Videojogos em 2016 – O ano segundo Ângela Costa

O ano esteve repleto de novidades para o mundo dos videojogos quer estas tenham sido pela positiva ou pela negativa. A terminar 2016 é altura de fazer uma viagem pelo que me mais me marcou.


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O ano viu a chegada de projetos há muito esperados pelos fãs como The Last Guardian, Final Fantasy XV ou Doom. 2016 presenciou ainda o regresso de um dos ícones da indústria dos videojogos, um momento que marca a E3 do ano e que ficará durante algum tempo na memória dos fãs. Deixou também marca uma das maiores polémicas de sempre, envolvendo promessas vazias e expectativas que ficaram longe de serem satisfeitas.

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A lista que se segue não possui nenhuma ordem de importância e pretende mencionar os jogos e os criadores que deixaram a sua marca num ano cheios de novidades, surpresas e desilusões.

Final Fantasy XV

Após anos em desenvolvimento, Final Fantasy XV chegou finalmente às consolas. Hajime Tabata conseguiu satisfazer a maioria dos fãs e permitiu ainda ao jogo voar para fora do mundo dos videojogos através de uma web-série anime intitulada Brotherhood,e de Kingsglaive, um filme CG realizado por Takeshi Nozue que contou com a participação de atores como Aaron PaulSean Bean, e Lena Headey. Apesar dos bugs e de alguns problemas discutidos na análise MHD do título, Final Fantasy XV possui um gameplay diferente e bem trabalhado, e uma história emocionante repleta de momentos arrepiantes.

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Pokémon Go

Por falar em jogos esperados dos fãs, Pokémon Go foi a febre de 2016 e seria impossível não o mencionar. Nascido de uma “mentira” de primeiro de Abril da Google, Pokémon Go foi criado este ano pela Niantic em colaboração com a Nintendo e pretendia trazer os jogadores para fora de casa, onde poderiam apanhar pokémon e conquistar ginásios. Contudo enquanto muitos passaram meses a tentar ser Mestres Pokémon, outros viram o momentum passar especialmente pelo facto das áreas mais rurais não possuírem qualquer tipo de pokémon.

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Problemas e bugs à parte, Pokémon Go conseguiu juntar pessoas de todo o lado de uma forma nunca antes vista. Muitas amizades foram feitas e muitos quilos perdidos durante as longas caminhadas para chocar os ovos de 10 quilómetros! Atualmente o projeto encontra-se meio morto e apenas os fãs do franchise continuam nas suas caçadas enquanto esperam pelo lançamento das próximas gerações de pokémon, algo que está para próximo.

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No Man’s Sky

Falando agora um pouco de outra febre de 2016, ainda que não pelas melhores razões, No Man’s Sky da Hello Games prometeu ser um jogo de exploração rico em conteúdo mas conseguiu apenas enfurecer até o mais paciente dos fãs. Durante a produção do jogo Sean Murray foi espalhando promessas incluindo que o jogo seria multiplayer e que incluiria planetas e criaturas diversificadas. No final, os jogadores sentiram-se enganados ao encontrar um mundo relativamente inacabado e muito poucos foram os que conseguiram apreciar a base de um projeto que tinha tudo para ser o grande jogo do ano. Quem sabe, pode ser que a Hello Games consiga salvar o jogo em 2017.

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Deus Ex: Mankind Divided

Dezasseis anos depois do lançamento de Deus Ex chega Deus Ex: Mankind Divided, a sequela do aclamado Human Revolution (2011). O jogo continua a história de Adam Jensen e passa-se em 2029, dois anos após o incidente que levou os humanos “augmentados” a adotarem comportamentos violentos. O evento levou muitos a especular sobre a segurança dos augs e culminou na criação de um “apartheid” tecnológico.

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Mankind Divided é um grande título para a franquia pelo gameplay fantástico e pelo final magnífico que deixa no ar imensas perguntas, mas também pela mensagem que traz num ano marcado pelas diferenças entre estatutos sociais. Um jogo para os amantes de Deus Ex mas também uma mensagem política forte que não passa despercebida.

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Death Stranding

Não podia terminar o artigo sem mencionar Death Stranding. Apesar de ainda não ter sido lançado, o título marcou a E3 por oficializar o regresso de Hideo Kojima. Depois de uma saída atribulada da Konami e de toda a polémica criada, muito se especulou sobre qual o próximo passo de um dos criadores mais influentes do mundo dos videojogos. Felizmente para todos, Kojima está de volta, agora aliado à PlayStation.

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A sua entrada colossal durante a E3 (ao som de Mad Max) foi seguida de um teaser emotivo e curioso. Nele Norman Reedus aparecia nu numa praia aparentemente deserta segurando um bebé. Este teaser recebeu uma “continuação” no início de Dezembro durante o The Game Awards, evento no qual Kojima foi homenageado. No primeiro trailer temos a participação de Guillermo del Toro e Mads Mikkelsen, deixando ainda mais perguntas no ar. Espera-se por mais novidades em 2017, possivelmente na próxima E3.

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2016 deixa para traz inúmeros grandes projetos e espera-se agora que 2017 seja ainda melhor!


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Ângela Costa

Mestre em Cinema pela Universidade da Beira-Interior, sou apaixonada pelo cinema japonês e toda a cultura que o envolve. Adoro igualmente fotografia e se tiveres curiosidade passa no meu Instagram ;) Música e videojogos são dois outros grandes interesses.

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