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Chucky, primeiras impressões da nova aposta do SYFY

A nova aposta do SYFY tem tudo agradar tanto aos fãs do infame boneco, como a estreantes do universo de “Chucky”. A série é da autoria do criador original desta ‘adorada’ personagem, uma das preferidas dos fãs do cinema de terror/slasher. 

Com um total de oito filmes, que rederam mais de 217 milhões de dólares (aprox. 190 milhões de euros), Chucky chega agora ao pequeno ecrã pela mão do seu criador original, Don Mancini. Mancini foi o responsável por todos os argumentos do icónico boneco diabólico (“Child’s Play” no original), pelo que poderás esperar vários easter eggs ao longo da série. A convite do SYFY Portugal, a Magazine.HD teve acesso aos três primeiros episódios deste revival, que estreia amanhã em episódio duplo, pelo que esta análise irá incidir apenas sobre os mesmos.

“Chucky” leva-nos até Hackensack, a cidade Natal do assassino Charles Lee Ray, cuja alma dá vida ao boneco “Good Guy”, mais conhecido como Chucky. Atualmente considerada como uma das cidades com menor taxa de criminalidade, a localidade de Nova Jersey vê a sua paz novamente ameaçada com uma série de estranhas mortes. Este novo rasto de sangue tem uma origem familiar, que começa quando um adolescente local decide comprar o boneco numa venda de garagem. Estranhamente, aquando a compra do boneco, uma faca de cozinha desaparece também… O irónico (e que talvez pudesse ter sido só um bocadinho mais explorado) é que o novo dono de Chucky é um jovem artista de seu nome Jake Wheeler (Zackary Arthur), cuja arte passa por construir estátuas com partes de bonecos, desmantelando-os para isso. Por um conjunto de situações, Jake não chega a desventrar o boneco, que prontamente inverte o jogo.

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Lexy (Alyvia Alyn Lind) e Jake (Zackary Arthur), na primeira cena em que Chucky (Brad Dourif) mostra verdadeiramente a sua natureza | © 2021 SYFY Media, LLC

Os três primeiros episódios acabam por ser de apresentação, sendo que a brincadeira só começa realmente no terceiro episódio. Jake, um pouco à semelhança de Andy Barclay (Alex Vincent), o primeiro dono de Chucky no filme de 1988, também é órfão, vivendo apenas com o seu pai. A mãe morreu uns anos antes, o que levou o pai a beber e, consequentemente, maltratar o filho. Mas, o pai bêbado não é o único problema do adolescente gay de 14 anos. Jake também é vítima de bullying às mãos da privilegiada filha da presidente de Hackensack, Lexy (Alyvia Alyn Lind). Um cocktail bastante aliciante para Chucky, principalmente pelo elevado potencial de explosão, uma vez que Charles Lee Ray aparenta estar um tanto ao pouco mais seletivo nas suas vítimas nesta versão. O boneco parece ver em Jake o seu próprio filho, também ele gay e não-binário, como Chucky prontamente explica (se precisares de avivar a memória, ou não conheceres o universo, vê “A Semente de Chucky”), tomando-o como uma espécie de aprendiz – ou, assassino à espera de ser acordado.

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A avaliar por este início, o original do SYFY parece inserir-se no universo dos revivals, que também acabam por funcionar como tributos ao material mãe. O sucesso da Netflix, “Cobra Kai” é um excelente exemplo disso, e “Chucky” aparenta ter potencial para repetir a proeza. Também o mais recente “Ghostbusters: Afterlife“, adequadamente traduzido para “Caça-Fantasmas: O Legado” por cá, entra nesta nova categoria, que felizmente parece estar a acrescentar mais valor do que a corrente de reboots e remakes que inundaram tanto o grande, como pequeno ecrã. Aliás, uma das melhores partes da série é o facto do infame boneco manter a voz de Brad Dourif, que o caracterizou ao longo de todos os oito filmes.

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A nova versão de Chucky, que mantém a essência do original | © SYFY

Mas, para além de Dourif, existem também outras presenças que vão deliciar os fãs do franchise. Falamos do próprio Andy, da sua irmã adoptiva Kyle, de Nica Pierce, uma das vítimas de Chucky, e da temível noiva do boneco, Tiffany Valentine, que trazem de volta os atores originais: Alex Vincent, Christine Elise McCarthy, Fiona Dourif (filha de Brad) e Jennifer Tilly, respetivamente. No entanto, nos três primeiros episódios, apenas poderás contar com Andy, se estiveres atento. Paralelamente às caras familiares, outro dos trunfos de “Chucky” são os pequenos fragmentos da história de origem de Charles Lee Ray – muitos nunca antes explorados, que intercalam com a narrativa principal.

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“Chucky” brilha igualmente por manter a dose de humor, que só Dourif consegue trazer à personagem, e por não ter medo de manter as origens do infame boneco, ou seja, e muito felizmente, a série parece não ter qualquer tipo de filtro. Por isso, esperem mortes, sangue, um boneco a correr desajeitadamente com uma faca reluzente na mão, bem como aquele risinho que já sentíamos saudades. Em suma, estamos bastante curiosos para ver como se desenrolam os restantes cinco episódios e que easter eggs esconderão, já com a boa nova de que a SYFY renovou este original para mais uma temporada.

TRAILER | CHUCKY QUER VOLTAR A BRINCAR

O SYFY Portugal irá estrear um novo episódio todas as segundas, às 22h15.

Inês Serra

Cresci a ir ao cinema, filha de pais que iam a sessões duplas...Será genético? Devoro livros e algumas séries. Fã incondicional do fantástico e do sci-fi. Gostaria de viver todos os dias com o mote Spielbergiano - "I dream for a living"

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