Martin Scorsese em "A Invenção de Hugo" | ©2011 GK Films

Martin Scorsese | Top Filmes MHD

Os membros da equipa da MHD juntaram-se para fazer o TOP 10 melhores filmes do realizador Martin Scorsese. Este top não é um top dos melhores filmes do realizador em termos técnicos, mas sim os favoritos da nossa equipa, por isso os resultados podem ser um pouco diferentes. Será que o teu filme favorito do realizador vai estar neste Top?

Sabias que Martin Scorsese era para ser padre? Mas o realizador mudou de ideias para não se sentir ainda mais isolado já que cresceu com asma e por isso não podia praticar desporto, que fez com que fosse isolado dos outros.

Os filmes de Martin Scorsese são muito sobre o próprio. Sendo trabalhos pessoais e apaixonantes que mostram um pouco das suas obsessões, a sua separação da religião, a tormenta espiritual e a culpa, muitas vezes mostrados por filmes com gangues e dramas criminais.

Vamos descobrir qual é o Top 10 de filmes Martin Scorsese segundo a MHD?!

10º – Taxi Driver (1976)

taxi driver martin scorsese
©AXN Portugal

Robert de Niro, vestido com um casaco verde-tropa, de arma em punho em frente ao espelho, quase como um ator a treinar expressões para a sua peça. É assim que o encontramos ou não fosse esta mítica cena completamente improvisada, a pedido de Scorsese, que entre alguns diálogos simples, um fica para sempre na história do cinema. “Are you talking to me?” é ainda hoje a primeira frase que nos vem à memória quando mencionamos de Niro, numa subtileza sem igual que fez de uma pequena diretriz, uma das mais icónicas cenas da indústria cinematográfica.

Não recordar Scorsese sem o associar automaticamente a “Taxi Driver” é o mesmo que assistir a um musical sem música e esta simbiose continuará a perdurar no tempo pela simplicidade complexa como se desenvolve a narrativa do filme. Travis Bickle (Robert de Niro), veterano de guerra com traumas profundos decorridos desse tempo, sofre de insónias que se repetem noite após noite. Decide então aproveitar o seu infortúnio para conduzir um táxi nas ruas urbanas e sombrias de Nova Iorque, numa tentativa de encontrar um sentido íntimo para a sua existência, algo que defende como ideal desde o início, não deixando que a vida passe por ele em vão.

Entre o cinza da cidade, representando a sua própria decadência, existe muita magia, seja pela interpretação de de Niro, pela realização ímpar de Scorsese ou pelo argumento intimista de Paul Schrader, a jornada de Bickle representa acima de tudo uma crítica explícita ao sistema americano, mostrando como os veteranos eram deixados à sua mercê depois de darem a sua vida para defender o país, a par da violência e corrupção dos anos 70 perfeitamente ficados nesta produção, que faz com que após mais de 40 anos, continuemos a revisitar e relembrar inclusivamente neste TOP.

Filipa Martins     




9º – O Aviador (2004)

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“O Aviador” | ©AXN Portugal

“O Aviador” surge no 9º lugar neste Top. O filme de 2004 teve um início atribulado passando de realizador em realizador – incluindo Michael Mann, Milos Forman e Christopher Nolan – até chegar às mãos de Martin Scorsese e ele claro fez com que o projeto tinha sido seu desde início.

O filme conta a história do jovem Howard Hughes na sua boa vida e enquanto tentava esconder o seu transtorno obsessivo compulsivo e acaba por se tornar num dos homens mais ricos do mundo. ” O Aviador” é espetacular nas suas cenas de aviação, sendo uma homenagem aos primeiros filmes de Hughes mas também sendo algo completamento novo. As grandes cenas de ação nunca tiram o foco do orgulhoso mas condenado homem no meio de tudo. Com Leonardo DiCaprio, Cate Blanchett, Kate Beckinsale, Alex Baldwin, Jude Law, Gwen Stefani e Willem Dafoe.

Este filme mostra como Scorsese consegue fazer um filme com um grande orçamento, um elenco cheio de estrelas, numa cinebiografia épica, mas tendo uma visão unicamente sua. Scorsese consegue mostrar um Hughes magnânimo mas também mostra a dura natureza humana.

