Nemo, o vencedor da Eurovisão 2024 por © Alma Bengtsson / EBU

Já se sabe quem foi o grande vencedor da Eurovisão 2024

A final da Eurovisão 2024 acabou e já sabemos quem é o grande vencedor da noite! Nemo conquistou o mundo e é o mais recente vencedor deste grande festival.

Sumário:

  • Nemo foi o grande vencedor da noite, com a música “The Code”;
  • O evento ficou marcado por inúmeras polémicas em volta de Israel, da desistência de Alessandra Mele (Noruega) como spokesperson do país, e da desqualificação de Joost Klein (Países Baixos);
  • A noite foi recheada de bons momentos, viagens ao passado e boa disposição por parte das apresentadoras Petra Mede e Malin Åkerman.
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A cerimónia começou como se as polémicas dos últimos dias não tivesse acontecido, uma clara tentativa de manter a boa disposição. Israel estava afastada dos restantes comités, Alessandra Mele (spokesperson da Noruega) afastou-se, e Joost Klein, representante dos Países Baixos, foi mesmo desqualificado após um alegado ataque que decorreu na passada quinta, após a sua atuação. As reações foram muitas e a comissão acabou por se reunir de emergência, não alterando a sua decisão e mantendo o país de fora.

Mas a Eurovisão 2024 é muito mais do que o drama gerado e, apesar de tudo, tivemos a oportunidade de ver muitos êxitos, conhecer muitos artistas e de reviver os melhores momentos do passado, incluindo um momento ABBA.

Vitória para NEMO (Suíça)

No que toca aos pontos do júri, Portugal ficou em 7º lugar, ganhando pontos preciosos do Reino Unido (12), Luxemburgo, San marino, Malta, Croácia (12), Albania, Republica Checa, Israel, Espanha, Arménia, Eslovénia, Georgia, Suíça, Moldávia, Grécia, Países Baixos, França (12), Bélgica, Islândia, Letónia, Irlanda, Polónia, Lituânia, e Suécia. No final, no entanto, e juntando-se os votos do público, Iolanda terminou em 10º lugar.

Nemo recebeu o maior número de pontos, ultrapassando a barreira dos 300, terminando com 365 pontos e tornando-se no favorito do júri. Ninguém ficou com 0 pontos, o que é muito bom.

O Ranking Final da Eurovisão 2024

  1. Suíça
  2. Croácia
  3. Ucrânia
  4. França
  5. Israel
  6. Irlanda
  7. Itália
  8. Arménia
  9. Suécia
  10. Portugal
  11. Grécia
  12. Alemanha
  13. Luxemburgo
  14. Lituânia
  15. Chipre
  16. Letónia
  17. Sérvia
  18. Reino Unido
  19. Finlândia
  20. Estónia
  21. Georgia
  22. Espanha
  23. Eslovénia
  24. Áustria
  25. Noruega



Grandes Hits e um jam internacional por Isaak

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Performance de Isaak por © Corinne Cumming – EBU

Marcus & Martinus, da Suécia, foram os primeiros a apresentar-se em Malmö, com “Unforgettable“. De facto, esta será uma edição que ninguém vai esquecer. Eles foram seguidos pela Ucrânia, representados pela música “Teresa & Maria” de alyona alyona & Jerry Heil.

A Alemanha relembra as Mekado (1994) e Lena (2010), abrindo caminho para Isaak, um músico de rua que nunca desiste dos seus sonhos e traz agora “Always on the Run“. Em entrevista à MHD o jovem confessa que a inspiração vem no momento, cantando sobre os seus sentimentos e experiências. Influenciado por Mat Mutze, Isaak mostrou a sua voz e teve uma das melhores apresentações na Eurovisão.

Durante a tarde de ontem Issak iniciou uma jam internacional, começando a tocar e acabando acompanhado por vários dos outros participantes, demonstrando o bom ambiente entre os artistas, e as experiências únicas que vivem durante a semana. A informação foi partilhada por Nuno Galopim, jornalista português que fez a cobertura do evento ao lado de José Carlos Malato, em direto na RTP, RTP Internacional e RTP Play.

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A seguir foi a vez de relembrarmos Lara Fabian em 1988, e de dar as boas-vindas a Tali do Luxemburgo, com a música “Fighter“. Israel é o país a entrar em palco a seguir, havendo tempo para rever as participações do Duo Datz (1991) e Dana Internacional (1998). Eden Golan é quem dá voz a “Hurricane“, música que foi a segunda submissão da artista, tendo a primeiro sido rejeitada devido ao tema político que a envolvia. “Opiniões contrastadas ouvem-se aqui”, comentam os jornalistas portugueses após a sua participação. Donny Montell (2012) e os The Roop (2021) abrem caminho a Silvester Belt da Lituânica, com “Luktelk“.

Depois de um intervalo, Petra Mede (co-apresentadora em duo com Malin åkerman) relembra que para participarem na Eurovisão, os concorrentes devem, entre outras coisas, submeter uma música até 3 minutos, ter mais de 16 anos e saber todas as 1758 músicas já apresentadas no festival. Mais um momento de humor a que estamos habituados.

Ficámos com um recuerdo de Massiel (1968), artista que deu a primeira vitória à Espanha, e de Chanel (2022). Nebulossa entra em palco pela Espanha com “Zorra“. Segue-se a memória de Tanel Padar, Dave Benton e 2XL (2001) e a atuação dos loucos 5MIINUST x Puuluup e a sua música, que ninguém consegue pronunciar, “(Nendest) narkootikumidest ei tea me (küll) midagi“.




