Foto de David Passos | © MHD

Rock in Rio Lisboa 2022 | Entrevista a Marco Fresco

A Worten Game Stage do Rock in Rio Lisboa 2022 acolheu vários criadores de conteúdo da área do gaming. Por isso, falamos com Marco Fresco, do MFGaming!

A nona edição do Rock in Rio Lisboa teve diversas áreas de entretenimento, sendo que o mundo dos videojogos ocupou um lugar de destaque, com a Game Square. Com vários pontos de interesse, a Worten Game Stage era o ponto central nesta área dedicada ao gaming. Assim sendo, durante os quatro dias do festival, houve tempo para várias conversas animadas e concursos divertidos. Os festivaleiros que passaram por lá, iriam encontrar a boa disposição de GARCIAp, o streamer português que vestiu o fato de apresentador. E ainda podiam participar em corridas alucinantes com a “Worten Game Ring Mario Kart Boom”.

Igualmente, estiveram presentes vários criadores de conteúdo, das mais diversas plataformas, desde da Twitch até ao Youtube. Assim sendo, os festivaleiros tiveram a oportunidade de ouvir falar RicFazeres, TJI, Mr. Remedy, ImAUppa, Tio Sake, Shikai, entre outros. Contudo, de entre as diversas personalidades, a Magazine.HD falou com Marco Fresco, do MFGaming, onde dentro dos diversos temas do gaming, a sua especialidade é o retrogaming. Além de ser um dos criadores de conteúdos mais conhecidos no panorama nacional, é apresentador do “Retro Gamers“, exibido na Sic Radical.

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[para Marco Fresco] Na tua opinião, qual é a razão do retrogaming ter ainda tanta popularidade?

MF: Acima de tudo, as mecânicas dos jogos que jogamos hoje em dia vem muito dos jogos retro. E nós vermos que, quando estamos a jogar um jogo de plataforma, de onde é que isto veio, é sempre uma fonte de intriga. Das pessoas pensarem: ‘Será que isto foi de um jogo antigo, será que isto foi inventado agora’. Isso faz com que as pessoas associem esses movimentos. E obviamente as personagens, quando nós temos um “Super Mario”, “Sonic”, “Street Fighter” com personagens icónicas, que ainda hoje faz parte dos jogos. Isso traz memórias antigas. Ainda esta semana saiu um jogo das “Tartarugas Ninja”, e poder voltar a jogar os jogos com mecânicas novas adicionadas faz com que o retro seja algo atual, apesar do nome retro.”.

[para Marco Fresco] Achas que os remastered’s/remakes valem a pena, ou é só uma forma de ganhar dinheiro?

MF: Depende do jogo, depende do caso. Quando são coisas que não acrescentam nada, simplesmente estão a relançar o jogo, pode ser visto como uma forma de ganhar e fazer dinheiro. Mas quando, por exemplo as “Tartarugas Ninjas”, adicionam novas coisas, um novo mundo, um novo jogo, mas a respeitar tudo que era os primórdios dos jogos das “Tartarugas Ninja”. Acho que vale a pena, e acho que é algo que deve continuar, que é o que hoje chamamos de ‘neo-retro’. Basicamente, um novo jogo a respeitar o retro, lançado na atualidade.

[para Marco Fresco] Qual é a tua opinião acerca da comunidade de retrogaming em Portugal?

MF: No panorama nacional, nos últimos dez anos, tem estado cada vez melhor. Até porque, o que aconteceu, e algo relativamente mau para os colecionadores, acabou por trazer novos olhos para cima do retro. Que foi o caso de alguns jogos muito antigos serem vendidos a preços muito altos. Isso fez com que as pessoas olhassem para os jogos que tinham em casa, a pensarem que tinham grandes fortunas. Algumas sim, outras obviamente que não. Isso fez com que muita gente começasse a olhar para o retro outra vez. Eu ter um programa de televisão, só a falar de retro, prova realmente que há um interesse por de trás desta indústria. Cada vez mais aquela nostalgia de poder ir a um salão de jogos, jogar numa arcade clássica, é cada vez mais uma realidade, e cada vez mais está presente. Apesar de não acreditar que seja uma coisa que vá substituir a geração atual, mas é um complemento muito importante. Cada vez mais, vemos pessoas a tirar consolas da garagem e do sótão para voltar a ter aquela memória antiga de jogar um jogo.

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[para Marco Fresco] O retrogaming veio para ficar? Quais as perspectivas para o futuro?

MF: Quando tens empresas como a Sony, a Nintendo, a Sega a relançar as consolas antigas, como a Megadrive, a NES, a Super Nintendo, com uma mini consola com os jogos disponíveis, obviamente isto é uma amostra que, claramente está para ficar. Se formos a ver à própria PlayStation, fora das mini consolas, lançou agora o Plus, onde tens acesso a jogos da PlayStation 1, que é os primórdios das consolas da Sony. Ou seja, cada vez mais nós temos consolas e marcas a investir forte em retro. Portanto, claramente é uma moda que veio para ficar.

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