Ana Carvalho    




8º – O Lobo de Wall Street (2013)

Leonardo DiCaprio
“O Lobo de Wall Street” ©Red Granite Pictures

F***! É esta a reacção que temos a um dos mais recentes trabalhos de Martin Scorsese e nem o dizemos num sentido pejorativo. “O Lobo de Wall Street” é arrojado, é absurdo, é provocador, é alucinante… é tudo o que possamos imaginar com duas características ainda a realçar: inspira-se numa história real e traz uma das melhores duplas do cinema, DiCaprio e Scorsese. Se calhar, tivesse sido feito uns anos antes, teria um outro impacto mas, não ligando ao ano, é inegável – “O Lobo de Wall Street” trouxe à carreira de Scorsese outro “brilho” e outra questão… o que é ou não obra de arte?

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Sendo um palco de deboche, corrupção e quase uma certa exibição pornográfica, o filme conta a história de Jordan Belfort, um homem que levou a sua vida ao limite, viveu sem escrúpulos e que mesmo assim continua a lucrar com o que de mal fez e o levou à prisão. Mas esse não foi verdadeiramente o ímpeto de Scorsese – ou pelo menos assim nos parece. “O Lobo de Wall Street” não é por certo uma obra de arte enquanto masterpiece da imagem ou da edição e montagem, mas é inquestionável enquanto filme memorável. Scorsese consegue ao longo destes minutos chegar ao core do que mais de surreal a natureza humana consegue atingir quando se deixa levar pela ganância, poder e luxo.

Em relação ao seu repertório, não poderíamos deixar de destacar este projecto pelo seu discurso directo – algo nem sempre presente nos trabalhos do cineasta. Um filme sem heróis, mas certamente com os seus vilões, e que nos agarra desde o início com uma narrativa de fast pace e que não nos faz desviar uma única vez o olhar do ecrã. Scorsese conquistou nesse campo mais fãs, porque o filme apelou a diferentes partes de nós e, acima de tudo, mostrou-se real e bastante humano (ainda que de uma forma totalmente desinibida do que é considerado o “bom senso”) e com uma boa dose de humor negro.

Marta Kong Nunes




7º – A Idade da Inocência (1993)

a idade da inocência martin scorsese
“A Idade da Inocência” | ©AXN Portugal

Quando falava da sua filmografia, Martin Scorsese apontou para “A Idade da Inocência” como seu filme mais violento. Para quem conhece o currículo do cineasta, tais proclamações podem parecer inusitadas, até chocantes. Afinal, por entre as muitas histórias de gangsters e chacinas, este drama sobre a alta-sociedade Nova-Iorquina em meados do século XIX aparenta ser algo inofensivo, exangue e intocada pela agressão sanguinária de tantas outras narrativas sob o signo de Scorsese. Contudo, violência não se define somente por carne dilacerada, por morte física, gritos e tiros. Ao descrever esta adaptação de um livro de Edith Warton em tais termos, o realizador ajuda a sublinhar a qualidade lacerante da sua história emocional.

Mais do que qualquer outro trabalho na sua filmografia, “A Idade da Inocência” é um retrato de repressão, onde nem o rasgo de mortificação física existe enquanto gesto libertador. Não há catarse fácil num romance cheio de vestidos sedosos e bons modos aristocráticos. Assim sendo, o poder cortante da emoção é sublimado, quase explodido, atingindo píncaros que doem ainda mais pelo modo como nunca se podem exprimir na totalidade. A dor das personagens é um segredo sussurrado, um veneno que todos têm que engolir, condenando-se a infelicidade autoimposta.  Em certa medida, o esplendor dessa Era Dourada, a dita ‘Gilded Age’, ajuda a intensificar a desumanidade do comportamento social, do ritual flagelante que é a repudiação do adultério, o cortar do coração em prol de uma regra de conduta.

