A Netflix está sempre em movimento, e o Top português tem mudado de dono quase todas as semanas. Primeiro, “Cartas de Redenção” conquistou o público. Depois, “Instinto Animal” tomou-lhe o lugar. Por fim, “Contra o Furacão” destronou o thriller de Ben Affleck.
Agora, é um sucesso de 2025 que mexe com a tabela. “Hora do Desaparecimento” (“Weapons”), o fenómeno de Zach Cregger, acaba de chegar e já ocupa o segundo lugar do Top 10 da Netflix Portugal. Além disso, estreia mesmo a tempo do Halloween e com um currículo pesado: o filme deu um Óscar a Amy Madigan e acumulou mais de 270 milhões de dólares nas bilheteiras mundiais.
Qual é o enredo de Hora do Desaparecimento?

Tudo começa às 02h17 de uma noite, em Maybrook, uma pequena cidade americana. A essa hora, 17 crianças da mesma turma levantam-se e desaparecem de casa, e só um aluno fica para trás: Alex. Como não há respostas, a comunidade vira as suspeitas para a única pessoa que liga todos os miúdos, a professora Justine Gandy.
A partir daí, Cregger conta a história em capítulos, cada um centrado numa personagem diferente: a professora, o pai que não desiste de procurar o filho, o polícia, o diretor da escola e um pequeno criminoso que se cruza com o mistério. Só no fim é que as peças encaixam e, entretanto, a meio do filme, entra em cena a tia de Alex, Gladys, uma presença que muda por completo o tom da história.
Quem faz parte do elenco do filme de Zach Cregger?
O elenco é liderado por Julia Garner (“Ozark”), que interpreta Justine Gandy, a professora que se torna o alvo da cidade inteira. Josh Brolin (“Dune”) é Archer Graff, o pai de uma das crianças desaparecidas, e Alden Ehrenreich (“Oppenheimer”) é Paul Morgan, o polícia da cidade. Completam o grupo Austin Abrams (“Resident Evil”) como James, Benedict Wong (“Doutor Estranho”) como o diretor Marcus Miller e Amy Madigan (“Campo de Sonhos”) como Gladys.
Que prémios ganhou Hora do Desaparecimento?
O grande prémio foi para Amy Madigan, que venceu o Óscar de Melhor Atriz Secundária a 15 de março de 2026, quatro décadas depois da sua primeira nomeação, o maior intervalo de sempre entre nomeações para uma atriz. Além disso, foi a primeira vez que um filme de terror venceu nesta categoria desde Ruth Gordon, por “O Bebé de Rosemary”, em 1969.
Até chegar aqui, Madigan já tinha conquistado o Critics Choice Award e o Actor Awards (os antigos prémios SAG), e tinha sido nomeada para o Globo de Ouro. Quando subiu ao palco dos Óscares, inclusive, aproveitou para agradecer a Cregger por lhe ter escrito um “papel de sonho”.
Entretanto, perante este sucesso, a Warner já tem em desenvolvimento uma prequela centrada em Gladys, com o título provisório “Aunt Gladys”.
O que diz a crítica sobre Hora do Desaparecimento?
No Rotten Tomatoes, o filme tem 93% de aprovação da crítica e 85% do público.
O consenso do site resume bem o entusiasmo, falando de “um triunfo de segundo filme que consolida o estatuto de mestre do terror” de Cregger.
A Variety foi das primeiras a render-se. Chamou-lhe uma “história de embalar cruel e retorcida”, no espírito dos irmãos Grimm. Ressalvou, no entanto, que o filme perde força quando as respostas finalmente chegam.
The Guardian vai na mesma linha. Para o jornal, o ponto de partida está “algures entre Stephen King e os irmãos Grimm”. A IGN, por seu lado, falou de um cruzamento de géneros “extraordinário e totalmente concretizado”.
Em contrapartida, o Next Best Picture avisou que o filme pode deixar muitos espectadores tão “frustrados e divididos.



