© Taylor Swift/ AMC Theaters

Taylor Swift e a The Eras Tour: Inesquecível marco na história dos concertos em Portugal

Taylor Swift é atualmente a maior estrela pop do mundo e, no pico da sua fama (e forma), acabou por visitar pela primeira vez Portugal para dois concertos repletos nos dias 24 e 25 de maio de 2024. Estivemos presentes em ambas as datas e partilhamos o nosso relato! 

A norte-americana Taylor Swift, chegou, aos 34 anos de idade, ao estatuto de mais estratosférica estrela da pop à escala mundial. A sua presente digressão, a “The Eras Tour”, é uma retrospectiva completa e extensa de 18 anos de carreira e 11 álbuns de estúdios (não incluindo as regravações recentes) que compõem o seu catálogo de centenas e centenas de músicas.

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Um catálogo rico e diversificado em destaque na The Eras Tour

Da Pop à Country, passando pelas influências recentes do Indie Rock, Swift é uma aventureira musical e um camaleão que escreve, compõe e assina com feroz dedicação todos os seus temas. De colaboradores antigos como a estrela sueca Max Martin à forte relação atual com os produtores Jack Antonoff e Aaron Dessner, Taylor Swift não precisa de muito (ou antes, não precisa de muitos corpos) para criar temas memoráveis e capazes de chegar ao primeiro lugar dos tops de música.

The Eras Tour
“Taylor Swift: The Eras Tour” | ©Taylor Swift Productions/ AMC

A mini-digressão europeia começou em maio de 2024, com várias datas que marcam a primeira passagem de Taylor por alguns destes destinos (nesta que é a sua tour mais longa de sempre, com mais de 150 datas e que decorre já há mais de um ano). Na Europa, estreou em Paris um novo alinhamento do concerto, ligeiramente distinto do apresentado no filme-concerto “Taylor Swift: The Eras Tour (Taylor’s Version)”.

E depois de duas noites também inaugurais na Suécia (onde nunca tinha estado), a terceira paragem da The Eras na Europa foi o Estádio da Luz, onde os dois concertos não poderiam ter corrido melhor (exceptuando o drama das entradas no primeiro dia, com uma organização tragicamente deficitária e que impediu que muitos dos presentes pudessem desfrutar da abertura dos Paramore).


As canções surpresa escolhidas por Taylor Swift para Portugal

Taylor Swift foi recebida com dois estádios esgotados e, do seu lado, recebemos várias declarações de amor eterno, como um “nunca estive perante uma plateia como esta”, um “quero mudar-me para Portugal” murmurado fora do microfone, ou até uma segunda noite (25 de maio) com três canções surpresa favoritas dos fãs (“Now That We Don’t Talk”, “Long Live” e “You’re On Your Own Kid”). Uma forma subtil de mostrar apreço pela sua plateia, indiferente para espectadores casuais mas inequívoca para fãs.

Agora apelidados de alguns dos “favoritos ” pelo fandom, os fãs portugueses ficaram bem servidos com o habitual alinhamento megalómano, uma presença de palco que confirma Taylor Swift como um monstro do espetáculo e uma produção invejável, superior à que podemos ver nos mais teatrais dos palcos: do West End britânico à Broadway americana e mais além.

De árvores insufláveis que crescem sabe-se como a fogo de artifício, passando por um elaboradíssimo jogo de luzes e muita, muita coreografia, a The Eras Tour é uma digressão pop no topo da sua forma. Uma complexa e exaustiva demonstração de poderio, onde os grandes êxitos e singles estão todos presentes mas onde o intimismo nunca falha.

Sim, esta é uma gigante digressão, mas eis que o set acústico permite uma versão breve e despida do espetáculo – apenas Taylor, a sua guitarra, o seu piano, versões acústicas sem dançarinos e onde a cantora explora a fundo a sua discografia, entre tocar pela primeira vez o seu novo disco de originais e produzir belos mashups de canções fora do alinhamento oficial, e as quais esperamos ter disponíveis (quiçá), mais tarde, num álbum acústico no Spotify.