Crown the Witch

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Performance de Bambie Thug por © Sarah Louise Bennett / EBU

Para alegria dos metal heads, Bambie Thug, entra em palco para nos mostrar “Doomsday Blue” depois de vermos as passagens de Johnny Logan (1987) e dos irmãos Jedward (2011). Depois do caos da rainha das trevas, acalmamos com uma visita ao passado, revendo Marie N (2002) e Aminata (2015), guiando-nos até ao reflectivo “Hollow” de Dons (Letónia).

A primeira música da Grécia a entrar na Eurovisão foi de Marinella em 1974 mas houve ainda tempo de relembrar Helena Paparizou e o seu”My Number One”. O caminho foi desenhado e agora foi a vez de Marina Satti fazer furor com “Zari“. A artista esteve à conversa com a MHD, revelando que já cantou fado, género musical que aprecia bastante.

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Vimos a atuação de Sandie Shaw (1967) e Sam Ryder (2022), mostrando o que de melhor faz o Reino Unido. Esse talento é sublinhado por Olly Alexander, com “Dizzy“.




Iolanda e o Grito Português

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Performance de Iolanda por © Sarah Louise Bennett / EBU

A terceira parte da Eurovisão 2024 inicia-se com imagens da participação de Ketil Stokkan (1986) e Alexander Rybak (2009), artistas da Noruega que nos levam aos Gåte, com “Ulveham“, uma performance sombria e memorável. A Itália relembra Umberto Tozzi & Raf (1987) e Måneskin (2021), antes de apresentar Angelina Mango, com o seu “La Noia“. Segue-se a vez da Sérvia com a memória de Marija Šerifović (2007) e Konstrakta (2012), e a atuação de Teya Dora com a emocionante “Ramonda“.

Windows95man sobe ao palco depois de relembrarmos Cat Cat (1994) e Käärijä (com o sucesso que nunca esqueceremos, “Cha Cha Cha“). Este ano apresentam “No Rules!“, um dos momentos mais malucos da noite.

As Doce (1982) e Salvador Sobral (o primeiro vencedor português, em 2017), trazem-nos Iolanda e o nosso “Grito!”. Portugal brilha mais uma vez nesta Eurovisão 2024. Apesar dos pedidos da comissão de se evitarem comentários à guerra, Iolanda deixa a mensagem subtil mas que chega a todos: “Peace Will Prevail” ou “A Paz vai Prevalecer”.

Um dos favoritos, Ladaniva da Arménia entra em palco o animado “Jako” depois de passarmos rapidamente pela participação de Rosa Linn (2022). Hara & Andreas Konstantinou (1997) e Ivi Adamou (2012) mostraram o que o Chipre tem para oferecer e agora podemos ver Silia Kapsis com “Liar“.

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Tempo de recordar a participação de Céline Dion (1988) e Gjon’s Tears (2021), antes da atuação de Nemo, artista suiço não-binário que nos traz “The Code“, uma música sobre aceitação e uma performance inesquecível. Nemo disse-nos em entrevista que a experiência tem sido “surreal e divertida”, sendo a oportunidade perfeita para conhecer outros músicos e ter novas experiências. Quebra o Código!




Rim Tim Tagi Dim, o favorito da noite

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Performance de Baby Lasagna por © Sarah Louise Bennett / EBU

A Eslovénia abre a quarta parte da Eurovisão 2024 com memórias de Nuša Derenda (2001) e Zala Kralj & Gašper Šantl (2019), antes da fantástica performance de Raiven, com “Veronika“. De seguida vemos a Croácia, com memórias de Doris Dragović (1999) e Let 3 (2023), e a atuação de Baby Lasagna e o seu “Rim Tim Tagi Dim“. A música fala sobre êxodo rural e emigração, estando apontada por vários polls como a grande favorita da noite. José Carlos Malato revelou ter encontrado o jovem que confessou estar a sentir um turbilhão de emoções.

Sopho (2007) e Nina Sublatti (2015) abrem a atuação da Georgia, protagonizada por Nutsa Buzaladze com o seu “Firefighter“. A França entra em palco com memórias de Maria Myriam (1977) e Barbara Bravi (2021), e com a grande performance de Slimane com “Mon Amour“.

A última música foi da Áustria, interpretada por Kaleen e o seu “We Will Rave“, a atuação perfeita para terminar a noite após relembrarmos a presença de Conchita Wurst (2014) e Cesár Sampson (2018).




Os ABBA? Não, os Alcazar!

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Performance dos Alcazar por © Sarah Louise Bennett / EBU

Petra Mede e Malin Åkerman pregam-nos uma partida ao perguntar se queremos dançar a disco! Malin diz que conseguiu reunir uma banda começada por A e todos começaram a perguntar-se se seriam os ABBA. Mas a surpresa era Alcazar, o grupo sueco de nu-disco que levou a cerimónia ao furor com o seu “Crying at the Discoteque“.

Performance de Conchita Wurst, Carola e Charlotte Perrelli
Performance de Conchita Wurst, Carola e Charlotte Perrelli por © Sarah Louise Bennett / EBU

Petra leva-nos depois a 1974 e ao momento em que um grupo de quatro suecos praticamente desconhecidos “conquistaram o mundo e deixaram um legado”, com o seu “Waterloo”. A música é-nos trazida pelas vozes de Conchita Wurst, Carola e Charlotte Perrelli, bem como pelos avatares da banda (Abba Voyage London), criados através de inteligência artificial! Não são os ABBA mas um momento inesquecível.




Loreen de volta à Eurovisão

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Performance de Loreen © Alma Bengtsson / EBU

Loreen venceu a Eurovisão em 2012 com “Euphoria” e o ano passado com “Tattoo”. Este ano regressa ao palco do festival, não como participante mas como convidada, apresentado “Forever”. A performance, renovada, foi espectacular e convidamos-te a vê-la aqui.

Qual o teu momento favorito desta edição da Eurovisão 2024? E qual o teu vencedor?



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