São inúmeras as discussões acerca da relevância das cenas de abertura, mas nós na Magazine.HD não entramos na conversa. Apenas te mostramos as melhores sequências e deixamos a questão para ti.


<< PARTE 6


Iniciar uma longa-metragem nem sempre é a tarefa mais fácil para um realizador. Despender imenso tempo em construir uma sequência atrativa ou optar por uma cena que não prenda de início o público corresponde a um dilema que os cineastas se debatem nos seus projetos.

Pub

Não é necessário que as sequências de abertura captem a audiência desde o início, por vezes, uma simples cena mostrar um plano geral pode ser o necessário para abrir um filme e causar “impressão” nos espetadores.

De seguida, apresentamos-te as consideradas melhores cenas de abertura do cinema, ou seja, as sequências que se destacam não só pela sua espetacularidade, pela carta de apresentação do filme e pela sua apresentação do contexto cultural e social.

Pub

Lê também: Top 2015 | Os 10 melhores guarda-roupas do ano

 

Citizen Kane (1941)

cenas de abertura

Citizen Kane é para muitos críticos um dos melhores, se não mesmo o melhor, filmes da história do cinema. E a sua montagem de abertura realça a grandiosidade do título.

Pub

A primeira cena da abertura mostra-nos uma antiga mansão e um enorme portão com um sinal de “proibido passar”. De seguida é apresentado Kane (Orson Welles) na cama, no leito da morte. Com um globo de neve na mão, ele murmura a sua última palavra “Rosebud”. Imediatamente, larga o objeto e o globo parte-se…

Esta sequência, além de hipnótica, é a parte crucial da longa-metragem. Com uma montagem sombria e misteriosa e uma palavra enigmática, Orson Welles capta a nossa atenção para este drama.

Pub

 

Reservoir Dogs (1992)

cenas de abertura

“Excuse me for not being the world’s biggest Madonna fan”. Um grupo de gangsters estão reunidos à mesa e discutem a “Like a Virgin” da rainha da pop, à medida que debatem sobre outros temas mundanos.

Com este resumo genérico, não parece que esta sequência mereça estar nesta lista, uma vez que não capta a atenção pela sua espetacularidade, surpresa ou pelo argumento poderoso. No entanto esta montagem é fundamental para percebermos a longa-metragem e, em especial, o estilo de Quentin Tarantino.

Pub

A sequência destaca-se pela apresentação de personagens realistas a viver momentos do quotidiano tal como os “comuns dos mortais”, apesar de serem criminosos. As brincadeiras relativas à cultura da época funcionam como um escape cómico à cena e como forma de nos ligarmos às personagens.

 

Consulta ainda: Red Hot | 15 filmes sobre sexo na adolescência

Pub

 

Manhattan (1979)

cenas de abertura

“Capítulo um…”

Poucos filmes conseguem captar a ansiedade, o romance e o sentimento de novidade que Nova Iorque consegue proporcionar, mas Woody Allen conseguiu. O cineasta, em Manhattan, conseguiu o casamento perfeito entre a música e a fotografia, destacando a sua ousadia em fazer um filme a preto e branco quando Hollywood só produzia filmes a cor.

Pub

Ao som de Rhapsody in Blue, de George Gershwin, o protagonista Isaac Davis (interpretado pelo realizador Woody Allen) abre o filme com um famoso monólogo, no qual o escritor dita vários parágrafos de abertura diferentes para um livro que está a trabalhar.

 

Vertigo (1958)

cenas de abertura

A música começa e o público depara-se numa perseguição a pé nos telhados de São Francisco, com o detetive Scottie Ferguson e outro agente da polícia atrás de um criminoso. Os espetadores assistem a uma sequência de disparos e à adrenalina da perseguição, mas sem perceberem a razão. No entanto, a cena não termina da melhor forma quando Scottie falha um salto entre prédios.

Pub

A montagem de abertura de Vertigo transmite o melhor que o mestre do suspense é capaz. Alfred Hitchcock apresenta-nos a confusão e o perigo prendendo o público desde o início com uma morte logo nos primeiros 90 segundos do filme. Este estilo de abertura já foi utilizado várias vezes desde 1958, mas nunca com o nível de inovação deste filme.

 

Concordas com as nossas escolhas? 


<< PARTE 6


 


About The Author


Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *