Kramer Contra Kramer (1979) Da esquerda para a direita: Justin Henry (como Billy Kramer), Meryl Streep (como Joanna Kramer) e Dustin Hoffman (como Ted Kramer) © Columbia Pictures

História dos Óscares | Kramer vs. Apocalypse Now vs. All That Jazz

“Kramer Contra Kramer” ganhou o Óscar de Melhor Filme há 40 anos, mas entre cinéfilos é ainda uma vitória polémica na história dos Óscares. 

“Broadway Melody” (1929), “O Grande Ziegfeld” (1936), “O Maior Espectáculo do Mundo” (1952), “A Volta ao Mundo em Oitenta Dias” (1956), “Crash – Colisão” (2004) ou “Green Book – Um Guia para a Vida” (2018) são apenas alguns dos filmes muitas vezes encontrados em listas dos piores, ou pelo menos dos mais polémicos vencedores do Óscar de Melhor Filme.

Outro filme habitualmente elencado por cinéfilos como um vencedor controverso na história dos Óscares tem sido “Kramer Contra Kramer“. Passados 40 anos desde o seu triunfo a 14 de abril de 1980, na 52ª cerimónia dos Prémios da Academia, repensamos as razões que levaram à aclamação deste melodrama doméstico e a sua batalha contra os títulos pesados de “Apocalypse Now”, épico de guerra de Francis Ford Coppola e “All That Jazz – O Espectáculo Vai Começar”, a obra mais autobiográfica da cinematografia de Bob Fosse.

Abaixo, poderás assistir à entrega do Óscar de Melhor Realizador a Robert Benton (apresentado por Goldie Hawn e Steven Spielberg), e à entrega do Óscar de Melhor Filme a Stanley R. Jaffe, o produtor de “Kramer Contra Kramer” (apresentado por Charlton Heston). Advertimos aos mais sensíveis que não existem gritos de euforia e surpresa como aconteceu na edição dos Óscares desde ano na qual “Parasitas” saiu vencedor.

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“Kramer Contra Kramer” vence o Óscar de Melhor Filme

Além dos galardões de Melhor Filme e Melhor Realizador, “Kramer Contra Kramer” arrecadou ainda o Óscar de Melhor Argumento Adaptado – escrito por Robert Benton a partir do romance de Avery Corman -, o Óscar de Melhor Ator para Dustin Hoffman (o primeiro da carreira) e o Óscar de Melhor Atriz Secundária para Meryl Streep (também o primeiro para a atriz mais nomeada de sempre). No geral, este drama familiar concorria em 9 categorias (empatado com “”All That Jazz – O Espectáculo Vai Começar”):

  • Melhor Filme: produzido por Stanley R. Jaffe
  • Melhor Realizador: Robert Benton
  • Melhor Argumento Adaptado: Robert Benton
  • Melhor Ator Principal: Dustin Hoffman
  • Melhor Atriz Secundária: Meryl Streep
  • Melhor Atriz Secundária: Jane Alexander
  • Melhor Ator Secundário: Justin Henry (com apenas 8 anos, é até ao momento o mais jovem nomeado de sempre em qualquer categoria de interpretação)
  • Melhor Fotografia: Nestor Almendros
  • Melhor Montagem: Jerry Greenberg

Para quem não o viu, “Kramer Contra Kramer” conta a história de divórcio litigioso de 2 nova-iorquinos, interpretados por Dustin Hoffman e Meryl Streep que teve tanto ou mais sucesso nos seus tempos que “Marriage Story” (Noah Baumbach, 2019) com Scarlett Johansson e Adam Driver, teve nos dias modernos. “Kramer..” segue Ted Kramer (Dustin Hoffman), um homem de negócios que dedica pouco tempo à vida familiar, porém quando a sua mulher Joanna (Meryl Streep) sai de casa e deixa-o com o jovem filho de ambos Billy (Justin Henry), Ted confronta-se com um quotidiano doméstico que nunca tinha vivido. Mas, no momento em que se ajusta à nova realidade, Joanna reaparece para lutar pela custódia de Billy. Ted é um pouco reticente face à reaproximação de mãe e filho, e o combate de Kramer contra Kramer acaba por travar-se em tribunal…

Meryl Streep mostra o lado mais negro do divórcio em Kramer vs Kramer | ©Columbia Pictures

Recheado de momentos de ternura, mas também de tensão familiar, será “Kramer Contra Kramer” um verdadeiro marco na história dos Óscares, tendo em conta a concorrência de “Apocalypse Now” ou “All That Jazz – O Espectáculo Vai Começar”? Analisaremos as questões em torno do box-office da época e a mudança de paradigma neste ano tão peculiar da história de Hollywood.

Segue com as setas para conheceres os principais nomeados e vencedores dos Óscares 1980. 

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Virgílio Jesus

Era uma vez em...Portugal um amante de filmes de Hollywood (e sobre Hollywood). Jornalista e editor de conteúdos digitais em diferentes meios nacionais e internacionais, é um dos especialistas na temporada de prémios da MHD, adepto de todas as formas e loucuras fílmicas, e que está sempre pronto para dois (ou muitos mais!) dedos de conversa com várias personalidades do mundo do entretenimento.

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