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A 78ª edição dos Primetime Emmy Awards decorre na madrugada de terça-feira, 15 de setembro, no Peacock Theater, em Los Angeles, com transmissão assegurada em Portugal. A cerimónia costuma celebrar o melhor da televisão. No entanto, ao longo dos anos, a academia já enfrentou episódios menos glamorosos. Estes são os seis maiores escândalos da história dos Emmy.

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Katherine Heigl recusa a nomeação

Anatomia de Grey
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Em 2008, a atriz Katherine Heigl retirou o seu nome da votação. Um ano antes, tinha vencido o Emmy de Melhor Atriz Secundária pela série “Grey’s Anatomy”. Desta vez, considerou que o material da temporada não justificava uma nova nomeação. A afirmação gerou uma rutura pública com a produtora e guionista Shonda Rhimes. Além disso, esta situação prejudicou seriamente a relação de Heigl com a academia.

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Prémios retirados nos Daytime Emmy

Em 2018, a National Academy of Television Arts & Sciences retirou o Emmy à atriz Patrika Darbo, vencedora pela novela digital “The Bay”. A investigação revelou erros de submissão generalizados. Consequentemente, as produtoras de “The Young and the Restless”, “General Hospital”, “Days of Our Lives” e “The Bold and the Beautiful” ameaçaram boicotar futuras edições. No geral, exigiam uma auditoria independente e mais transparência no processo de votação.

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Jerry Harris ofusca vitória de Cheer

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© Netflix

Nos Creative Arts Emmys de 2020, o documentário “Cheer”, da Netflix, venceu a categoria de Melhor Programa de Reality Não Estruturado. Contudo, apenas 24 horas depois, o protagonista, Jerry Harris, foi detido e acusado de crimes graves contra menores. Assim, a vitória ficou eternamente marcada pela polémica.

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O boicote aos Daytime Emmy

No início dos anos 70, uma verdadeira guerra interna dividiu a Television Academy. Por um lado, executivos e criadores de Hollywood queriam dissolver a estrutura existente. Por outro, os membros de Nova Iorque opunham-se fortemente. A disputa tornou-se tão intensa que os atores boicotaram a transmissão de 1973. Como resultado, a cerimónia decorreu perante uma sala meio vazia. No ano seguinte, a academia separou definitivamente os segmentos diurno e noturno em duas entidades distintas.

Sean Spicer e a desinformação política

Em 2017, o apresentador Stephen Colbert surpreendeu tudo e todos ao trazer para o palco o ex-porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer. Este gozou com as suas próprias declarações falsas sobre a assistência à tomada de posse presidencial. Em vez de gerar boa disposição, a piada provocou forte reação negativa. Atores como Seth Rogen e Kumail Nanjiani acusaram os Emmy de branquear e normalizar a desinformação política.

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O ‘snub’ de Better Call Saul

Better Call Saul
© Greg Lewis / AMC / Sony Pictures Tel

Tecnicamente, não se trata de uma regra quebrada, mas antes de um desaire histórico. Ao longo de seis temporadas, “Better Call Saul” recebeu 53 nomeações e não venceu nenhuma. Bob Odenkirk, o protagonista, foi nomeado seis vezes para Melhor Ator Dramático. Porém, nunca levou para casa a estatueta dourada. Por isso, este desfecho deixou uma marca permanente na reputação da academia.

Em suma, os Emmy Awards nem sempre representam apenas glamour e reconhecimento merecido. Ao longo da sua história, a cerimónia também guarda momentos de tensão, injustiça e polémica genuína.

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