"O Primeiro Encontro" / "Moonlight" / "La La Land" | © FilmNation Entertainment / A24 / Summit Entertainment

Óscares 2017 | Os Prémios da MHD vão para…

Depois de a equipa MHD ter premiado “A Favorita” e “A Forma da Água” nas mais recentes edições dos Óscares, chegou a altura de ver como seriam os Prémios da Academia de 2017 se quem votasse fosse a nossa equipa de escritores. Quem é que sairá vencedor? “Moonlight” ou “La La Land”?

Tal como já foi feito para os Óscares de 2019 e 2018, a equipa da MHD votou nos vencedores da edição de 2017 dos prémios da Academia de Hollywood. Voltaram-se a seguir as regras reais dos Óscares, incluindo alguns dos seus mais estranhos métodos de votação. O voto em Melhor Filme, por exemplo, tem uma metodologia completamente diferente das outras categorias, sendo feito através de um ranking de todos os nomeados.

Novamente, também se voltou a seguir a lista efetiva de nomeados, pelo que só filmes efetivamente indicados para os prémios puderam ser considerados. Isto traz-nos, pois claro, ao facto de que estes Óscares foram uns dos mais polémicos de sempre. Ao longo da Awards Season, “La La Land” parecia afirmar-se como o indisputado campeão, mas, chegada a noite dos Óscares, o impensável aconteceu.

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Ao início, tudo parecia normal. Com 14 nomeações a seu nome, o musical de Damien Chazelle facilmente mostrou ser o filme mais vitorioso da noite, arrecadando seis estatuetas antes da categoria final, a de Melhor Filme. Foi então que Bonnie e Clyde subiram ao palco e, como muitos esperavam, o nome que foi anunciado por Warren Beatty e Faye Dunaway foi o de “La La Land”. A equipa do romance musicado sobre Hollywood e seus encantos lá subiu ao palco e os produtores começaram a agradecer.

Foi aí que tudo deu para o torto. O envelope que foi aberto estava errado, era o de Melhor Atriz, cujo prémio havia sido ganho por Emma Stone. O verdadeiro vencedor e grande campeão destes Óscares foi “Moonlight”, um drama independente sobre três fases na vida de um jovem afro-americano, pobre e homossexual. Era o tipo de filme que nunca ganha Óscares a triunfar contra o tipo de filme que todos os anos conquista baldes e baldes de homenzinhos doirados.

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Note-se que, até hoje, “Moonlight” é a produção mais barata a alguma vez ganhar o galardão, é o único vencedor com um elenco sem um único ator caucasiano e a única narrativa com um protagonista LGBTQ+ a ganhar também. Trata-se de uma vitória histórica, quando o underdog realmente destronou o favorito das casas de apostas. Foi o tipo de história que só se vê em filmes inspiradores e nunca na realidade.

Pois bem, com isso tudo em conta, vamos ver se História se repete com os votos da equipa MHD ou se é o musical de Chazelle quem triunfa. Sabe-se lá, talvez até seja outro filme. “O Primeiro Encontro”, por exemplo, ficou em primeiro lugar na nossa lista dos melhores filmes estreados em Portugal no ano de 2016. Enfim, só há uma maneira de descobrires. Segue as setas para folheares os vários slides deste artigo e veres os resultados nas 24 categorias, começando com as curtas-metragens e acabando com Melhor Filme. Vamos ver se concordas com os Óscares MHD.

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MELHOR CURTA-METRAGEM DOCUMENTAL

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© Netflix

O Óscar MHD vai para… THE WHITE HELMETS, Orlando von Einsiedel e Joanna Natasegara!

Tal como a Disney domina as categorias animadas dos Óscares, também o prémio para Melhor Curta-Metragem Documental começa a ser o reino de um estúdio hegemónico. Neste caso, trata-se da Netflix, cujas produções de documentários em formatos mais curtos que 45 minutos têm vindo a ser um sucesso com os Óscares. Para muitos, isto é um sacrilégio, pois a Netflix continua a ser vista como um serviço mais ligado à net e às televisões que ao cinema, mas o tempo avança e as definições do que é verdadeiramente cinema são obrigadas a mudar.

Com cerca de 40 minutos, “The White Helmets” quase excede os limites regulamentados para se poder considerar uma curta-metragem, mas ainda é elegível. Essa duração dá oportunidade a este filme para desenvolver temas difíceis e mostrar imagens chocantes sem fazer da obra final um simples desfile de atrocidades. Entenda-se que este é um retrato de voluntários a ajudar a população síria, muitas vezes percorrendo ruas tornadas ruínas fumarentas com cadáveres por todo o lado.

No meio da miséria, “The White Helmets” consegue encontrar alguns preciosos rasgos de esperança. Num mundo virado do avesso, onde a crueldade humana é exposta nua e crua, o sorriso de uma criança salva das garras da morte pode ser suficiente para nos fazer crer na Humanidade. Por isso e muito mais, a equipa MHD concorda com os Óscares e atribui este prémio a “The White Helmets” e à Netflix.

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Cláudio Alves

Licenciado em Teatro, ramo Design de Cena, pela Escola Superior de Teatro e Cinema. Ocasional figurinista, apaixonado por escrita e desenho. Um cinéfilo devoto que participou no Young Critics Workshop do Festival de Cinema de Gante em 2016. Já teve textos publicados também no blogue da FILMIN e na publicação belga Photogénie.

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