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Os segredos do fenómeno Taylor Swift revelados pelos seus fãs

Em antecipação aos concertos inéditos de Taylor Swift em Portugal, procuramos compreender o fenómeno com a ajuda de testemunhos dos seus fãs.

Sumário:

  • Nos dias 24 e 25 de Maio, Taylor Swift aterra em Portugal pela primeira vez para um duplo concerto que promete encher o Estádio da Luz de swifties;
  • Em antecipação ao evento inédito, o Expresso recolheu testemunhos dos seus fãs e tentou compreender o fenómeno;
  • Sejam mulheres mais velhas ou mais novas, e até mesmo homens, há um lugar para todos e o que os une a Taylor Swift é a música.
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Aos 34 anos, Taylor Swift é a artista mais bem-sucedida da atualidade, acumulando 14 Grammys e vários recordes como o facto de ter excedido 97 milhões de ouvintes mensais no Spotify e de ter vendido mais de um milhão de discos de vinil. No cinema, Swift levou os fãs à loucura com a estreia do filme “Taylor Swift: The Eras Tour” que permitiu presenciar parte do que é a experiência de um concerto ao vivo da multi-premiada estrela da música.

Agora, Taylor Swift chega ao nosso país pela primeira vez para um duplo concerto, nos dias 24 e 25 de Maio, que promete encher o Estádio da Luz de milhares de “swifties” prontas para vibrar e festejar este grandioso e inédito evento. Em antecipação a este momento, o Expresso procurou investigar o fenómeno junto da fonte mais credível: os “swifties”.

© Taylor Swift/ AMC Theaters

Para Laura Limede, de 26 anos, este amor por Taylor Swift começou por ser tímido e escondido, “Quando tudo começou, não conhecia outros fãs. Na escola até faziam troça por ser foleiro gostar da Taylor. Primeiro era porque cantava country, depois era foleiro porque cantava pop e já era igual a toda a gente”. Porém, “Agora é o oposto: esse é o fenómeno. Nem sei explicar como há hoje esta comunidade tão grande de fãs”.

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Há também todo um esforço em conseguir a indumentária correta, o que não é muito bem visto por toda a gente. Limede defende “Quando as pessoas vão com as T-Shirts dos clubes para o futebol, gritam e estão lá igualmente histéricas, não são criticadas. Se formos nós para um concerto, já não faz sentido, já é um exagero”.




“Em Taylor [Swift], há uma celebração da feminilidade”

© Disney+

Limede acredita ainda que o fenómeno Taylor fez com que deixasse de “haver vergonha de mulheres falarem sobre ser mulher. Os nossos gostos e interesses já não são alvo de troça. Em Taylor há uma celebração dessa feminilidade, de mulheres gostarem umas das outras e ajudarem-se”.

Mas Taylor é transversal e conquista admiradores entre todos os sexos e faixas etárias. Bruno de Azevedo, de 29 anos, destaca o empenho de Taylor em alimentar especulação e entreter os fãs com teorias da conspiração, “Acho que a Taylor gosta desta brincadeira e gosta de a alimentar. Os fãs nas redes sociais são impecáveis a espalharem aquelas teorias sobre quando e o que ela vai fazer. Analisam tudo. Eu sigo isso, até criei algumas dessas teorias”.

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Com a evolução da sua carreira, Taylor Swift perdeu também o contacto mais próximo com os fãs. Pedro Reis, de 29 anos, lamenta “Não sinto que esteja tão envolvida connosco. Percebo o motivo, porque chegou ao ponto em que é impossível”. No passado, era diferente “Quando a vi em Londres, até conheci o pai dela, havia muito mais proximidade”.




“A forma como escreve é digna de ser estudada”

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Mas para além de toda esta mitologia à volta da pessoa, o que faz de Taylor Swift tão popular entre os seus fãs é a sua música. Helena Cordeiro, de 15 anos, revela que “As canções dela acompanham-me sempre, quando estou triste ou feliz. Quando não sei o que ouvir, escolho-a sempre. Há uma música da Taylor para cada momento e, de alguma maneira, consigo sempre relacionar-me.”

Bruno de Azevedo vai mais longe e diz “A forma como ela escreve é digna de ser estudada. Não quero estar a exagerar, até porque não sou imparcial, mas está ao nível de grandes escritores e poetas. Há uma componente muito forte na letra. Foi isso que me agarrou e continua a agarrar”.

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Há muitos que continuam imunes ao fenómeno Taylor Swift e que talvez nunca o vão entender, o que é certo é que são cada vez mais uma minoria e nestes próximos dias, o Estádio da Luz vai encher-se de pessoas que não vêm para discutir com o árbitro, mas sim para celebrar a amizade e a carreira de uma artista feminina. Uma mudança de ares, portanto.

E tu, compreendes o fenómeno Taylor Swift? 



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