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©NOS Audiovisuais/ Taylor Swift

Sim, há uma lista de canções definida, mais especificamente o impressionante número de 45 canções (!!). Swift parece ser incansável, quase não descansando entre as transições rápidas que se sucedem. Ao todo, o seu feito Herculano faz-se de 3.5 horas de concerto, com 11 seções separadas – 10 álbuns de originais são apresentados (apenas “Taylor Swift”, o primeiro disco, marcadamente Country e algo datado, fica de fora). Além disso, claro, temos direito ao momento surpresa acústico.


Chuva de êxitos no Estádio da Luz e novo álbum em revista

Ao longo destes momentos musicais distintos, as tais “Eras”, temos a apresentação coesa e visualmente inebriante de cores, motivos e temas que criam o imaginário de cada um destes momentos bem demarcados. Entre grandes baladas épicas como “Champagne Problems”, “Love Story”, “All Too Well (10 Minute Version)” ou “Enchanted”, Taylor Swift evoca nostalgia mas também um forte sentido de aqui e agora. Há também explosões alegres e descontraídas de pura pop, com temas como “22”, “Blank Space”, ou “Bejeweled” e “Karma” (que fecha o alinhamento) do recente “Midnights” (2022).

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O novo álbum, “The Tortured Poets Department”, revela o set mais recente da digressão (e o 9.º na ordem atual do espetáculo), que agora nos parece uma lufada de ar fresco, e também certamente para Taylor e para os dançarinos e músicos que a acompanham em palco.

Ao todo, são 7 canções, muito bem selecionadas, que introduzem uma visão ampla de tudo o que o novo álbum tem a oferecer. Em “Who’s Afraid of Little Old Me?” Taylor levita e deixa-nos de rastos, em “But Daddy I Love Him” corre pelo palco energicamente sem nunca perder o folgo, demonstrando a sua excelente preparação física para a maratona que é a Eras Tour. Em “The Smallest Man Who Ever Lived” até nos dá uma marching band, com um claro (e inequívoco) piscar de olhos ao emblemático “The Black Parade”, não fosse Swift uma mulher millennial que também teve a sua fase emo (basta ouvir os acordes rockeiros de músicas como “Haunted”, em “Speak Now”).

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Taylor Swift Fortnight TTPD The Tortured Poets Department
Taylor Swift no videoclipe de Fortnight (2024) |©Taylor Swift Productions

O encadeamento de todo o espetáculo garante um permanente equilíbrio entre singles e não singles, entre grandes hinos animados e baladas emotivas. Feitas as contas, ficam as memórias de duas noites atípicas e repletas de emoções no Estádio da Luz, abençoadas também pela qualidade da abertura dos Paramore, uma banda que apenas cá tinha estado há 13 anos atrás, em contexto de festival, e que também nos prometeu regressar em breve em nome próprio (se assim for, será pela primeira vez).


Emoções ao rubro e vibrante música ao vivo na Eras Tour Portugal

Taylor Swift lamentou também nunca por cá ter passado e, por vezes visivelmente emocionada, com as mãos na cabeça ou até com lágrimas nos olhos, rendeu-se ao público português e à sua reputação: uma entusiasta multidão, a cantar em uníssono, motivada por uma paixão genuína por música ao vivo.

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Quem esteve na The Eras Tour em Lisboa não negará a sua pujança, nem a capacidade de deixar memórias duradouras. Taylor Swift não faz qualquer playback, é acompanhada por uma banda bem numerosa, vai dando sempre uma perninha na guitarra e no piano, e todo e qualquer backing vocal é cantado ao vivo pelo seu impressionante e dotado coro. A música é toda ao vivo, cheia, e os arranjos diferem muitas vezes das versões de estúdio, sempre para melhor. Ao contrário do esperado, a cantora puxa mais pela sua voz ao vivo, subindo muitas vezes a nota e fazendo mudanças de tom que enriquecem em muito a experiência live.

Por aqui, já esperamos para ver como conseguirá Swift superar a The Eras Tour com a sua digressão futura. Se tomarmos a sua palavra, seja qual for o plano, Portugal estará agora no seu radar.

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Estiveste presente na The Eras Tour no Estádio da Luz? Que tens a dizer da primeira visita de Taylor Swift a Portugal? 

2 thoughts on “Taylor Swift e a The Eras Tour: Inesquecível marco na história dos concertos em Portugal

  • Powerfull 🙏

  • Fastastico, absolutamente fenomenal😍🥰😘

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