Florence Pugh em East of Eden, ©Netflix
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“A Leste do Paraíso” (“East of Eden”) já é a série mais vista na Netflix e está a dominar as discussões a um nível geral. Entre os grandes destaques da produção, é o nome de Florence Pugh que mais se tem ouvido.

Por isso, a atriz cresceu nas apostas para Melhor Atriz em Minissérie, Série Antológica ou Telefilme nos Golden Globes e é agora a grande favorita a conquistar o prémio.

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Qual é a história de East of Eden?

East of Eden Florence Pugh Netflix
© Netflix

A ação decorre no início do século XX, no vale de Salinas, na Califórnia. Duas famílias, os Trask e os Hamilton, vivem lado a lado. Geração após geração, repetem a história bíblica de Caim e Abel.

No centro está Cathy Ames, uma mulher independente e enigmática que entra na família Trask. Assim, abre uma fenda entre os meios-irmãos Adam e Charles. Por isso, a rivalidade entre os dois marca também a vida dos filhos, ao longo de duas gerações.

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A minissérie tem sete episódios e adapta o romance homónimo de John Steinbeck, publicado em 1952. Contudo, esta versão dá mais voz a Cathy e conta a história sob o olhar dela. Zoe Kazan assina a criação e o argumento. A autora é neta de Elia Kazan, o realizador do filme de 1955 com James Dean. Garth Davis (“Lion“) realizou os quatro primeiros episódios. Laure de Clermont-Tonnerre (“The Mustang”) ficou com os três últimos.

Quem são as seis atuais favoritas aos Golden Globes?

Carey Mulligan Beef Golden Globes
© 2026 Netflix, Inc.

As odds do GoldDerby resultam de palpites de peritos, editores e utilizadores. Em Melhor Atriz em Minissérie ou Telefilme, a corrida de 2027 aponta para:

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  • Florence Pugh, “A Leste do Paraíso” (Netflix): nomeada ao Óscar por “Mulherzinhas”, interpreta Cathy Ames ao longo de décadas e é produtora executiva. Seria a primeira nomeação aos Golden Globes. (97%)
  • Sarah Pidgeon, “Love Story” (Disney+): como Carolyn Bessette-Kennedy na série de Ryan Murphy, já foi nomeada aos Emmy de 2026 e deve ir mais longe. (96,70%)
  • Carey Mulligan, “Beef” (Netflix): favorita aos Emmys, saiu derrotada. Os Globes podiam corrigir isso, mas Pugh roubou-lhe o protagonismo. (96,40%)
  • Sally Field, “Remarkably Bright Creatures” (Netflix): venceu o Emmy de surpresa e, por precedente histórico, a veterana devia estar a ser considerada para a vitória. (93,69%)
  • Ella Beatty, “Monster: The Lizzie Borden Story” (Netflix): Evan Peters, Cooper Koch e Charlie Hunnam conquistaram nomeações nos Emmys e nos Golden Globes. Falta ver se a primeira protagonista da antologia repete o feito. (71,47%)
  • Amy Adams, “Cape Fear” (Apple TV): 10 nomeações e 2 vitórias aos Golden Globes. A série causou burburinho no verão; será que o buzz se aguenta? (57,23%)

Fora deste grupo, vale a pena acompanhar Emma Corrin com “Pride and Prejudice” (Netflix), Melissa McCarthy com “The Murder of JonBenét Ramsey” (Netflix), Rose Byrne ou Meghann Fahy com “The Good Daughter” (SkyShowtime) e Julia Garner com “The Altruists” (Netflix). Entre as já estreadas, Tessa Thompson, com “His and Hers“, pode ser uma surpresa.

Quem ganhou nos Globes nos últimos anos e quantas venceram o Emmy?

Nas últimas dez cerimónias dos Globos de Ouro, a relação entre a vitória na categoria e os Emmys variou consoante o timing de cada conquista, uma vez que as elegibilidades são diferentes. Os Globos contam o ano do calendário, enquanto os Emmys vão de 1 de junho a 31 de maio.

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Assim, seis delas (Sarah Paulson em 2017, Nicole Kidman em 2018, Michelle Williams em 2020, Kate Winslet em 2022, Amanda Seyfried em 2023 e Jodie Foster em 2025) ganharam o Globo, depois de terem vencido o Emmy. Há ainda o caso de Ali Wong (“Beef”), do ano em que a cerimónia dos Emmys foi adiada. Tecnicamente, a atriz já tinha sido votada Melhor Atriz antes dos Globos, mas o resultado só foi publicamente conhecido depois.

Por fim, o ano passado presenteou-nos com uma excepção. Michelle Williams, que venceu o Globo mesmo depois de ter perdido o Emmy em 2026.

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Qual é o melhor precedente para Florence Pugh?

Há ainda outra categoria que são as pessoas que ganham o Globo antes de estarem elegíveis para os Emmys, É uma espécie de rampa de lançamento que solidifica o nome na corrida. Curiosamente, nem Patricia Arquette nem Anya Taylor-Joy conseguiram aguentar-se e perderam para a nova competição quando chegou a altura.

Contudo, é neste segmento que Pugh se encaixa. Uma vitória nos Globos, Actor Awards e Critic’s Choice é o que a atriz precisa para chegar aos Emmys com um favoritismo sólido, ainda que não incontestável.

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O que dizem os críticos sobre Florence Pugh?

A interpretação de Cathy Ames é o centro dos elogios. O The Hollywood Reporter considera que Pugh “mergulha de cabeça numa das grandes e desconcertantes antagonistas da ficção”.

Também a Variety destaca a personagem em constante cálculo ao longo de décadas e conclui que “tornar visíveis à superfície as profundezas ocultas” é o que Pugh faz melhor. Para o RogerEbert.com, a atriz é descrita como “hipnotizante como Cathy”.Por fim, o Daily Beast caracteriza o desempenho de Florence Pugh como “astuto, complexo e cativante”.

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Quais são as hipóteses de A Leste do Paraíso nos Golden Globes?

As chances da minissérie também reforçam a força de Pugh. No GoldDerby, está no Top4 ao lado de “DTF St. Louis” (a premiada de 2026), “Beef” e “Love Story”.

Uma vez que “DTF St. Louis” não é um fenómeno comparável a “Baby Reindeer” ou “Adolescence”, os votantes podem preferir premiar uma produção nova, com um viés mais clássico e aí “A Leste do Paraíso” surge como a candidata perfeita.

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Onde ver “East of Eden” no streaming?

East of Eden Florence Pugh Netflix
© Netflix

A minissérie “East of Eden” está disponível na Netflix desde 1 de outubro, com os sete episódios. Não é a primeira vez que o livro chega ao ecrã. O título mais célebre continua a ser o filme de Elia Kazan, de 1955, com James Dean, que cobriu só o final do romance. Já em 1981, a ABC tinha também transmitido uma minissérie em três partes com Jane Seymour.

Na sua crítica para a MHD, José Vieira Mendes não tem dúvidas: “A Leste do Paraíso prova que adaptar um clássico não exige veneração nem vontade de o “modernizar” à força. Exige perceber aquilo que ainda permanece vivo. Zoe Kazan faz isso: regressa a Steinbeck, enfrenta inevitavelmente o filme do avô e encontra uma forma própria de contar a mesma história sem a tornar uma peça de museu”.


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