Last Movies, a Crítica: Uma odisseia original pelos últimos filmes vistos por grandes ícone | DocLisboa 2026

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Narrado com astúcia pelo ator Jeremy Irons e escrito/ realizado com abundante curiosidade e humor por Stanley Schtinter, “Last Movies”, que foi apresentado no DocLisboa 2026 pela mão do seu próprio cineasta, é um documentário que prova inequivocamente o potencial criativo do género documental – não fosse tal já tão amplamente evidente.

Stanley Schtinter: do livro ao filme

“Last Movies”, um coeso e curto documentário britânico baseado no livro da autoria de Stanley Schtinter, parte de uma premissa intrigante e criativa – o que nos dizem os últimos filmes vistos por grandes ícones? Quais foram as últimas obras vistas por figuras de relevo como Kafka, Kurt Cobain ou JF Kennedy? E o que podemos extrair destas longas-metragens sobre as suas mortes ou até acerca das suas vidas? Que ligações inesperadas se estabelecem entre eventos que em nada se parecem relacionar?

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O filme divertido e um pouco absurdo, pensado por Stanley Schtinter, sabe brincar com um conjunto de factos que, à primeira vista, parecem perfeitamente desconexos. E se Schtinter parte de uma premissa fascinante, a sua execução não fica aquém. Muitos dos elos de ligação entre enredo e vida privada das figuras míticas que viram estes filmes acabam por parecer ténuos, quase cómicos e risíveis por vezes, mas tal apenas acresce encanto a esta longa-metragem, pela forma como ousa misturar curiosidades legítimas com pura especulação e imaginação.

Stanley Schtinter sabe (e se sabe) manipular a realidade e criar uma história a partir de pequenas referências e de elementos informativos muito limitados. A montagem, embora não particularmente distinta, é também ela repleta de humor e até ousada em determinados momentos.

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A história do cinema e da América no DocLisboa

Além da história pessoal dos intervenientes evocados no fillme, “Last Movies” acaba por também ser capaz de refletir acerca da própria história do cinema e história dos Estados Unidos da América (a obra foca-se muito no cinema americano e na forma como o mesmo se relaciona com o conceito de “Americana”).

 

Do assassinato de JFK à  morte e imortalização da vida do infame criminoso Dillinger, há tempo para pensar a forma como o cinema imortalizou certas figuras históricas, tornando as suas mortes indissociáveis da própria sétima arte de uma forma curiosa e incrivelmente voyeurista.

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Levar “Last Movies” demasiado a sério é não compreender o seu intuito e o seu espírito. Esta obra, exibida no DocLisboa em 2026 na secção “Da Terra à Lua“, é uma falácia deliciosa e acima de tudo um ensaio divertido, onde o humor não abandona por um segundo a narração.

Merece ser visto por fãs de cinema, e por todos aqueles que tenham uma ligeira curiosidade mórbida. E quem não a tem que atire a primeira pedra!

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Last Movies, a Crítica

Conclusão

Narrado com astúcia pelo ator Jeremy Irons e escrito/ realizado com abundante curiosidade e humor por Stanley Schtinter, “Last Movies”, que foi apresentado no DocLisboa 2026 pelo pela mão do seu próprio cineasta, é um documentário que prova inequivocamente o potencial ilimitado do género documental, bem como a sua elasticidade narrativa e criativa.

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