Os figurinos que valeram a Gabriella Pescucci um Óscar podem projetar um ideal de elegância, mas suas volumetrias de brocados e bordados são também prisões. Vestidos com os coletes de forças mais belos que o mundo já viu, Daniel Day-Lewis, Winona Ryder e Michelle Pfeiffer dão vida às pobres almas em desassossego perpétuo. Sua loucura é a paixão e não há cura possível. Neste espetáculo de violência internalizada, o único remédio é aprender a sorrir enquanto tudo por dentro se inflama e dá vontade de gritar com angústia. “A Idade da Inocência” afigura-se, portanto, como um dos mais sôfregos trabalhos de Scorsese, uma formosa representação do que acontece quando o espírito morre, mas o corpo sobrevive.

Cláudio Alves




6º – Tudo Bons Rapazes (1990)

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“Tudo Bons Rapazes” | ©Warner Bros. Pictures

Apesar de fazer em 2021, trinta e um anos de existência, esta obra-prima de Scorsese continua a ser um dos melhores filmes de gangsters de sempre. Com um elenco de luxo, entre nomes como Ray Liotta, o já veterano Robert de Niro e Joe Pesci, retrata na perfeição as ligações perigosas, a luxúria, a ascensão e a queda de quem, através do mundo da criminalidade consegue alcançar aquilo que o comum mortal no seu emprego do dia-a-dia nunca conseguiria. Como sabido, tudo tem um preço, por vezes muito difícil de pagar e neste caso não seria exceção, já que desde o início tudo indica que este é o clima certo para tudo dar extremamente errado.

A acrescentar a isto, o facto de ser baseado em factos verídicos, faz com quem “Tudo Bons Rapazes” tenha o toque realista e prático do que verdadeiramente significava pertencer à máfia. O poder e privilégio que Henry Hill, interpretado por Liotta, conseguiu alcançar com a sua entrada neste submundo é extremamente bem retratado e cheio de momentos onde a adrenalina, o abuso de substâncias e o crime são os seus principais aliados, mas também os fatos perfeitamente engomados, os carros de luxo e os diamantes, as casas nos subúrbios e o dinheiro que esconde três décadas de transgressões à lei, numa dualidade de mundos que emergem durante toda a narrativa do filme.

Com cenários que nos transportam automaticamente para os finais dos anos 60, as interpretações recheadas de diálogos ricos e profundos, numa realização de Scorsese exímia e que, ainda hoje é elogiada dentro das produções deste género, fazem com que digamos com toda a certeza que estes Bons Rapazes, continuarão ainda por muitos mais anos, a fazer história.

Filipa Martins     




5º – Silêncio (2016)

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“Silêncio” | ©2016 – Paramount Pictures

“Silêncio” é um filme muito diferente dos outros da carreira de Scorsese. Não tem os excessos de violência e a ação energética dos filmes do realizador. Este foi um filme que Scorsese andou a desenvolver por mais de 30 anos a partir do romance de Shūsaku Endō.

Esta é a obra de um realizador maturo e devoto que estudou para ser padre e se vê submisso à grandeza de uma material ideológico superior a si mesmo. O filme segue a dura viagem de fé e dor de dois padres (Andrew Garfield e Adam Drive) à procura do seu mentor (Liam Neeson) numa narrativa que conta uma das mais sangrentas da História do Japão, com as perseguições aos cristãos. Mas Scorsese não mostra a violência por mostrar mas mostra que o sofrimento humano, físico, mental e espiritual é o centro deste filme.

Mas embora o realizador olhe com horror as perseguições aos cristãos, tem empatia suficiente para apresentar o lado do povo nipónico. E falando no elenco japonês, este elenco foi fantástico mesmo comparando com as prestações de Drive, Neeson (que deu uma das suas melhores prestações de sempre), e Garfield tem o peso do protagonismo nos ombros  que dá alguns momentos geniais.

Ana Carvalho




4º – Shutter Island (2010)

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“Shutter Island” | ©PARAMOUNT PICTURES

Se não fossemos ávidos fãs de cinema, quase que podíamos pensar que “Shutter Island” estaria bem distante de Martin Scorsese… afinal de contas, estreou no mesmo ano de “Inception”, teve o mesmo protagonista, Leonardo DiCaprio, e levou-nos para uma história onde nada parecia ser o que realmente era. Mas não, “Shutter Island” seria na verdade uma história adaptada da obra homónima de Dennis Lehane e apesar de mexer com as nossas mentes foi certamente um vislumbre da mestria de Martin Scorsese no seu mundo de realização, e da forma que ele tem de contar uma história e nos levar “para dentro dela”.

