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Rabo de Peixe | Diferenças entre a realidade e a ficção

É uma das séries mais vistas do momento, “Rabo de Peixe” despertou no imaginário uma história quase lendária. Mas o que é mesmo verdade?

Uma pequena localidade nos Açores, na Ilha de São Miguel, Rabo de Peixe é um dos locais mais desfavorecidos de Portugal e da Europa. No entanto, tem o maior porto de pesca do arquipélago e a maior fábrica de conservas do arquipélago (não, não é do Feliciano). Mas foi um acontecimento em 2001 que levou a pequena vila as bocas do mundo. Centenas de quilos de cocaína deram à costa, e a partir daí, o estupefaciente passou a ser essencial na gastronomia local, para quem se recorda das lendárias histórias de panarem o peixe com a droga. No entanto, com a nova série da Netflix, inspirada neste acontecimento histórico, vamos dizer-te as diferenças entre o que é realidade e ficção.

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O mais importante desta série da Netflix é real, os acontecimentos que aconteceu nesta localidade açoriana. Desde da tripulação de um barco que procurou abrigo depois de uma forte tempestade, e mais do que tentarem sobreviver, era guardar a droga que transportavam. Que depois, acabou por dar à costa. Daí, a população local correu à praia para apanhar tudo o que conseguia. A partir daí surgiram as lendárias histórias dos usos que os habitantes deram à cocaína que encontraram. Desde de panar os alimentos, passando por misturar no café até usar nos terrenos e cultivos. A probabilidade destes acontecimentos é alta, mas certo foi o enorme número de pessoas que deram entrada nas urgências devido a overdoses.  Além disso, a tentação de provar era alta, e muitos sucumbiram à vontade. Houve vários efeitos secundários da droga, com muitos a sofrerem de insónias, que acabaram por recorrer à heroína. No final, e ainda nos dias de hoje é, Rabo de Peixe é um dos concelhos do continente europeu com maior taxa de toxicodependência. 




Helena Caldeira
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Quem é que estava afinal no barco? Na vida real, só se encontrou um responsável, o italiano Antoni Quinzi. Na série estava acompanhado, na vida real não estava. Acabou por ser preso, mas como na série, conseguiu fugir para mais tarde ser apanhado. No entanto, não estava à procura de vingança, mas pronto para fugir com um passaporte falso. 

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De resto, o que vemos em “Rabo de Peixe”, fora o que foi mencionado acima, é ficção. Desde do elaborado estratagema de Eduardo para recuperar a droga, até algumas das próprias personagens. No entanto, e por último, Sandro Jeans (perdão, Sandro G), existiu mesmo, e está disponível no Spotify.

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Já acabaste de ver a série? O que achas que vai acontecer na segunda temporada?

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