Foto de David Passos | © MHD

NOS Alive 22 | A sensualidade de Jorja Smith

É outra repetente do NOS Alive 22. Depois de 2019, Jorja Smith passou do Palco Heineiken para o Palco NOS. Será que atingiu as expectativas? 

É a cantora mais nova do Palco NOS, com apenas 25 anos. Apesar disso, Jorja Smith conta com vários sucessos, desde “Blue Lights” até “Teenage Fantasy“. Dentro dos géneros musicais soul e R&B, a cantora começou a ganhar notoriedade cedo, também devido à sua potente voz. Igualmente, não é a primeira vez que a cantora atua no Passeio Marítimo de Algés. Em 2019, a cantora estreou-se no Palco Heineken, com o recinto cheio, e quem não conseguia entrar, ficou a ver no ecrã fora do palco. Ou seja, foi um dos melhores concertos dessa edição. Por isso, a evolução é normal, a transição do Palco Heinkein para o Placo NOS. Mas ligado à mudança, as exigências são maiores. O público espera mais da cantora, mas será que a Jorja Smith esteve à altura das expectativas?

NOS Alive 22
Foto de David Passos | © MHD

O público ansiava pelo regresso da Jorja Smith, queriam sentir uma vez mais o que aconteceu em 2019. Por isso, as pessoas estavam de braços abertos para receberem as suas músicas e a sua energia. A cantora apresentou-se sem receios, com uma indumentária digna da sua personalidade, de quem não tem medo de mostrar o que é. Sobre o início do concerto, começou com uma das músicas mais conhecidas, “Teenage Fantasy”. Portanto, logo a partir do primeiro segundo, a cantora já tinha a atenção do público (e o entusiasmo). Com um ritmo suave, as batidas invadiam o recinto, que se traduzia com danças calmas. Igualmente, maioria do público sabia a letra toda. O concerto prosseguia, e adivinhava-se um início de noite prometedor, antes do concerto de Florence and The Machine. Contudo, um dos momentos altos do concerto, foi o cover de uma música de Amy Winehouse, “Stronger Than Me”. Era óbvio que o público não estava a espera da música, e quando aperceberam-se do que se tratava, era palpável o entusiasmo.

Lê Também:
NOS Alive 2022 | Todos os transportes para lá chegares

Antes de chegar às canções mais conhecidas, houve tempo para dois momentos caricatos, em que um foi resultado do outro. Ou seja, no final de uma das músicas, a extensão do cabelo da cantora teve a infelicidade de cair, que obrigou à saída do palco por breves momentos. Com o público cada vez mais impaciente, coube à banda da Jorja Smith animar o recinto. O grande destaque foi o guitarrista, com um solo eletrizante, que lhe valeu diversos aplausos. No entanto, teve o percalço de partir uma corda da guitarra, mas a situação foi resolvida com uma troca por outra guitarra.

NOS Alive 2022
Foto de David Passos | © MHD

Aproximava-se o final do concerto, e começavam a surgir luzes azuis. Ou seja, a próxima música seria “Blue Lights”. O público continuou com a mesma energia, também devido à pouca interatividade da Jorja Smith, apesar da excelente performance. Contudo, foi a última canção que “explodiu” o recinto, com “On my Mind”, que teve direito a duas versões. A primeira num ritmo calmo, criou ansiedade entre o público, dado que a música pede movimento, muito movimento. Por isso, chega a segunda versão, e aí o ritmo era o que todos estavam a espera. Todos libertaram-se, e em cada pessoa era possível observar que sentiam a música.

Apesar da excelente performance, faltou o “toque final” ao concerto. Em certa medida, o ambiente intimista de um palco mais pequeno era essencial para uma cantora como a Jorja Smith. Apesar disso, conseguiu atingir as expectativas do público, e até teve tempo para surpreender.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.