Curiosidades sobre Steven Spielberg que possivelmente não sabias

Steven Spielberg é um nome que dispensa apresentações mas certamente não conheces tudo à cerca do autor! Depois do lançamento de “The Post”, e perto da estreia da sua nova obra, “Ready Player One”, damos-te a conhecer algumas curiosidades que possivelmente não conhecias!

Ambicioso e visionário, Steven era somente um jovem de 21 anos quando deu os primeiros passos na realização. O seu primeiro trabalho foi o episódio piloto de “Night Gallery”, protagonizado por uma Joan Crawford que não acreditava no que lhe estavam a fazer. A conhecida atriz confessou em entrevista que ficara chocada ao saber a idade do seu realizador mas que tudo mudou quando o viu em ação, mostrando desde cedo uma veia criativa inegável.

Quando comecei a trabalhar com o Steven percebi tudo. Foi imediatamente óbvio para mim, e provavelmente para todos os outros, de que aqui estava um jovem génio. Sempre pensei que a experiência era mais importante mas depois lembrava-me de todos aqueles realizadores experientes que não possuiam a inspiração intuitiva do Steven e que se limitavam a repetir a mesma velha rotina.

Juntamente com George Lucas, Martin Scorcese, Robert Zemeckis, e Ridley Scott, Spielberg tornou-se num dos grandes realizadores da nova vaga de estudantes com vontade de inovar, livres das correntes da tradição e das “velhas rotinas”, que acabam por criar uma nova onda de cinema americano, tido tanto como comercial como artístico.

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JAWS FOI O DERRADEIRO DESAFIO

o tubarão steven spielberg

“O Tubarão” é provavelmente o título mais conhecido do realizador, contudo, nem todos sabem as dificuldades que este atravessou para o completar. Na realidade, Spielberg foi quase despedido duas vezes, tendo sido salvo pela sua equipa. O cineasta confessa que “O Tubarão” foi o filme mais difícil da sua carreira, seguido de “O Resgate do Soldado Ryan” e “Ready Player One”. Enquanto que as duas primeiras obras se revelaram desafios ao nível físico, “Ready Player One” introduziu um novo tipo de desafio: o de tentar algo tecnologicamente novo, nunca antes feito.

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NÃO CONTAVA COM A POPULARIDADE DE ET

et

Todos conhecemos “ET”, o filme que fez parte da infância de uma geração inteira e que ainda hoje faz as delicias dos mais pequenos. Contudo, Spielberg julgou que o sucesso da obra permanece-se juntos das crianças:

Pensei que ninguém iria ver o filme tirando os pais que iam levar os seus filhos de sete ou oito anos. (…) Sinceramente pensei que “Poltergeist” [filme de terror, e igualmente uma obra de culto, lançado em simultâneo] se tornasse mais comercial que “ET”. Pensei que o público quisesse sentir-se assustado mais do que se sentir maravilhado.

A verdade é que “E.T. – O Extra-Terrestre” é tido atualmente como um dos grandes filmes da história de cinema, adorado pelos cinéfilos e estudado pelos cineastas mais jovens que encontram no realizador uma inspiração a seguir. Mais do que um filme “para crianças” ele é uma história para todas as idades.

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ORGULHOSO DE 1941, MENOS DE HOOK

1941

“Hook” pode ter-se tornado num filme de referência para as crianças da década de 1990 mas para Steven Spielberg este foi um dos filmes de que menos se orgulha. Segundo o mesmo: “Senti-me como um peixe fora de água enquanto fazia o ‘Hook’. Não tinha confiança no guião e por vezes não sabia bem o que fazer”.

Contudo, é “1941” que é “odiado” pelos fãs do realizador ainda que este se sinta normalmente feliz com o projeto, afirmando que ficou um pouco devastado quando começou a receber o feedback menos positivo do público:

Estou orgulhoso de “1941”. (…) Foi uma boa altura da minha vida. Trabalhei com pessoas de quem gostava. Pude explodir com uma carrada de coisas. Fiquei triste e devastado pela forma como as pessoas reagiram quando ele saiu.

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APRENDEU COM OS ERROS D’ “OS SALTEADORES DA ARCA PERDIDA”

os salteadores da arca perdida

O primeiro “Indiana Jones” é considerado pela maioria como o melhor filme da saga e poucos sabem que este foi um teste que Spielberg falhou. Contrariamente ao que tinha acontecido nas suas produções anteriores, o realizador tinha duas limitações impostas pelo seu produtor, George Lucas: não podia ultrapassar o período de produção estimado, nem o orçamento que lhe fora entregue. Tentando provar ao amigo que era sim possível construir um bom filme com o orçamento e tempo limitados, Spielberg acabou por realizá-lo “à pressa”, deixando-o com algumas mágoas. No entanto, como o próprio afirma, esta experiência foi uma excelente oportunidade de aprender.

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A COR PÚRPURA FOI O PRIMEIRO FILME “ADULTO”

a cor púrpura

Pode-se dizer que “Encontros Imediatos do 3º Grau” ou “Império do Sol” se distanciam do ambiente mais familiar e descontraído a que nos habituou Spielberg mas para o cineasta, “A Cor Púrpura” é a obra que marca a sua passagem para um tom “adulto” devido aos temas negros e sérios que aborda, como o racismo e a violação.

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A LISTA DE SCHINDLER MARCOU SPIELBERG

A Lista de Schindler

A abordagem mais séria que o realizador deu aos seus filmes, ofereceu-lhe as ferramentas que precisava para abordar um tema tão pesado quanto o do holocausto. “A Lista de Schindler” marcou todos os que o viram mas deixou igualmente marcas profundas na mente por detrás dele:

Não antecipei o quão emocionalmente ficaria preso ao holocausto quando me decidi a filmá-lo. Não antecipei o que seria regressar do set para passar três horas a analisar efeitos ILM para o “Parque Jurássico” [que o realizador filmou em simultâneo], e o quão furioso e resentido iria ficar com isso. Ficava ali sentado, zangado e armagurado, a fazer reparos sobre como o Tyranossaurus Rex devia perseguir um jeep, quando tudo o que conseguia era pensar no que tinha gravado naquele dia em Krakow.

O peso desta história foi tal que Spielberg se retirou por três anos, tempo passado a ser o pai que os seus filhos nunca tinham tido. Ainda que nunca tenha pensado em se reformar depois d’ “A Lista de Schindler”, o cineasta sentiu a necessidade de se afastar um pouco do trabalho e investir na sua família.

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FÃ DE STRANGER THINGS

stranger things

Pois é! Steven Spielberg é um dos maiores fãs da série que ficou conhecida muito pelas referências às decadas de 1980 e 1990. A sua influência no trabalho do realizador é inegável mas parece que este acaba por se sentir honrado com a obra, afirmando que:

Gosto de ver a minha influência em algo tão bem feito quanto “Stranger Things”. Sou o seu maior fã, especialmente da segunda temporada. Os irmãos Duffer e o Shawn Levy não roubaram a fórmula – eles apenas descobriram a fórmula.

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TODOS OS FILMES SÃO PESSOAIS

lady bird

É impossível criar de forma objetiva e é apenas natural que um pouco de nós acabe por ser transmitido à nossa obra, e para Spielberg isto não podia estar mais perto da verdade, afirmando que “todos os filmes saem da vida do seu realizador”. Para além disso, o cineasta tem igualmente um carinho por “Lady Bird”, agradecendo a Greta Gerwig a coragem por nos contar a sua verdade e nos levar a locais onde podemos rir e chorar.

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READY PLAYER ONE FOI O MAIS CANSATIVO

Ready Player One: Jogador 1

O grande desafio deste filme era a mistura entre o live-action e a captura digital. A pressão acabou por levar o realizador a dormir apenas cerca de quatro ou cinco horas por dia porque “estava sempre a pensar no que iria fazer no dia seguinte”. Spielberg, contudo, afirma que este obstáculo não se deveu aos seus 69 anos pois “não teria qualquer ideia do que fazer com 29 anos”.

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A FALTA DE EASTER EGGS EM RP1

ready player one

Quando os primeiros materiais promocionais foram revelados, muitos fãs questionaram-se o porquê da falta de várias referências aos filmes de Spielberg. Em uma recente entrevista à Empire, o realizador confessou que saber a popularidade dos seus filmes o deixa envergonhado:

Nínguém consegue sonhar tão alto que acredite que o seu trabalho irá impactar a cultura. (…) Mas alguns dos meus filmes entraram para a cultura pop de uma tal maneira que fiquei envergonhado de os referenciar em “Ready Player One”.

É sempre bom conhecermos mais sobre os nossos realizadores favoritos! Já conhecias todas estas curiosidades? Qual a tua favorita?

Ângela Costa

Mestre em Cinema pela Universidade da Beira-Interior, sou apaixonada pelo cinema japonês e toda a cultura que o envolve. Adoro igualmente fotografia e se tiveres curiosidade passa no meu Instagram ;) Música e videojogos são dois outros grandes interesses.

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