The Lost Daughter em Veneza 78| © Netflix

78º Festival de Veneza: Os (meus) Favoritos!

A 78ª edição do Festival de Cinema de Veneza, apesar das limitações sanitárias e das enormes dificuldades nas reservas de bilhetes para as sessões, respondeu às mais elevadas expectativas. Aqui os meus filmes favoritos de uma Veneza 78, em cobertura directa. 

Estamos obviamente a falar do ponto de vista artístico, pois estivemos perante uma selecção de filmes ao mais alto nível na Veneza 78. Do ponto de vista da crítica e do público, assistimos a uma grande participação, além da forte presença de todo o universo artístico e criativo, que acompanha os seus filmes com convicção. Com uma maior participação do que no ano passado, com mais filmes e menos sessões de cada uma, a dificuldade foi sobretudo nas reservas dos bilhetes e no sistema bolo.it. Embora o sistema continue a ser o melhor para eliminar as grandes filas e sobretudo, os fura-filas. Podemos chegar praticamente à hora do início das sessões com menos pressão e lugar marcado. Em última análise, o que emerge também é cada vez mais a centralidade do Festival de Veneza, como abertura da temporada; e sobretudo, com uma edição este ano, que mais uma vez marca a sua primazia e qualidade a nível mundial. O Festival de Veneza tem-se valorizado em relação a Cannes, mesmo não existindo mercado e na sua na relação privilegiada com as produções das plataformas de streaming. Cinema é cinema independentemente do modo de o ver! A Mostra de Veneza tornou-se com naturalidade e notemos que correm, o festival mais importante do mundo, para a indústria de cinema, e a plataforma-sala, que indiscutivelmente melhor valoriza as novidades e os melhores filmes da segunda temporada do ano. Um outro aspecto, que emerge deste dias de competição de Veneza 78, e que vai além do festival em si, e é a vontade do público de regressar às salas de cinema, e de vivenciar as emoções do grande ecrã. Esta é evidentemente a confirmação da importância das salas de cinema e festivais em geral: um ponto de encontro de pessoas e filmes, de um forma presencial, activa e viva. Na verdade, os festivais de cinema vão continuar a serem as melhores plataformas para lançar e valorizar os filmes (e conteúdos audiovisuais) em geral — sejam destinados às salas ou streaming. São a melhor forma de tornar os filmes conhecidos, aumentar a vontade de os ver, consumir e sobretudo de os partilhar. A entrega dos Leões e dos Prémios de Veneza 78, realiza-se amanhã às 19h (18h de Portugal) e pode ser vista em streaming no site da Biennale Cinema ou RAICinema. Para mim foram mais de 30 filmes vistos e estou quase com a missão Veneza 78 cumprida! Aqui estão os meus favoritos.

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The Power of Dog, de Jane Campion 

The Card Counter, de Paul Schrader

The Lost Daughter, de Maggy Gyllenhall

Competencia Oficial, de Mariano Cohn & Gastón Duprat

Illusions Perdues, de Xavier Giannoli

Que Rido Io, de Mario Martone

La Caja, de Lorenzo Vigas

Un Autre Monde, de Stéphane Brisé 

JVM

José Vieira Mendes

Jornalista, crítico de cinema e programador. Licenciado em Comunicação Social, e pós-graduado em Produção de Televisão, pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. É actualmente Editor da Magazine.HD (www.magazine-hd.com). Foi Director da ‘Premiere’ (1999 a 2010). Colaborou no blog ‘Imagens de Fundo’, do Final Cut/Visão JL , no Jornal de Letras e na Visão. Foi apresentador das ‘Noites de Cinema’, na RTP Memória e comentador no Bom Dia Portugal, da RTP1.  Realizou os documentários: ‘Gerações Curtas!?’ (2012);  ‘Ó Pai O Que É a Crise?’ (2012); ‘as memórias não se apagam’  (2014) e 'Mar Urbano Lisboa (2019). Foi programador do ciclo ‘Pontes para Istambul’ (2010),‘Turkey: The Missing Star Lisbon’ (2012), Mostras de Cinema da América Latina (2010 e 2011), 'Vamos fazer Rir a Europa', (2014), Mostra de Cinema Dominicano, (2014) e Cine Atlântico, Terceira, Açores desde 2016, até actualidade. Foi Director de Programação do Cine’Eco—Festival de Cinema Ambiental da Serra da Estrela de 2012 a 2019. É membro da FIPRESCI.

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