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Com uma densidade enorme, e sem nunca perder o mistério necessário para o enredo, Martin Scorsese coloca em destaque não apenas a história base e as suas personagens mas também um toque a remeter para a mente humana e o quão complexa ela pode ser de se entender e até mesmo de estudar. Claro que a excelência de Scorsese neste trabalho é em muito elevada pelo brilhante elenco que o ajuda a levar a história aos ecrãs; Leonardo DiCaprio é exímio em interpretar um homem em claro sofrimento, e seguro de si mesmo (até ao momento em que não está), e Mark Ruffalo oferece numa outra vertente o equilíbrio de uma personagem secundária que não deixa de ser essencial para dar corpo ao enredo.

É um filme tenebroso? Talvez. Se conquistou? Sem dúvida! Mas é pelo seu conjunto que nos faz vê-lo neste top de reconhecimento de obras de Scorsese. A cenografia, o argumento, a montagem, a edição, o elenco (que não referimos anteriormente mas também tem Ben Kingsley!)… tudo isto e sempre aliado à belíssima forma que Scorsese opta por abordar um tema tão delicado como a mente e os seus contornos num filme que se apresenta inicialmente apenas como um thriller de mistério.

Marta Kong Nunes 




3º – O Touro Enraivecido (1980)

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“O Touro Enraivecido” | ©1980 – MGM

O drama biográfico não é um dos subgéneros mais excitantes do cinema, nem agora nem em nenhum ponto da História do Cinema. Contudo, de vez em quando, algum artista encontra forma de revitalizar um modelo bafiento e mortiço. Martin Scorsese assim o fez quando, no crepúsculo da década de 70, se atirou de cabeça a este projeto lendário, uma dramatização da vida de Jake LaMotta. O lutador de boxe, descendente de imigrantes italianos nos EUA tal como Scorsese, viveu uma ascensão meteórica, mas o temperamento vil e a suscetibilidade à violência fora do ringue acabaram por traçar a sua desgraça. O horror da carne esmurrada deu-lhe fama e, no fim, tirou-lhe tudo. Como em todos os filmes que o realizador já assinou sobre homens perigosos, trata-se de um retrato de personagem gangrenoso, transbordando sentido crítico.

Há quem veja em tais trajetórias uma glorificação da violência masculina, mas só um espetador desatento pode chegar a tais conclusões. Por muita energia cinética que Scorsese traga aos seus estudos de masculinidade em crise, o cerne da questão sempre assenta numa iluminação do degredo humano. Estes protagonistas são sempre monstros e, numa visão geral da história, acabam sempre por se afigurar como os maiores culpados da própria miséria. Jake LaMotta não é um herói desafortunada, incompreendido pelas massas. Pelo contrário, trata-se de uma quimera a borbulhar de raiva, sempre pronta a rosnar, a rugir, a atacar quem quer que se aproxime. Nem a esposa nem o irmão estão safos do seu mau temperamento e nós, enquanto audiência, sentimos o queimar dessas relações desfeitas.

Como âncora do projeto, Robert De Niro desvenda uma das suas mais estrondosas criações. Coberto de cosmética transfigurante, o ator dá o corpo à arte, mostrando o peso dos anos e o modo como as marcas da luta envelhecem a carne e definem o camafeu da idade avançada. “O Touro Enraivecido” é provavelmente o desempenho mais aclamado deste intérprete, mas o trabalho do elenco está longe de ser o principal mérito da fita. De facto, apontaríamos para o primor fotográfico e rítmico como maior mais-valia do projeto. Inspirado numa dica do realizador britânico Michael Powell, Scorsese submergiu a maior parte da obra num monocroma metálico, reduzindo as cenas de combate a um fenómeno estético, no limiar da abstração. Por seu lado, a montagem de Thelma Schoonmaker estilhaça a convenção do docudrama cronológico, seguindo o ímpeto do movimento, a força da emoção, como ordem máxima do trabalho. Por outras palavras, “O Touro Enraivecido” é uma obra-prima.

