixeiro pobre. Este personagem complicado é interpretado, nada mais nada menos, do que por Ethan Hawke, que aqui opera uma transformação significativa para representar este antagonista complexo.




ACORDAR PARA A VIDA (2001)

Acordar para a Vida (2001)
Ethan Hawke em “Acordar para a Vida” (2001) |©Twentieth Century Fox

“Acordar para a Vida”, no original “Waking Life”, não é de forma alguma uma das colaborações mais conhecidas entre Linklater e Ethan Hawke, mas é sem dúvida uma das mais memoráveis.

Neste drama fantasioso criado no registo de animação, Ethan Hawke guia-nos através de uma viagem distinta, através dos sonhos, através da realidade, através da distinção complexa entre estar acordado e a sonhar. Um conto existencialista que só poderia ser oriundo desta dupla.




TAPE (2001)

Tape (2001)
Ethan Hawke em “Tape” | © 2001 – LionsGate Films – All Rights Reserved

Com “Tape” estamos em território bem familiar, o das colaborações, mais que frequentes, entre Richard Linklater e a “sua musa” Ethan Hawke, presente em tantos dos seus filmes. Em “Tape”, contracena com a sua então esposa Uma Thurman e com Robert Sean Leonard, já tendo também trabalhado com este segundo no filme “O Clube dos Poetas Mortos”.

A narrativa é simples e poderosa, tal como é o caso de muitas das de Linklater. Aqui, três amigos que se conhecem desde o Secundário juntam-se num quarto de motel em Michigan para discutir memórias dolorosas do seu passado. Aos 28 anos, Vin, Jon e Amy têm ainda muito a discutir e assistimos a uma dança a três que assenta na qualidade das prestações dos seus interpretes.




BOYHOOD – MOMENTOS DE UMA VIDA (2014)

Boyhood - Momentos de uma Vida
Ethan Hawke, Lorelei Linklater, e Ellar Coltrane em “Boyhood: Momentos de uma Vida” (2014) |©IFC Films

Com “Boyhood”, Richard Linklater excedeu-se na sua representação perfeita do tempo e do espaço na ficção, no cinema, neste século XXI. Estas duas horas e quarenta e cinco minutos de filme nada devem à pressa, e podemos respirar fundo enquanto acompanhamos a vida de Mason, da infância até à Universidade, acompanhando um mesmo ator ao longo de 12 anos de filmagens, num registo nunca antes experimentado. Ellar Coltrane, o miúdo que dá vida a Mason é o protagonista e a alma do filme, pois temos a oportunidade rara, única, de o ver crescer frente à câmara.

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Ainda assim, não podemos descartar o papel de apoio garantido por Patricia Arquette e Ethan Hawke, os seus pais ao longo desta jornada. Ao interpretar este pai, Hawke deixou também um pedaço de si mesmo imortalizado frente à câmara ano após ano, num esforço orgânico mas precioso.




GATTACA (1997)

Ethan Hawke e Uma Thurman em “Gattaca”| © 1997 Columbia Pictures Industries, Inc. All Rights Reserved.

Andrew Niccol, argumentista de “The Truman Show – A Vida em Direto” (1998), realizou Gattaca, uma obra de ficção científica protagonizada por Ethan Hawke e Uma Thurman.

O filme pode ser classificado como uma distopia .Num futuro não muito distante, um homem quer viajar até às estrelas. Contudo, ele é humano, e por isso, o seu material genético inferior não lhe permite tais sonhos, isto num universo no qual a modificação genética é uma constante. Por isso, assume a identidade genética de um outro sujeito tetraplégico, para se poder registar numa missão espacial. Contudo, um imprevisto coloca o seu disfarce em risco. Este thriller é assim comandado por Hawke, memorável enquanto protagonista.

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O seu personagem, Vincent, foi concebido sem recurso ao programa de modificação genética e a sua vida tem sido regida por discriminação racial. Estas tecnologias de reprodução estão no âmago da narrativa, e são exploradas até à última consequência num filme que fracassou na bilheteira, mas acabou por conquistar a crítica e, posteriormente, um seguimento de culto, em parte motivado pelas interpretações dos seus protagonistas.




JOVENS EM DELÍRIO (1994)

Jovens em Delírio Ethan Hawke
Ethan Hawke e Winona Ryder em “Jovens em Delírio” (1994) |©Universal Studios

Ethan Hawke começou a sua carreira bem jovem, e fez diversos papéis de jovem e de adolescente. Em “Reality Bites”, “Jovens em Delírio” no português partilhou o ecrã com Winona Ryder numa comédia dramática realizada pelo ator Ben Stiller.

O filme, formativo como outros da sua carreira, pretende estudar os maneirismos da Geração X, sendo uma espécie de meta-filme ou um filme sobre um filme. Neste, um dos protagonistas prepara um “mockumentary”, um falso documentário em tom cómico. Entretanto, acompanhamos os problemas de um conjunto de jovens, tocando em diversas temáticas sensíveis com algum sucesso. Hawke guia-nos nesta aventura.




O CLUBE DOS POETAS MORTOS (1989)

O Clube dos Poetas Mortos - Ethan Hawke
Ethan Hawke em “O Clube dos Poetas Mortos” (1989) |©Warner Bros.

“O Clube dos Poetas Mortos” é um filme para lá de formativo, uma referência incontornável e um marco absoluto na carreira de Robin Williams. Neste filme, reencenado uma e outra vez em filmes e séries, o professor de Inglês John Keating (Williams) ensina aos alunos uma nova forma de ler e interpretar poesia.

Neste filme, há que destacar também as prestações dos miúdos, os alunos de Keating. Especial destaque para Robert Sean Leonard no papel de Neil Perry, e claro, para Ethan Hawke no papel de Todd Anderson. Todd é o protagonista do filme e um dos seus personagens mais dinâmicos, que passa de rapaz reservado e tímido, evoluindo para alguém mais confiante no decurso destas aulas.

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“Dead Poets Society” é um “coming of age tale”, o termo que designa hoje em dia os filmes que tratam de crescimento, juventude e das experiências que lhe estão inerentes.




TRILOGIA BEFORE – BEFORE SUNRISE, BEFORE SUNSET E BEFORE MIDNIGHT (1995, 2004, 2013)

dia dos namorados
Ethan Hawke e Julie Delpy em “Antes do Amanhecer” (1995) |©Columbia Pictures/Sony Pictures Entertainment

Em português “Antes do Amanhecer”, “Antes do Anoitecer” e “Antes da Meia-Noite” constituem uma trilogia inaugural realizada por Richard Linklater. Realizada ao longo de 18 anos, e contando com três capítulos distintos, foi a primeira experiência no campo da dilatação temporal levada a cabo por Linklater antes de realizar “Boyhood”.

Esta trilogia tornou-se, quem sabe, o maior fenómeno de culto no campo do romance. Filme algum possui a autenticidade de diálogos, ou foi capaz de acompanhar as múltiplas fases de um relacionamento amoroso. “Antes do Amanhecer”, em 1995, apresentou-nos a história de Jesse (Ethan Hawke) e Céline (Julie Deply), dois jovens de vinte e poucos anos que se conhecem em Viena de Áustria, onde partilham uma noite. Uma noite emblemática, que dura para sempre, e no final da qual não trocam contactos. Nove anos depois, em 2004, voltam a encontrar-se, quando Jesse passa por França no decurso da promoção de um livro. Ao contrário do que acontece no primeiro filme, Jesse e Céline têm direito a um “felizes para sempre”, mas nem tanto. Em 2013, a sua narrativa encerrou com “Antes da Meia-Noite”, um filme mais adulto, menos idealista e que os reencontra, um casal casado, 20 anos depois do seu primeiro encontro em viagem.

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Uma vida que parece real, de carne e osso, na qual Ethan Hawke e Julie Delpy acabaram por ter bastante dedo. Prova disso são os créditos de argumento que partilham no segundo e terceiro capítulo da irónica história de amor. Ora, sem Ethan Hawke e o seu Jesse, não teríamos os eternos “Before”. E por isso, obrigada.




NO CORAÇÃO DA ESCURIDÃO (2017)

First Reformed
Ethan Hawke em “No Coração da Escuridão” (2017) |©A24

Em 2017, “First Reformed”, em português “No Coração da Escuridão” tornou-se rapidamente um dos filmes mais celebrados da carreira do realizador norte-americano Paul Schrader. A par do seu realizador, também o seu intérprete principal foi igualmente banhado em louvores.

Aqui, Hawke interpreta o Reverendo Ernst Toller, Pastor da igreja histórica de First Reformed, nos subúrbios de Nova Iorque. Após o suicídio de um dos membros da sua paróquia, o qual aconselhava, o Reverendo passa por uma enorme crise de fé e identidade, a qual o arrasta para as profundezas da escuridão.

Este é um filme capaz de sugar a vitalidade e esperança ao seu espectador, um filme que pinta um retrato negro da igreja, de congregações religiosas em geral, funcionando como autênticos cultos dedicados á exploração. Uma visão negra do mundo, da fé mas que não deixa de nos mostrar como esta perversa existência pode ser bela. Esta narrativa perturbadora não poderia ter encontrado melhor interprete para a conduzir.

E por aí, concordam com a ordem? Que outras prestações do ator incluiriam? 

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