Leonardo DiCaprio e Brad Pitt | © Big Picture Films

Era uma vez em… Hollywood | Entre a realidade e a ficção

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Em “Era uma vez em…Hollywood,” Quentin Tarantino mistura a realidade com a ficção, alternando entre personagens que de facto existiram e outras que saíram diretamente da sua mente, destinadas a salvar o dia!

Tarantino leva-nos até 1969, a uma Hollywood ainda marcada pelos dourados anos 50, mas que, ao mesmo tempo, se tenta despegar deles. É dentro deste contexto que somos apresentados às personagens de “Era uma vez em…Hollywood,” onde a ficção se interliga habilmente com a realidade.

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Cliff Booth (Pitt) e Rick Dalton (DiCaprio) são das poucas personagens ficcionais do filme | © Big Picture Films

Ainda que seja um mosaico de histórias, o nono filme de Tarantino centra-se no ficcional Rick Dalton (Leonardo DiCaprio) e no seu duplo Cliff Booth (Brad Pitt). Com a carreira a entrar numa espiral de declínio, Dalton entra em êxtase quando descobre que duas das mais famosas celebridades da cidade são os seus novos vizinhos: Roman Polanski e Sharon Tate. O problema é que o ator não é o único a descobrir os novos habitantes de Beverly Crest, já que Charles Manson (ainda que só por uma cena) também ‘passa por lá,’ casualmente à procura dos antigos moradores.

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Descobre quem são as estrelas de Hollywood do final da década de 60, que Tarantino incluiu em “Era uma vez em…Hollywood.”




RAFAL ZAWIERUCHA INTERPRETA ROMAN POLANSKI

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© https://www.facebook.com/jaroslaw.sosinski.fotograf | © Paramount Pictures

No ano em que os acontecimentos de “Era uma vez em… Hollywood” decorrem, Polanski já era um aclamado cineasta, cuja primeira longa-metragem, “Knife in the Water,” havia entrado diretamente para a lista dos nomeados ao Óscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira de 1964.

Mas foram os seus dois próximos projetos a catapultá-lo para a ribalta. Falamos de “Repulsion,” de 65, e “A Semente do Diabo,” de 68, ambos protagonizados por personagens femininas que entram numa espiral de paranóia. Foi nesta ‘leva’ de filmes de terror que o realizador conheceu Sharon Tate, no cenário de “Por Favor Não Me Mordam o Pescoço”, uma comédia vampírica.

Polanski estava em Londres na noite dos homicídios.




DAMIAN LEWIS NA PELE DO ICÓNICO STEVE MCQUEEN

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©Showtime Entertainment | ©The Mirisch Corporation

Uma das maiores estrelas de Hollywood entre as décadas de 60 e 70, tendo inclusive chegado a ser o ator mais bem pago do mundo. McQueen não era só um ícone do grande ecrã, como também ditava estilos.

Ora, sendo Steve McQueen um dos nomes mais sonantes da época, é normal que não tenha passado despercebido a Manson, que estava na procura ativa de celebridades para o seu plano apocalíptico. Contudo, a estrela nunca chegou a ser vítima de Manson, mas sim de um cancro nos pulmões, do qual morreu em 1980, com 50 anos.




EMILE HIRSCH É JAY SEBRING

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© 2008 Warner Bros. Entertainment Inc.

Uma das cinco vítimas dos crimes entretanto conhecidos como Tate Murders, Jay Sebring entrou para a história do cinema pela sua arte de hairstyling e maquilhagem. Sebring veio revolucionar os penteados masculinos, rompendo taboos sobre os cuidados para os mesmos. Cada corte seu chegava a custar mais de 50$, no Jay Sebring Salon em Los Angeles. Os seus clientes incluíam Frank Sinatra, Sammy Davis Jr, Steve McQueen, Jim Morrison ou Warren Beatty. Em 1975, Beatty viria a assinar um filme inspirado nas tendências de mulherengo de Sebring, “Shampoo”.

Sebring também terá sido o responsável pelo lançamento da carreira de Bruce Lee. Em relação a Sharon Tate, o par esteve envolvido antes da jovem atriz conhecer o cineasta polaco. Se já viste “Era uma vez em…Hollywood,” poderás ver que a dupla manteve uma amizade chegada, mesmo depois do casamento.




DAMON HERRIMAN, O NOVO CHARLES MANSON DE HOLLYWOOD

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©Sony Pictures Entertainment

Charles Manson era o idolatrado líder do culto, que ficou conhecido como a família ou o clã Manson, e a mente por detrás dos assassínios Tate-LaBianca. Ainda que não tenha estado presente no massacre na casa dos Polanski, Manson participou no homicídio de Leno e Rosemary LaBianca, na noite seguinte e já tinha posto a mão noutros homicídios menos famosos que a família havia cometido.

Antes de ter incentivado a onda de sangue que manchou o verão de 69, Charles Manson era um aspirante a compositor, que achava estar destinado a ser uma estrela. Aliás, o mesmo chegou a ter uma das suas letras gravadas pelos Beach Boys em 1968, através do seu contacto Dennis Wilson. Ele também adorava os Beatles e viu o seu “The White Album” como uma justificação das suas teorias apocalípticas sobre uma revolta da população afro-americana contra os brancos da América. Essa sua retórica racista foi uma das suas ferramentas para controlar e seduzir os membros da sua “família”.

