Justice League | ©HBO Portugal

Liga da Justiça | O que Snyder Cut tem de diferente

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“Liga da Justiça” de Zack Snyder já chegou ao streaming! Com quatro horas de duração, vem descobrir as diferenças que tem para a versão de 2017.

Nunca uma nova versão de um filme suscitou tanto interesse, mas a verdade é que “Liga da Justiça” de Zack Snyder está a conquistar os fãs de todo o mundo. Snyder foi o primeiro realizador do filme mas, após uma tragédia familiar, saiu do projecto e deixou-o nas mãos de Joss Whedon, que levou o filme até ao fim para o apresentar em 2017. Agora, 4 anos depois, e apresentando a versão original idealizada por Zack Snyder, “Liga da Justiça” tem quatro horas, já marca presença na HBO Portugal e as questões começam a levantar-se.

Para já, aqui a proposta é identificar quais as maiores diferenças entre as versões de Whedon e Snyder, desde a banda sonora até aos desenvolvimentos dos super-heróis da DC Comics. Há várias diferenças claro, mas estas são as mais significativas e que podem de alguma forma distanciar os produtos finais. Vamos a isto? [NOTA: Se ainda não viste a nova versão este artigo tem alguns spoilers]

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CLASSIFICAÇÃO

Liga da Justiça HBO
©HBO Portugal

Se há um indicativo que o Snyder Cut é realmente diferente do filme de 2017, a classificação é a primeira pista. A nova versão é R Rated, ou seja, inclui linguagem que não é considerada para os mais novos, assim como momentos de maior violência e com mais sangue. Das sequências de acção, até às asneiras que ouvimos de Cyborg ou Joker, o Snyder Cut ganha outra dimensão com esta nova liberdade para a montagem do filme.



NOVA BANDA SONORA

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© HBO Portugal

Quantos momentos épicos de filmes é que conseguem identificar por uma música? Sim, as bandas sonoras são uma das peças fundamentais na montagem final de um filme e esta é também uma das diferenças visíveis na visão de Zack Snyder e Joss Whedon. Quando Snyder abandonou o projecto, Whedon pegou no leme e retirou o compositor original, substituindo-o por Danny Elfman. Na versão de Snyder porém, Tom Holenborg, aka Junkie XL, está de volta, ainda que a música da versão apresentada não seja exactamente igual ao que havia sido planeado originalmente. Junkie XL optou por abandonar as primeiras ideias e recomeçar do zero para o Snyder Cut.



O INÍCIO DA LIGA DA JUSTIÇA

Liga da Justiça Snyder Cut
©HBO Portugal

Para os que têm uma melhor memória, certamente terão reparado nos inícios diferentes das duas versões. Na versão de cinema, “Liga da Justiça” começa com uma filmagem de telemóvel do Super-Homem a falar com uns miúdos que querem fazer um podcast, seguida por uma cena de luta entre Batman e um Parademon em Gotham. No entanto, nenhuma das cenas mencionadas faz z parte do Snyder Cut. Aos olhos do cineasta, “Liga da Justiça” começa com uma filmagem em câmara lenta da luta final entre Batman e Super-Homem, e com este último a morrer enquanto derrota Doomsday. O eco da sua morte atravessa o mundo, ‘acordando’ a Mother Box e oferecendo vislumbes de outros super-heróis que serão apresentados.




FLASH, AQUAMAN E CYBORG

Liga da Justiça
© HBO Portugal

Um dos motivos pelos quais o Snyder Cut chega às quatro horas é porque se deu muito mais ênfase ao restante grupo de heróis, e não apenas a Batman ou mesmo Wonder Woman. Eis como,

  • Cyborg: a personagem é mais desenvolvida, mesmo a sua relação com o pai, e ganha outra dimensão no Snyder Cut;
  • Flash: no Snyder Cut existem novas cenas com Flash, incluindo uma cena de salvamento onde é apresentada o seu eventual interesse amoroso, Iris West (Kiersey Clemons). A personagem é apresentada como mais segura de si, e com menos tiques, tornando-o mais fácil de ver no ecrã. Na cena final também ganha uma maior importância;
  • Aquaman: o filme tem um encontro entre Aquaman e Vulko (Willem Dafoe), o seu professor e o conselheiro chefe do Trono de Atlantis (esta seria a apresentação oficial de Vulko, antes da estreia de “Aquaman”); é aprofundada a relação entre Aquaman e os Atlanteans assim como a sua própria personagem, dando-lhe maior profundidade.



A JORNADA DE CYBORG

Liga da Justiça Snyder Cut
Cyborg | © HBO Portugal

Ainda se recordam de como foram as últimas cenas entre Cyborg e o seu pai, Silas? Esqueçam tudo isso! Na nova versão Silas morre, de uma forma bastante gráfica, ao sacrificar-se para a ‘Mother Box’, de modo a que os super-heróis consigam a localização de Steppenwolf. Esta storyline está mais em linha com a própria visão de Snyder e confere uma jornada mais autêntica a Cyborg, que muitos fãs consideraram ter um final demasiado feliz na versão de 2017.




NOVAS PERSONAGENS SECUNDÁRIAS

Justice League Snyder Cut
© HBO Portugal

Se por um lado já falamos de Vulko (“Aquaman”) e de Iris West (relacionada com Flash), Zack Snyder apresenta ainda mais personagens secundárias nesta sua versão de quatro horas. Ao lado de Silas Stone, nos S.T.A.R. Labs, conhecemos Ryan Choi, interpretado por Zheng Kai, que é o director da nanotecnologia e que para quem conhece a DC Comics, é um precioso Easter Egg já que ele é Atom, o super-herói que encolhe.

