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Rock in Rio Lisboa 2022 | Primeiros momentos do último dia

As portas do Parque da Bela Vista abriram-se ontem para o último dia de Rock in Rio, e a MHD conta-te tudo sobre os primeiros momentos.

As portas da ‘Cidade do Rock‘ voltaram-se ontem a abrir para receber, de forma calorosa, os festivaleiros mais sorridentes do país. Com uma fila bem consistente, ninguém ficou indiferente à vontade que o público tinha de invadir o Parque da Bela Vista no último dia de Rock in Rio. Com as emoções ao rubro, todos os participantes foram recebidos com um chapéu laranja, que se tornou a imagem de marca da edição deste ano. No meio de toda a agitação, houve espaço para tambores, ritmo, festa e muitas fotografias no marco mais importante do evento, o globo com o logótipo oficial.

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Entre a azáfama na corrida pelos melhores brindes oferecidos nas várias bancas de ativação de marcas espalhadas pelo recinto, é inegável que o foco do festival é a música e a criação de arte ao vivo. Apesar de todas as atenções se voltarem para o Palco Mundo, a ‘Cidade do Rock’ tem uma enorme variedade de palcos secundários, onde artistas dos mais variados estilos aquecem os festivaleiros para os concertos da noite. Ainda antes de cruzar os primeiros metros do Parque da Bela Vista, o público era desde logo convidado pela School of Rock a visitar a rua mais colorida do festival, onde um conjunto de jovens brasileiros fazia a abertura do palco mais multicultural de todos.

BCKappa
Foto de Jéssica Rodrigues | © MHD

Quando o recinto já se mostrava mais composto, foi a vez de BCKappa subir ao palco do Super Bock Digital Stage, onde o digital é uma das bases. Sob a receção calorosa do público mais jovem, o rapper português trouxe os seus temas mais conhecidos, pondo todos a cantar ao som de “Miúda”. Apesar da curta duração do espetáculo, estava feito o aquecimento para um dia que se viria a tornar memorável. Ao mesmo tempo, o chefe Ljubomir Stanisic enchia o Continente Chef’s Garden com temas marcantes para a atualidade, numa fusão entre a culinária e a sustentabilidade.

Putzgrilla
Foto de Jéssica Rodrigues | © MHD

Com a roda gigante a trabalhar de forma frenética e a área do gaming a receber grandes competições de videojogos, a ‘Cidade do Rock’ parecia mover-se a todo o gás, apesar das longas filas para aceder às bancas dos parceiros do festival. Mas a promessa de um dia eletrizante chegou com o concerto de Putzgrilla, a banda que se compromete a inovar a música eletrónica do nosso país. Numa mistura entre o Funk e o Hip-Hop, o concerto envolveu música, dança, contorcionismo e muita arruaça. Perante um público eletrizado que encheu o Galp Music Valley, Putzgrilla deixaram a sua marca com músicas bem conhecidas entre os universitários (e não só). O erguer das bandeiras oficiais da banda, ditaram que este seria, sem dúvida, um dos melhores dias do festival.

Malabá
Foto de Jéssica Rodrigues | © MHD

E como não há música sem dança, as duas estão enraizadas no Rock in Rio, numa simbiose perfeita. O Palco Yorn é, talvez, aquele que melhor expõe esse equilíbrio entre as duas artes performativas. Originalmente, este era já o palco dedicado às danças de rua e, nesta edição, coube-lhe a missão de receber o que de melhor se faz nos bairros do nosso país. Num espelho perfeito da realidade cultural que habita cada recanto dos nossos bairros sociais, o Hip-Hop foi rei em cada centímetro daquele palco. Com um aquecimento feito pelo grupo de dança residente, os Jazzy, em colaboração com a Yorn, Malabá subiu a palco, enlouquecendo todos os fãs do estilo musical. O setubalense arrancou gritos de um público que em uníssono cantou os seus temas mais conhecidos.

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Enquanto os palcos secundários se enchiam de vozes conhecidas, os festivaleiros mais leais começavam já a marcar território na atração principal, o Palco Mundo. Mas nem isso demoveu os milhares de participantes que continuavam a experimentar tudo o que a ‘Cidade do Rock’ tinha para oferecer. Estava dado o mote para um dos melhores momentos de todos aqueles que viram o seu festival preferido ser duas vezes adiado à conta da pandemia. Mas nem a ameaça de um vírus contagioso desmobilizou as milhares de pessoas que sonhavam em voltar a sorrir depois de tanta dor que os últimos anos nos trouxeram.

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Tiveste a oportunidade de visitar a Cidade do Rock? Qual o teu concerto favorito?

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