Watchmen ©HBO

Watchmen, as primeiras impressões

“Watchmen”, o grupo de super-heróis mais inconvencional de sempre está de regresso ao ecrã. A emissão está a cargo da HBO, enquanto que a criação é da responsabilidade de Damon Lindelof, o criador do fenómeno “Lost”.

Os “Watchmen não são estranhos da audiência. A sua primeira aparição foi  em banda-desenhada, corria o ano de 1986, pela mão de Alan Moore (argumento) e Dave Gibbons (desenho). Esta história chegou ao público como uma sátira aos super-heróis, desconstruindo a ideia de poder que a eles associamos, transformando-os em meros humanos com capacidades extraordinárias mas, ainda assim… tão problemáticos como todos os humanos.

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A banda-desenhada conta a história de um grupo de vigilantes mascarados – Rorschach, Nite Owl, Dr. Manhattan, Silk Spectre, Ozymandias e Comedian. Nesta versão alternativa dos Estados Unidos, Nixon nunca renunciou e a Guerra do Vietname foi vencida graças à ajuda do Dr. Manhattan, um físico brilhante. Quando Comedian é assassinado, Rorschach inicia uma investigação afim de determinar quem está por trás do crime. Este acaba por descobrir que Ozymandias assassinou Comedian quando descobriu ser ele o responsável pela morte de milhões de pessoas aquando de uma invasão alienigena fabricada que, visava a união dos E.U.A e da União Soviética.

Rorschach determinado a mostrar ao mundo o assassino de Comedian, é morto pelo Dr. Manhattan. Porém, antes de falecer, o detective consegue enviar o seu diário para um jornal, mas, o que acontece depois é um mistério a que ninguém sabe responder.

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Jeremy Irons ©HBO

É nesse tentativa que incorre a HBO. A série de Damon Lindelof (“Lost) procura mostrar, trinta anos depois, quais as consequências desses acontecimentos.

Nos primeiros minutos do primeiro episódio recuamos a 1921, mais precisamente a um acontecimento que ficou conhecido como “Noite Branca”. Somos transportados para a Avenida Greenwood, em Tulsa, Oklahoma. Paira uma atmosfera de violência. Há sangue, feridos, gritos – um verdadeiro massacre, liderado pela Sétima Cavalaria, uma supremacia caucasiana inspirada no anti-herói Rorschach.  Pegando nesse massacre racial como ponto de partida somos levados de volta a 2019, onde encontramos uma sociedade em que os polícias escondem as suas identidades para se protegerem do inimigo.

Os supremacistas, por sua vez, declaram uma guerra à policia usando a máscara de Rorschach – o controverso personagem da graphic novel, visto como herói por muitos, mas com tendências fascistas. Angela Abar (Regina King) – de nome de código Sister Night – é membro integrante da força policial e uma das protagonistas da trama, através da qual a narrativa avança.

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Regina King ©HBO

A primeira impressão pode deixar o espectador confuso uma vez que, várias mini-histórias são relatadas e várias personagens são apresentadas. Porém, com diálogos bem conseguidos e sempre uma atmosfera política e crítica no ar, Lindelof cativa o espectador e aguça a sua curiosidade, fazendo com que este anseie por mais minutos desta trama que a cada minuto introduz sempre novos detalhes.

Recheada com bastante acção e uma banda sonora promissora que, ficou a cargo de Trent Reznor, dos Nine Inch Nails, “Watchmen promete ser a mistura perfeitamente equilibrada entre ficção científica, mistério e teorias da conspiração, levando-nos a questionar que tipo de pessoa esconde o rosto perante o mundo – um herói ou um criminoso?

People who wear masks are dangerous. Why should we trust them?

Depois de 12 edições de BD, a história escrita por Alan Moore e o desenhada por Dave Gibbons ganhou uma adaptação cinematográfica em 2009. Agora, a história será contada pela mão de Damon Lindelof, ao longo de nove episódios emitidos pela HBO a partir desta segunda-feira, dia 21 de Outubro.

WATCHMEN | TRAILER DA PRIMEIRA TEMPORADA

Ansiosos por dar uma espreitadela nesta nova aposta do criador de “Lost” e “The Leftovers”?

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