Para além de Kai, conhecemos ainda o Secretário da Defesa Calvin Swanwick (Harry Lennix), de “Man of Steel” e “Batman v Superman“, e que Snyder revela ser afinal o super-herói Martian Manhunter. Manhunter é um dos sete membros fundadores da Justice League, fazendo com que a sua personagem seja de extrema relevância no filme. Apesar da pista, a personagem ainda passa relativamente despercebida, tendo pouco tempo de ecrã.



UM ESTILO MAIS ‘PESADO’

Liga da Justiça Snyder Cut
©HBO Portugal

Da cinematografia até à história, toda a versão Snyder Cut tem um ‘tom mais pesado’, mais sério e muitos menos estilo “Whedon/Avengers”. Com um styling mais sombrio, o Snyder Cut não possui qualquer cena feita por Whedon e elimina as piadas da versão de 2017 por interacções directas e observações mais introspectivas por parte das personagens.




DARKSEID, O VERDADEIRO VILÃO

Justice League Snyder Cut
© HBO Portugal

Bem, oficialmente o vilão de “Liga da Justiça” é Steppenwolf mas a verdade é que ele não é assim tão importante na banda desenhada; ele é um lacaio de Darkseid (seu sobrinho), o Novo Deus que governa o planeta Apokolips. Darkseid é a personificação do mal, um ser supremo extremamente poderoso e que procura conquistar mundos enquanto procura a fórmula que o permite governar vários seres do universo (a Anti-Life Equation).

No Snyder Cut, ao contrário do filme de 2017, o cineasta torna evidente as referências feitas aos Novos Deuses, já que é deixado explícito que Steppenwolf trabalha de facto a mando de Darkseid; o grande vilão aparece efectivamente num flashback da batalha da Terra há 2000 anos atrás, lutando contra os Atlanteans e as Amazonians, assim como noutros momentos de visões ou quando aparece de uma forma diferente para falar com Steppenwolf.




PARADEMONS

Steppenwolf
Steppenwolf | © HBO Portugal

Nesta nova versão, os Parademons não cheiram o medo, como Whedon mostrou no primeiro filme. Afinal de contas, eles não parecem importar-se com o estado das pessoas, ficando simplesmente às ordens de Steppenwolf.



UM ‘NOVO’ SUPER-HOMEM

Henry Cavill
Super-Homem | © HBO Portugal

Bem, no primeiro filme parece que um dos grandes problemas era o ‘bigode’ de Super Homem, dado o CGI utilizado em Henry Cavill, mas no Snyder Cut os fãs podem usufruir de várias novas cenas que envolvem o super-herói, e nada do seu bigode apagado. A excepção é a sua luta inicial com a Liga, depois de regressar dos mortos, mas depois é tudo novidade para os fãs da DC Comics. O Super-Homem ganha uma nova importância no momento climax do filme, e veste uma nova versão do seu fato: negro, e uma ode à banda desenhada de quando voltou à vida no início dos anos 90, na história “Death of Superman”.




A BATALHA FINAL DA LIGA DA JUSTIÇA

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©HBO Portugal

A épica batalha final é sem dúvida uma das diferenças entre o Snyder Cut e a versão de 2017. Continua a ser entre os heróis da Liga e Steppenwolf, numa cidade russa abandonada, e com o intuito de impedir o fim do mundo, mas toda a sua estética oferece uma nova visão sobre a batalha. Tirando a estética vermelha, Snyder retira partes como o salvamento de civis, dá uma nova entrada ao Super-Homem (que se faz apresentar com o fato escuro), e ainda oferece um vislumbre de um plano com sucesso por parte de Steppenwolf e da abertura de um portal para Apokolips.

(E até podíamos contar como decorre o resto da luta, mas queremos manter os spoilers ao mínimo)




UM NOVO ‘KNIGHTMARE’

Ben Affleck Batman
Batman | © HBO Portugal

A versão de 2017 apresenta Batman (Ben Affleck) a ter uma visão de um futuro sombrio, num mundo aparentemente dominado por Parademons e com um Super-Homem maléfico. No entanto, no Snyder Cut, é apresentada mais tarde, como a cena final do filme, e oferece um vislumbre que talvez o projecto de “Liga da Justiça” fosse para ser de duas partes (sendo que acredita-se ter sido a única nova cena a ser filmada especificamente desde que Snyder saiu do projecto).

No novo ‘Knightmare’, é possível ver que Darkseid pode ter ganho a batalha, e que cabe à Liga da Justiça procurar retificar a situação, mas com uns twists. Super-Homem continua maléfico mas há uma nova aliança que reúne Batman, Flash, Mera, Deathstroke e até Joker (Jared Leto). Por muito aliciante que seja a história, já foi no entanto confirmado que não haverá continuação desta ideia de Snyder.




ADEUS CENAS PÓS-CRÉDITOS

Liga da Justiça Snyder Cut
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Snyder decidiu inverter e em vez de apresentar uma cena pós-créditos, incluiu um epílogo pré-creditos que se estende por 30 minutos. Nele vemos por exemplo Deathstroke a encontrar-se com Lex Luthor, com alguns teasers sobre a identidade secreta de Batman em vez de se falar da formação de uma anti-Liga (entre outros, sendo que optamos por não revelar todo o epílogo).

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Já viste as duas versões de Liga da Justiça? Qual a tua favorita?

Lê Também:   Liga da Justiça de Zack Snyder | Os Easter Eggs e Referências do Filme

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