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Óscares | Há 6 memoráveis estrelas de Hollywood injustamente ignoradas pela Academia

Como homenagem a Donald Sutherland, olhámos para as 6 estrelas de Hollywood que os Óscares injustamente ignoraram.

Embora não sejam do agrado de toda a gente, os Óscares continuam a ser a maior celebração do cinema e de Hollywood. Não funcionam exclusivamente como um medidor de qualidade, mas sim como uma espécie de cápsula do tempo que nos permite ter uma ideia do que era ou não considerado de elevada qualidade na época.

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Para muitos atores, receber um Óscar ainda é um importante marco nas suas carreiras e há outros que já se contentam com uma nomeação. Mas a verdade é que ainda há muitas estrelas com um percurso consagrado que, por um motivo ou outro, nunca foram reconhecidas pela Academia.

Robin Wright pode entrar na corrida aos Óscares 2025 com “Here” © 2021 Focus Features, LLC

Cada ano que passa, essa lista vai sendo encurtada. Só nos últimos anos, os Óscares abriram as portas para Emily Blunt, Jeffrey Wright, Bill Nighy, Brendan Gleeson, Jamie Lee Curtis, Colin Farrell e outros que costumavam constar em artigos deste género. Ultimamente, estamos a perceber que qualquer ator ainda vai a tempo de conseguir o seu momento,

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Em honra do falecimento de Donald Sutherland, um dos mais injustiçados nos Óscares, a MHD preparou uma lista com 6 nomes que até parece mentira nunca terem conseguido uma nomeação junto da Academia. Como menção honrosa, deixo ficar os nomes de Martin Sheen, Isabella Rossellini, Hugh Grant, Carol Burnett, Steve Buscemi, Rita Hayworth, Jim Carrey, Rene Russo, Jeff Daniels, Mae West, Oscar Isaac, Robin Wright e Idris Elba.


Marilyn Monroe (1926-1962)

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© Metro-Goldwyn-Mayer Studios Inc. All Rights Reserved.

Marilyn Monroe é um nome que dispensa apresentações, sendo um dos maiores sex symbols do século XX, mas que merece destaque como grande atriz e presença cinematográfica que foi. Porém, talvez pela sua beleza estonteante e o esteriótipo da “loira burra” em que Hollywood a colocou, Monroe nunca parece ter conseguido reclamar esse respeito.

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Mesmo tendo trabalhado com cineastas como Howard Hawks, Joseph L. Mankiewicz, John Huston ou Otto Preminger, a atriz nunca conseguiu captar a atenção da Academia. É justo argumentar que a sua maior chance ( e grande injustiça) ocorreu com o clássico nomeado a 6 Óscares “Quanto mais Quente melhor”  (1959), de Billy Wilder, pelo qual venceu um Globo de Ouro como Melhor Atriz de Comédia/ Musical. Adicionalmente, conta com 2 nomeações ao BAFTA na categoria de “Melhor Atriz Estrangeira” por “The Prince and the Showgirl”, de Laurence Olivier, e “O Pecado Mora Ao Lado”, também de Wilder.


Donald Sutherland (1935-2024)

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© Paramount Pictures

De origem canadiana, Donald Sutherland estabeleceu uma carreira com mais de 60 anos onde se afirmou como um dos grandes nomes da sua geração e acumula um vasto currículo. Por isso mesmo, Sutherland é um dos exemplos mais gritantes de ator que é inconcebível nunca ter tido uma nomeação aos Óscares. Pelo seu trabalho em televisão, o ator é detentor de um Emmy, dois Globos de Ouro e um Critic’s Choice.

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Ao longo da sua carreira, Sutherland recebeu menções por “MASH” (Globo de Ouro), “Aquele Inverno em Veneza” (BAFTA) e “Without Limits” (Globo de Ouro). Porém, a omissão mais inexplicável é a que ocorreu em 1981 quando Donald Sutherland não constava na lista de nomeados para Melhor Ator pelo seu desempenho nomeado ao Globo de Ouro em “Gente Vulgar” , de Robert Redford, que conquistou 4 Óscares, incluindo Melhor Filme. Em 2018, a Academia procurou remendar o seu erro e agraciou o ator com um Óscar honorário.


Mia Farrow (1945-)

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© Paramount Pictures

No lado das mulheres ainda em atividade, Mia Farrow destaca-se como aquela que é mesmo impossível que não tenha recebido uma nomeação por algum dos seus filmes entre o fim dos anos 60 e os anos 80. Mas a verdade é que a Academia, mesmo sendo apaixonada por filmes de Woody Allen, passou todas as oportunidades para reconhecer uma das suas principais musas. Entre as suas colaborações com Allen, Farrow recebeu atenção por “Hannah e as suas irmãs” (Bafta / National Society of Film Critics), “Broadway Danny Rose” (Globo de Ouro), “A Rosa Púrpura do Cairo” (Bafta /Globo de Ouro), Alice (Globo de Ouro / National Board of Review). Todos estes filmes receberam, pelo menos, uma nomeação aos Óscares, mas a atriz não foi convidada para a festa.

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Adicionalmente, há que referir “Rosemary’s Baby” (1968), pelo qual Ruth Gordon venceu Melhor Atriz Secundária. Apesar de uma performance muito elogiada e nomeada ao BAFTA e Globos de Ouro, Farrow não cativou os votantes dos Óscares. Nos últimos anos, a atriz tem-se mantido afastada dos holofotes, sendo “The Watcher”, de Ryan Murphy, o primeiro grande projeto em que surgiu numa década. Resta a esperança que alguém ofereça uma última chance a esta maravilhosa atriz de conseguir este reconhecimento no cinema.


Danny Glover (1946-)

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© 1985 Warner Bros. Entertainment Inc.

Com uma carreira de 45 anos consagrada, Danny Glover é o tipo de veterano que eleva sempre qualquer material e participação, por mais pequena que seja. Dono de um enorme carisma e uma presença que impõem respeito, é um daqueles atores que parece mesmo ter, pelo menos, uma nomeação aos Óscares na sua carreira. Porém, tal não é verdade.

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Em 2022, Glover foi agraciado pela Academia com o Prémio Humanitário Jean Hersholt mas os seus contributos como ator continuam a não ser reconhecidos. Ao longo da sua carreira, recebeu menções por “To Sleep with Anger” (NAACP / Spirit Awards), “Beloved” (NAACP) e mais recentemente, “Beyond the Lights” (NAACP). Dado às 11 nomeações de “A Cor Púrpura” em 1986, seria também fácil imaginar uma menção em Melhor Ator Secundário nos Óscares. Atualmente, Glover continua em atividade o que traz a esperança de que a qualquer hora, o seu momento pode finalmente chegar.


John Goodman (1952-)

© 20th Century Fox

Não faz qualquer sentido que John Goodman nunca tenha visto o seu talento ser reconhecido pela Academia. Não ajuda que a sua principal área de destaque é a comédia, mas a Academia reconhece bons desempenhos cómicos ocasionalmente e Goodman é alguém a quem devia ser dado esse tratamento. Em 2012 e 2013, Goodman conseguiu o feito de aparecer nos dois Melhores Filmes (“O Artista” e “Argo”) consecutivamente, ainda assim nunca conseguiu ganhar espaço por nenhum deles.

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A sua grande oportunidade aconteceu em 1991 por “Barton Fink” ao ser nomeado por vários grupos regionais de crítica e pelos Globos de Ouro pelo seu fantástico desempenho como Melhor Ator Secundário. No fim de tudo, o ator acabou por ficar de fora e o mais engraçado é que foi “substituído” por Michael Lerner, do mesmo filme, que tinha menos menções que ele e um papel mais reduzido. Nos dias de hoje, Goodman está mais afastado do cinema, mas acredito que o papel certo e a hora certa ainda vai aparecer. Talvez, quem sabe até com os Irmãos Coen novamente.


Meg Ryan (1961-)

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© Metro-Goldwyn-Mayer Studios Inc. All Rights Reserved.

Nos anos 80, Meg Ryan era a sensação de Hollywood. Carismática e peculiar, Ryan começou a ser requisitada para as comédias românticas mais populares da altura e durante vários anos, era imbatível no género.  Durante o seu apogeu, Ryan conquistou 3 nomeações como Melhor Atriz de Comédia/Musical nos Globos de Ouro por “When Harry Met Sally” (1989), “Sintonia de Amor” (1993) e “Você Tem Uma Mensagem” (1998) e em 1995, recebeu uma nomeação de Melhor Atriz aos primeiros Screen Actors Guild Awards (SAG) por “Quando um Homem Ama uma Mulher”.

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Dado o sucesso de “When Harry Met Sally”, não teria sido díficil imaginar uma nomeação para Ryan pelo seu momento “a star is born”, ao exemplo do que aconteceu com Julia Roberts logo em 1991 por “Pretty Woman”. Porém, tal não aconteceu e parece cada vez mais improvável que Ryan venha a ter o seu momento nos Óscares, porém a história já nos ensinou que um ator só precisa do filme certo para regressar em grande.

Quem são para ti os atores mais injustiçados pelos Óscares?

One thought on “Óscares | Há 6 memoráveis estrelas de Hollywood injustamente ignoradas pela Academia

  • Bradley Coopper especialmente este ano no desempenho no filme Maestro! Está excepcional! Uma obra de arte! E a Robin Wright no Forrest Gump. Há mais injustiças ao longo das décadas mas para mim estes 2 são gritantes! Desempenhos brutais que um nem nomeado foi e o outro foi nomeado mas não foi reconhecido no desempenho talvez mais brutal da sua vida e história do cinema! Nem se reconhece quase o Bradley Cooper ali! Está genial!

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