Agnès Varda em "Olhares Lugares" | © Midas Filmes

10 realizadoras que já deviam ter ganho o Óscar

Para celebrar o Dia da Mulher, a Magazine HD decidiu listar 10 mulheres que já mereciam ter ganho o Óscar para Melhor Realização. Até hoje, só uma realizadora conquistou essa honra.

Por muito que a Hollywood dos nossos dias se possa congratular pelo progresso feminista, ainda há muito que precisa de melhorar. Mulheres são constantemente menosprezadas na indústria cinematográfica e as suas janelas de oportunidade são bem mais raras que aquelas concedidas aos seus colegas homens. Basta vermos quão raro é ver qualquer presença feminina entre os nomeados para o Óscar de Melhor Realização.

Os Óscares já existem desde 1928, mas, até hoje, só cinco realizadoras foram nomeadas para o grande prémio. Elas são Lina Wertmüller, Jane Campion, Sofia Coppola, Kathryn Bigelow e Greta Gerwig. Entre elas, só Bigelow conquistou a estatueta doirada, sendo que o seu filme “Estado de Guerra” também ganhou a honra máxima de Melhor Filme.

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Para celebrar o Dia da Mulher, vamos listar aqui o nome de dez realizadoras que já deviam ter conquistado o Óscar para Melhor Realização. Nunca digam que não há mais realizadoras vencedoras por qualquer falta de talento. A triste verdade é que, apesar de elegíveis, muitas delas nem sequer foram nomeadas. Enfim, o mundo é injusto e o melhor que podemos fazer para honrar estas artistas é ver o seu trabalho e aplaudir os seus filmes.

Sem mais demoras, aqui ficam dez realizadoras que já deviam ter ganho o Óscar. As imagens em destaque são fotos dos filmes pelos quais elas deviam ter triunfado.

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JANE CAMPION

in the cut oscar
“In the Cut – Atração Perigosa” | © Pathé Productions

Verdade seja dita, Jane Campion merecia bem mais que um Óscar. Desde os anos 80 que esta realizadora neozelandesa tem sido responsável por alguns dos melhores filmes da contemporaneidade, experimentando géneros e registos díspares com a habilidade de uma mestra consagrada. Em 1993, ela ganhou o Óscar para Melhor Argumento Original por “O Piano”, mas nós dar-lhe-íamos o galardão de Melhor Realização em 1990 e 2003, pelo pesadelo suburbano “Sweetie” e os devaneios psicossexuais de “In the Cut – Atração Fatal”.

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Cláudio Alves

Licenciado em Teatro, ramo Design de Cena, pela Escola Superior de Teatro e Cinema. Ocasional figurinista, apaixonado por escrita e desenho. Um cinéfilo devoto que participou no Young Critics Workshop do Festival de Cinema de Gante em 2016. Já teve textos publicados também no blogue da FILMIN e na publicação belga Photogénie.

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