.Quentin Tarantino é um dos realizadores mais influentes da história recente do cinema, mas mesmo quem vive rodeado de argumentos e câmaras também precisa de relaxar em frente a uma série.
A carreira de Tarantino começou em 1992 com “Reservoir Dogs”, mas foi dois anos depois, com “Pulp Fiction“, que o realizador consolidou o estatuto de nome incontornável do cinema.
O filme valeu-lhe a Palma de Ouro em Cannes e o Óscar de Melhor Argumento Original, e continua a ser apontado como a sua obra-prima. Nos anos seguintes, Tarantino manteve o nível com “Kill Bill”, dividido em dois volumes lançados em 2003 e 2004, “Inglourious Basterds” em 2009 e “Django Unchained” em 2012.
Apesar de toda esta ligação ao cinema, Tarantino também é um apreciador confesso de séries, e a escolha que faz para o título favorito na Netflix recai sobre A Maldição de Hill House.
A minissérie de dez episódios, lançada em 2018, adapta o romance clássico de Shirley Jackson e reúne no elenco nomes como Michiel Huisman, Carla Gugino, Timothy Hutton, Elizabeth Reaser, Oliver Jackson-Cohen, Henry Thomas, Kate Siegel e Victoria Pedretti, esta última mais tarde conhecida do grande público pelo papel em “You”.
Em declarações de 2020 reproduzidas pelo The Jerusalem Post, Tarantino não deixou margem para dúvidas sobre a preferência. “A minha série favorita, sem rival, é ‘A Maldição de Hill House'”, disse em 2020 em declarações reproduzidas pelo The Jerusalem Post.
Qual o enredo?

Assim, conta a história de cinco irmãos que cresceram na casa assombrada mais famosa da América. Em 1992, a família Crain muda-se para a Hill House, com o objetivo dos pais Hugh e Olivia remodelarem a casa, vendendo-a depois.
Os filhos – Steven, Shirley, Theo, Luke e Nell – acompanham-nos. A série explora esse período da infância dos cinco irmãos e todos os acontecimentos paranormais que culminaram numa enorme tragédia.
O que diz a crítica?
No Rotten Tomatoes soma 93% de avaliação dos críticos, tendo garantido o estatuto de Fresh. “É uma história de fantasmas cativante, cuja expectativa, que vai aumentando gradualmente, é tão gratificante quanto o seu desfecho arrepiante”, é a opinião unânime.
“É a série perfeita para ser devorada num fim-de-semana e preferencialmente de noite em total comunhão com o escuro. Tem sido amplamente elogiada pela crítica, alimentando teorias, recomendando segundas visualizações e tendo até já sido considerada por alguns o melhor original Netflix”, escrevemos na altura.

