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Planeta dos Macacos | Todos os filmes do melhor ao pior

“O Reino do Planeta dos Macacos” é o 10º filme da saga. Há muito por descobrir e estes são os melhores e piores filmes na saga.

Em 1963 o escritor francês Pierre Boulle publicava “La Planète des singes”, o mais conhecido como “O Planeta dos Macacos”. O livro segue três humanos num planeta Terra dominado por macacos altamente inteligentes numa complexa sociedade, enquanto os humanos ficaram reduzidos ao estado mais selvagem e animalesco. Cinco anos mais tarde, surge a primeira adaptação cinematográfica do livro, “O Homem que Veio do Futuro” com Charlton Heston, Roddy McDowall e Kim Hunter.

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Durante os anos 70 estrearam mais quatro filmes – “O Segredo do Planeta dos Macacos”, “Fuga do Planeta dos Macacos”, “A Conquista do Planeta dos Macacos” e “Batalha pelo Planeta dos Macacos”. No entanto devido à fraca performance na bilheteira em alguns destes filmes acima mencionados, a saga foi posta de lado e ficou em “pausa”, até 2001. No início do milénio o experiente realizador Tim Burton estreou “Planeta dos Macacos” com Mark Wahlberg, Helena Bonham Carter e Tim Roth.

Uma vez mais, foi preciso esperar mais 10 anos até o próximo filme da saga. “Planeta dos Macacos – A Origem”, com James Franco e Andy Serkis, foi uma lufada de ar fresco na saga e voltou a colocar a história na cultura popular. Com o décimo filme da saga nos cinemas, “O Reino do Planeta dos Macacos”, eis os melhores e piores filmes da saga.

Segundo a sinopse oficial, “a chegada do astronauta Leo Davidson a um planeta habitado por macacos altamente inteligentes vai mudar para sempre a história. Os macacos tratam os humanos como escravos, mas com a ajuda de uma macaca chamada Ari, Leo inicia uma revolta.”

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Este filme de Tim Burton é um remake do primeiro filme de todos mas foi um tiro completamente ao lado. Confuso e com uma caracterização muito antiquada, o filme só conseguiu 43% no Rotten Tomatoes. Para o público a classificação foi ainda pior, fixando-se nos 27%. Joe Morgenstern, do Wall Street Journal, escreve, “o meu cérebro de Homo Sapiens ficou perplexo com a falta de jeito do filme, enquanto o meu coração se arrepiou com a possibilidade de membros maduros da minha espécie poderem confundir esta porcaria desarticulada com entretenimento de verão.”




A caracterização parece ainda mais falsa e os macacos parecem o que realmente são apenas humanos com máscaras de símios. Este filme conseguiu uma classificação ainda pior que o anterior – 30% de classificação no Rotten Tomatoes. Roger Ebert, da Chicago Sun-Times, escreve, “o filme parece ser a última lacuna de uma série moribunda, um filme feito simplesmente para arrancar dólares aos fãs símios que ainda restam.” A época em que o filme saiu é a única desculpa para não ficar em último lugar.

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Os últimos filmes da trilogia original começaram a perder força, cada um pior que o outro. Ainda assim tinha algumas nuances que vale a pena reter com mensagens subentendidas – a força imposta do Homem a outros seres/animais. A narrativa deste filme deixa o espectador confuso, com saltos nas cenas sem ligações corretas. No agregador de críticas Rotten Tomatoes conseguiu uns meros 52% de classificação.

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Os filmes mais recentes da saga foram um autêntica lufada de ar fresco e melhor era difícil de pedir. Mas dentro da trilogia mais recente, “Planeta dos Macacos – A Guerra” deixou alguns fãs desiludidos – o racismo e xenofobia subtendidos com a detenção dos macacos no que pode ser visto como um campo de concentração foram um pouco “demais”. No entanto não deixa de merecer 71 pontos em 100 por parte da nossa critica Ângela Costa, que escreve, “este é o final de uma grande história que nos leva a pensar na nossa própria existência e naquilo que nos espera no futuro. O MELHOR: A emoção e realismo que transparece dos macacos e a evolução de Caesar.” No Rotten Tomatoes o filme obteve uma classificação quase perfeita – 94%.

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Não há nada como os primeiros filmes e, por norma, os primeiros filmes das sagas costuma ser sempre os melhores. Na saga de “O Planeta dos Macacos” não é excepção e os primeiros filmes marcaram o género de ficção científica. Mas este filme tem uma grande particularidade – o final. Num ato de extremo desespero e com niilismo à mistura, Taylor, uma das personagens principais, consegue ativar uma bomba nuclear e acaba com toda a vida na Terra.

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O melhor da ficção científica presente neste belo filme da saga. Cornelius e Zira escaparam ao fim do mundo através de uma viagem no tempo indo até os anos 70 – onde, como macacos falantes, rapidamente se tornam celebridades da TV. Mas quanto mais o governo dos Estados Unidos da América descobre, de onde veio o par de símios, pior a situação fica para eles. A mudança de papéis – macacos chocados por estarem num mundo com e dominado humanos falantes – é uma bela premissa e torna este filme um dos melhores da saga.

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“O Reino do Planeta dos Macacos” estreou há poucas semanas mas chegou logo para ficar no quarto posto (e com todo o mérito). Um vírus criado por um humano, passado para um macaco criado pelo mesmo humano, leva intrinsecamente o pior que há em nós – a sede pelo poder. Neste filme vemos como os macacos conseguem ser tão maus para os seus como os próprios humanos o são. O filme conseguiu uns sólidos 80% de classificação no Rotten Tomatoes. Sergio Burstein, do Los Angeles Times, escreve, “Kingdom é a entrada da saga de que não sabíamos que precisávamos, distinguindo-se por um cenário poderoso, uma atuação de nível mais do que decente e uma proposta narrativa que vale a pena apreciar.”

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O primeiro filme de toda a saga tinha de estar no pódio. O astronauta Charlton Heston despenha-se num planeta supostamente alienígena e descobre que está cheio de macacos que sabem falar. O filme contêm uma das melhores premissas cinematográficas de sempre, que no final, a personagem principal descobre que está na Terra mas no futuro. Ao longo do filme é possível ver como inspirou toda uma saga.

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Realizado por Matt Reeves e protagonizado por Andy Serkis, Jason Clarke, Gary Oldman e Keri Russell, o filme acompanha uma nação crescente de macacos geneticamente desenvolvidos liderada por Caesar, que se vê ameaçada por um grupo de humanos que sobreviveram ao vírus devastador que havia sido lançado uma década antes. A paz atingida é demasiado frágil, e em breve se constituem dois lados de uma guerra que determinará quem irá emergir como a espécie dominante na Terra. Ao contrário de todos os outros filmes, seguimos, em parte igual, ambas as facções – o lado humano e o lado símio. Vemos as suas razões, que no final, não são diferentes.

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A lufada de ar fresco que a saga precisava, um filme que arde lentamente mas com uma intensidade que ainda hoje não deixa ninguém indiferente. Toda a história está bem concebida, do início do fim, a forma como o vírus surge (com um cenário potencialmente provável de ocorrer na vida real), a mudança de Caesar e o início de uma nova era. Vendo como começou e como Caesar acaba, durante esses três filmes vemos a melhor e maior construção de uma personagem na história do cinema.

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E para ti, qual é o melhor filme da saga?



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