Lorde foi a cabeça de cartaz do último dia do Festival | ©Vodafone Paredes de Coura

Lorde fechou a 30ª edição do Vodafone Paredes de Coura com pura energia

A 19 de agosto de 2023, a cantora e compositora neozelandesa Lorde, ou Ella Marija Lani Yelich-O’Connor, fechou a 30ª edição do Vodafone Paredes de Coura perante uma multidão envolvida e nitidamente sua fã. Ao longo de cerca de uma hora e vinte, viajou pelos seus êxitos prévios sem promover um álbum em concreto. O dia ficou também marcado pela presença dos emblemáticos Wilco, perfeitos para satisfazer outras gerações. 

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Hugo Lima Wilco Paredes de Coura
Os Wilco no 30º Vodafone Paredes de Coura| ©Hugo Lima (www.fb.me/hugolimaphotography)

Ao seu último dia de concertos em 2023, o Vodafone Paredes de Coura soube agradar a gregos e a troianos, fechando com a cabeça de cartaz Lorde, uma inequívoca força da indie pop (mas também uma “pop girl” bem conhecida pelo público em geral), e passando também por outros nomes bem díspares. Destaque aqui para os Wilco, que subiram ao principal palco, o encantador anfiteatro Vodafone, pelas 23h00. Os rockeiros foram particularmente influentes na última década do século XX, e o seu legado permanece bem vivo, bem como a sua mescla de rock, country e rock mais experimental ou “alternativo”. A aclamada banda introduziu os seus 11 discos de originais perante um público já maioritariamente composto por fãs da pop eletrónica de Lorde, mas que ainda assim soube apreciar a experiência e amor à camisola dos norte-americanos Wilco.

UM DIA ECLÉTICO NO PAREDES DE COURA

Vodafone Paredes de Coura - Palco 2023
O anfiteatro natural continua a encantar visitantes |©Vodafone Paredes de Coura

Outro destaque do palco principal, um pouco antes, pelas 21h10, foram os talentosos Explosions in the Sky, grupo de post-rock do Texas que apresentou um alinhamento curto, eficaz e acima de tudo assente nas épicas guitarradas e nos arrojados instrumentais.

Já pelas 01h00, subiu ao palco Lorde, que acarinhou o público como apenas uma cantora pop agradecida é capaz de fazer. Entre gritos, ovações e muitos “I Love You”, Lorde foi acolhida como a grande estrela pop que é, e apesar do alinhamento ter sido relativamente curto (a artista até brincou com o horário do concerto, avançando que o povo português acorda provavelmente bem tarde para ver espectáculos a horas tão tardias), deu tudo de si.

Lorde no Vodafone Paredes de Coura
Lorde na sua terceira visita a Portugal |©Hugo Lima (www.fb.me/hugolimaphotography)

Há 10 anos atrás, Lorde pisou os palcos portugueses pela primeira vez, não no Vodafone Paredes de Coura, mas no Rock in Rio Lisboa. Em 2023, recordou com carinho este épico concerto que ficou na memória de quem por lá esteve (esta redatora incluída). Na altura, Lorde havia ainda lançado apenas o seu épico primeiro disco de originais, “Pure Heroine”, disco de eletropop lançado em 2013 e que conquistou o mundo de forma inequívoca através do single principal “Royals” (uma música viciante e que teve uma rotação de rádio quase insana).

Hoje, ou antes, na madrugada de 19 para 20 de julho, Lorde arrancou o alinhamento logo com “Royals e visitou alguns dos temas mais icónicos deste primeiro disco – como “Team”, “Ribs”, “Tennis Court”, ou “Buzzcut Season”, temas que dois discos depois continuam a ser importantíssimos para o ADN musical desta artista. Dream pop contagiante, as músicas de Lorde pintam cenários invulgares e alimentam-se de metáforas ricas e distintas.

Um dos seus êxitos antigos, que nunca falta nas lives, é a elétrica Buzzcut Season

Em 2017, Lorde lançou o grande sucesso de “Melodrama”, um disco aclamado de forma universal. Agora, continua a exibir de forma orgulhosa alguns dos seus melhores êxitos – da devastadora balada “Liability”, que não pode falhar na sua lista de repertório ao vivo a “Green Light”, uma canção pop quase perfeita, repleta de energia indomável.

E de energia indomável fez-se também o seu espectáculo, simples e livre de pretensão, mas repleto de dança, energia, partilha e música. “Solar Power”, o seu terceiro disco de originais, foi um disco de pandemia invulgar, repleto de temas esotéricos e trocadilhos que envolvem o sol, os astros e as energias. “Mood Ring” e a canção que dá nome ao álbum, “Solar Power”, não podia deixar de figurar entre os temas interpretados.

Lorde noutra das suas paragens da mini-tour europeia, antes da passagem pelo Paredes de Coura

Houve ainda tempo para a apresentação de dois temas inéditos, talvez de um potencial novo disco de originais, ainda por anunciar (ou não, a artista deu a entender que pudessem ser apenas demos que nunca viram a luz do dia). Houve tempo também para alguns desabafos e para deixar algumas mensagens de amor francas para o público de Portugal. Depois desta terceira visita a solo nacional tão bem sucedida, não podemos senão esperar um concerto em nome próprio no futuro próximo. Ao fim de contas, está mais do que na hora.

TRAILER – OS 30 ANOS | COSTUMAS MARCAR PRESENÇA NO VODAFONE PAREDES DE COURA? 



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