TOP Interpretações Leonardo DiCaprio | 7. The Revenant: O Renascido

 

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Em The Revenant: O Renascido, o realizador mexicano Alejandro G. Iñárritu foi buscar Leonardo DiCaprio para fazer do barbudo caçador de peles Hugh Glass e tudo leva a querer que é desta que virá o reconhecimento para um dos atores mais nomeados, mas nunca premiado nos Óscares de Hollywood.

Alejandro G. Iñárritu é reconhecido por ter grande faro de para juntar talentos e tirar o melhor partido deles desde o início da sua carreira como realizador de ‘Amor Cão’ (2000). Não foi por acaso que foi buscar DiCaprio, (quando havia anteriormente outras opções bem credíveis) para protagonizar esta espetacular  e heroíca caminhada de ‘The Revenant: O Renascido’, pelas paisagens geladas, que se prevê praticamente vitoriosa na passadeira vermelha dos Óscares 2016, pelo menos para dupla realizador-ator. Há também muito mérito na opção do ator Leonardo DiCaprio, pois estava previsto encarnar o sofisticado Steve Jobs, mas preferiu antes interpretar o difícil e físico papel do renascido Hugh Glass. No entanto, nem as pesadas peles com que se veste, nem a barba e cabelo comprido, associados aos grunhidos de dor, saídos daquela sua voz cavernosa, o tornam, apesar de mais bruto, menos irreconhecível, que em outros papéis anteriores.

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É de facto absolutamente brilhante a interpretação de Leonardo DiCaprio que quase sem diálogos no filme, desempenha com uma tremenda expressividade, esforço físico, resistência, e imaginação a dolorosa jornada de Hugh Glass, um caçador e comerciante de peles nos primórdios da colonização dos EUA que é atacado por um urso durante uma expedição e depois abandonado gravemente ferido pelos seus companheiros.

Glass é um homem que perdeu tudo e sobrevive apenas para tentar fazer justiça pela memória do filho e da mulher que amava. O próprio ator considerou que este foi o filme ‘mais difícil de sua carreira’, mergulhando ‘em rios congelados’, ‘dormindo em carcaças de animais’, ‘e ter comido fígado cru de búfalo’, numa rodagem que segundo os membros da equipa foi um verdadeiro inferno e que durou cerca de nove meses entre o Canadá e a Argentina. DiCaprio já ganhou o Golden Globe 2016 de Melhor Ator em Drama por este filme e está nomeado para os Óscares. Também recebeu uma nomeação para o BAFTA de Actor Principal e pese a forte concorrência dificilmente lhe fugirá das mãos um Óscar a 28 de Fevereiro.

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José Vieira Mendes

Jornalista, crítico de cinema e programador. Licenciado em Comunicação Social, e pós-graduado em Produção de Televisão, pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. É actualmente Editor da Magazine.HD (www.magazine-hd.com). Foi Director da ‘Premiere’ (1999 a 2010). Colaborou no blog ‘Imagens de Fundo’, do Final Cut/Visão JL , no Jornal de Letras e na Visão. Foi apresentador das ‘Noites de Cinema’, na RTP Memória e comentador no Bom Dia Portugal, da RTP1.  Realizou os documentários: ‘Gerações Curtas!?’ (2012);  ‘Ó Pai O Que É a Crise?’ (2012); ‘as memórias não se apagam’  (2014) e 'Mar Urbano Lisboa (2019). Foi programador do ciclo ‘Pontes para Istambul’ (2010),‘Turkey: The Missing Star Lisbon’ (2012), Mostras de Cinema da América Latina (2010 e 2011), 'Vamos fazer Rir a Europa', (2014), Mostra de Cinema Dominicano, (2014) e Cine Atlântico, Terceira, Açores desde 2016, até actualidade. Foi Director de Programação do Cine’Eco—Festival de Cinema Ambiental da Serra da Estrela de 2012 a 2019. É membro da FIPRESCI.

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