Cláudio Alves




2º – New York, New York (1977)

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“New York, New York” | ©Metro-Goldwyn-Mayer Studios Inc

Quiçá o filme mais virulentamente incompreendido na carreira de Martin Scorsese, “New York, New York” marca também o píncaro da sua audácia. Depois do sucesso estrondoso de “Taxi Driver”, o realizador como que se propôs a analisar o movimento da Nova Hollywood através de uma desconstrução histórica. Ao invés de continuar na mesma linha de realismo urbano dos seus sucessos anteriores, este mestre do cinema decidiu conjugar essas expressões vigentes com estilos já vistos como arcaicos em 1977. Por outras palavras, a Nova Hollywood e a Velha Hollywood aqui colidem, extravasando-se uma à outra com selvajaria surpreendente. O melhor de tudo é que, dando forma humana a este conflito concetual, Scorsese decidiu cristalizar a dinâmica em jeito de tragédia amorosa num modelo clássico.

Representando a novidade e inovação, Robert De Niro é um músico de jazz com tendências violentas. Tal como a música que o define, este anti-herói Americano vive da improvisação contínua, uma falta de estrutura crónica que tantas vezes resvala em teatros híper-masculinos. Na figura do saxofonista, ator e realizador cristalizam o cinema que haviam ajudado a consolidar. Também o criticam com afiada precisão. Num parâmetro oposto, Liza Minnelli representa a indústria apoiada nos grandes estúdios e na força comercial da estrela de cinema. Uma princesa de Hollywood, filha de Judy Garland e Vincente Minnelli, a atriz é um símbolo do passado e seu estilo de atuação deve muito ao glamour arcaico.

No entanto, a força do seu trabalho não é menor que a do coprotagonista. De facto, a intensidade dos dois atores cria faíscas e eletrifica o ecrã. Como água e azeite, o realismo e o artifício deliberado não se misturam, jamais coalescendo num filme segure e coerente. Contudo, é essa volatilidade que revela o génio de “New York, New York”, suas dualidades e análises estéticas. Apesar da aparência polida e seu tom choroso, este é provavelmente o trabalho mais experimental de Scorsese e aquele que melhor evidencia as suas paixões enquanto historiador do cinema. Trucidado pela crítica aquando da sua estreia original, o filme tem vindo a ganhar mais prestígio nos últimos anos, mas continua a ter muitos detratores. Aqui pela Magazine HD, somos fãs de “New York, New York”.

Cláudio Alves




1º – The Departed – Entre Inimigos (2006)

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“The Departed – Entre Inimigos” | ©Warner Bros. Entertainment Inc.

“The Departed – Entre Inimigos” ganhou o primeiro lugar deste Top Martin Scorsese de popularidade dos filmes do realizador pelos elementos da equipa da MHD. O filme é um remake de um filme de Hong Kong, “Infiltrados”, que conseguiu ser melhor do que o original pois nas mãos de Scorsese conseguiram com que a narrativa que já por si era complicada e cheia de reviravoltas e manipulações não se torna-se num filme sem nexo.

Na altura em que o filme saiu (2006) era quase ofensivo pensar que era com este filme que o cineasta iria receber o seu primeiro Óscar, mas foi isso o que aconteceu. O cineasta fez algo que muitos tentaram fazer na altura, o thriller dos thrillers, mas é claro que não foi só o cineasta que elevou este filme, o elenco também é fantástico com Leonardo DiCaprio, Matt Damon, Mark Wahlberg e Jack Nicholson. Este filme marca a terceira vez que DiCaprio e o realizador trabalharam juntos.

O twist final do filme pode ter chocado muita gente, mas esse twist acabou por se tornar numa espécie de imagem de marca de alguns dos futuros filmes de Scorsese.

Ana Carvalho   

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Ana Inês Carvalho

Licenciada em História de Arte. Viciada em filmes e música, em especial k-pop, e também wrestling.

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