A título de curiosidade, Damon Herriman interpreta o infame assassino em dose dupla, entrando também em “Mindhunter” no mesmo papel (e mais tempo de antena).




SAMANTHA ROBINSON RETRATA ABIGAIL FOLGER

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©Anna Biller Productions

Ainda que Tarantino tenha dado outro desfecho à trágica noite de 9 de agosto de 1969, a cena que antecede – o jantar no famoso restaurante El Coyote – é verdadeira. Abigail Folger, juntamente com o seu namorado Wojciech Frykowski, Tate e Sebring jantaram fora nessa noite, uma vez que Abigail e Frykowski haviam estado a tomar conta da casa dos Polanskis, enquanto o casal estava na Europa, tendo permanecido aquando do regresso da atriz.

Abigail não tinha qualquer ligação com Hollywood a não ser pela sua amizade com o famoso casal. Na realidade, a jovem de 25 anos era a herdeira da fortuna da marca de cafés Folger.




COSTA RONIN DÁ VIDA A WOJCIECH FRYKOWSKI

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© Craig Blankenhorn

Amigo de longa data de Roman Polanski, Wojciech Frykowski era um aspirante a guionista, responsável pela produção de uma das primeiras curtas do cineasta. Frykowski deu igualmente vida ao nadador-salvador na primeira longa-metragem de Polanski, “Knife on the Water.”

O jovem guionista conheceu Abigail Folger através do autor polaco Jerzy Kosinski. O casal viveu junto entre 1968 e 1968 em Laurel Canyon, L.A., antes de se mudarem para a casa de Polanski.




MARGOT ROBBIE É SHARON TATE

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©Big Pictures Film | ©Red Lion

Provavelmente a vítima mais famosa do clã Manson, Sharon Tate ainda era uma jovem atriz em ascensão aquando a sua morte em 1969. Com apenas alguns créditos televisivos e cinematográficos no seu CV, os seus papéis mais reconhecidos advinham de “O Vale das Bonecas,” de 1967, pelo qual recebeu a sua única nomeação dos Golden Globes, e “Por Favor Não Me Mordam o Pescoço,” também de 67, realizado pelo seu futuro marido Roman Polanski.

O casal vivia em Cielo Drive em Benedict Canyon, onde Sharon foi encontrada morta juntamente com três amigos e um estranho, que simplesmente estava na hora errada no sítio errado, a 9 de agosto de 69. A atriz tinha 26 anos e estava grávida de oito meses e meio.



DAKOTA FANNING INTERPRETA LYNETTE ‘SQUEAKY’ FROMME

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© Lakeshore Entertainment

Um dos mais famosos, se não o mais famoso, membro do clã Manson, Squeaky Fromme não participou nos assassínios Tate-LaBianca. Ainda assim, foi o elo de ligação entre a ‘família’ e os media, durante o julgamento de Manson. Todos os dias, Fromme liderava um grupo de membros, que acampavam à porta do tribunal, mimicando os movimentos do icónico assassino.

Anos mais tarde, em 1975, Lynette Fromme voltaria às manchetes pela sua tentativa de homicídio do Presidente Gerald Ford, em Sacramento, Califórnia.




AUSTIN BUTLER DESEMPENHA CHARLES ‘TEX’ WATSON

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© Farah Films

À semelhança de muitos outros membros do clã Manson, Tex Watson também se mudou para a Costa Oeste para estar no epicentro da contracultura – drogas e música – dos anos 60. Depois de ter conhecido várias seguidoras de Charles Manson, Tex decidiu juntar-se à Família.

Ao contrário de Fromme, o jovem participou em ambos os assassínios – Tate e LaBianca – em agosto de 1969. Após os mesmos, Tex tentou fugir do Estado, mas acabou por ser julgado em separado das suas três ‘irmãs,’ continuando encarcerado até aos dias de hoje.




BRUCE DERN É GEORGE SPAHN

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©Paramount Vantage

Quando George Spahn começou a idealizar o seu rancho no início do século XX, provavelmente não iria adivinhar que o mesmo se tornaria no ninho de uma das ‘famílias’ mais perigosas dos Estados Unidos… Aliás, o mesmo foi construído a pensar nos Western’s que abundavam na altura, como por exemplo “A Terra dos Homens Perdidos,” de Howard Hughes, ou cenas da icónica “Bonanza.”

Com oitenta anos e cego, Spahn permitiu que o clã vivesse na sua propriedade de graça, ajudando-o com o negócio das visitas a cavalo.




MIKE MOH ENQUANTO BRUCE LEE

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©Sony Pictures Entertainment | ©Concord Productions

O personagem mais polémico do nono filme de Tarantino, o ator americano de ascendência chinesa (Hong Kong), Bruce Lee, conhecido por todo o mundo como a estrela das artes marciais, graças precisamente aos filmes de ação em que participou nos anos 70 depois de ter virado as costas a Hollywood e suas oportunidades limitadas para atores asiáticos.

Antes de se ter tornado a estrela de ação que todos conhecemos, Lee foi Kato, o ajudante do protagonista da série “The Green Hornet,” exibida entre 1966 e 1967. O ator também foi duplo e coreografou as cenas de luta de “Um Perigo em Cada Curva,” o filme que Margot Robbie assiste no cinema.

Reconheceste todos estes personagens no filme de Tarantino?

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