© HBO Max

30 filmes franceses para comemorar o Dia Nacional da França

Na data em que se celebra o Dia Nacional da França, deixamos-te 30 sugestões de filmes franceses que fazem as delícias de qualquer pessoa.

A 14 de julho de 1789, a Bastilha era invadida pelo povo francês que procurava impor os princípios que regem a França até aos dias de hoje, ‘Liberdade, Igualdade e Fraternidade’. O ato deu lugar à Revolução Francesa, que culminou com a queda da Monarquia e a instauração da República, tornando o país de Joana d’Arc num dos primeiros a reconhecer a Democracia na era moderna. No ano seguinte, a data foi comemorada com a Festa da Federação, em homenagem à bravura do povo franco. Mais tarde, este dia viria a tornar-se o ‘Dia Nacional da França’, efeméride que se celebra até hoje.

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Mas não foi só na constituição da República que os franceses se tornaram pioneiros. Importa salientar que também no cinema a França foi a desbravadora dos trilhos. Em 1864, Louis Ducos du Hauron patenteava o primeiro projetor de filmes. A partir daí, pequenas curta-metragens com apenas alguns segundos foram surgindo, autoria de pioneiros francófonos. Mais tarde, os irmãos Lumière tornam-se os pais do cinema, ao inventarem o cinematógrafo, o que permitiu a produção de filmes com uma maior duração. Aquele que é reconhecido como o primeiro filme alguma vez feito é “Viagem à Lua” (1902), de Georges Méliès, um ilusionista parisiense.

Em sequência das comemorações desta data, a MHD preparou um portefólio com 30 filmes filmes deste século dos mais variados géneros cinematográficos. Dada a forte multiculturalidade do país, bem como a multirreliogisidade, as longas-metragens francesas tendem a transmitir fortes mensagens sobre a diversidade e a aceitação. Além disso, não há povo como o franco no que toca a fazer rir o grande público. Os franceses são os verdadeiros reis da comédia e isso pode ser comprovado na lista que se segue.

RUA DA HUMANIDADE, 8 (2021)

Rua da Humanidade
Photo by Kris Dewitte | © Netflix

A Covid-19 chegou sem aviso e obrigou toda a gente a ficar confinada em casa, podendo apenas conviver com as pessoas com quem se partilhava o mesmo teto. Foram dias muito difíceis que provocaram o isolamento de toda a humanidade. E foi exatamente este acontecimento que Dany Boon fez questão de deixar registado em “Rua da Humanidade, 8”. O filme centra-se nos moradores de um bloco de apartamentos que se vêem confinados em sequência do Coronavírus. A falta de liberdade obriga os habitantes daquele imóvel a aprenderem a desfrutar da companhia uns dos outros, superando em conjunto um período negro para o mundo. Um retrato fiel, divertido, mas também comovente da realidade vivida por muitos países durante a pandemia. A longa-metragem está disponível na Netflix.




MANUAL DA BOA ESPOSA (2020)

Manual da Boa Esposa
© Les Films du Kiosque

Nos anos 60 exigia-se que a mulher fosse, acima de tudo, uma boa esposa. Para tal, deveria saber lavar, cozinhar, engomar e tratar da casa. Isto tudo enquanto era obrigada a usar saias e a viver em prol do marido. O argumento de “Manual da Boa Esposa” centra-se exatamente numa escola que ensinava todos estes costumes, transformando as jovens aprendizes em fadas do lar. Porém, quando Robert, o diretor da escola falece, a mulher vê-se obrigada a tomar as rédeas da situação e aos poucos vai mostrando que o sabor da liberdade é muito melhor que a prisão do casamento. Esta é uma comédia dramática que explora o papel do sexo feminino na sociedade e a importância da luta pela sua liberdade.




MISS FRANÇA (2020)

Miss
Photo by Julien Panié | © Zazi Films

“Miss França” é uma comovente história sobre um rapaz que sonha tornar-se ‘Miss França’. Quando a sua vida sofre uma grande reviravolta e o deixa orfão, o reboliço que se instala dá-lhe ainda mais motivação para seguir o seu sonho. Para tal, o jovem faz uso da sua aparência andrógina e inscreve-se no concurso de moda. A sua participação dará origem a muitas confusões, até que o jovem decide assumir em direto que é um homem. Esta delicada longa-metragem foi realizada por Ruben Alves, um luso-descendente nascido em Paris.




OS MISERÁVEIS (2019)

Os Miseráveis
© HBO Max

Apesar da semelhança com o título da obra de Victor Hugo,Os Miseráveis” nada tem em comum com o velho clássico. Trata-se de um drama nomeado ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro e vencedor de quatro Césars. Todo o clamor em torno do filme deve-se à atualidade e sensibilidade do tema central, uma vez que o argumento se foca na violência policial exercida sobre outros grupos étnicos. Este é um retrato perturbador dos subúrbios de Paris exibido sem qualquer pudor, e poderá ser encontrado no catálogo da HBO Max.




BEM-VINDOS A ÁFRICA (2019)

Bem-Vindos a África
© 2019 ESKWAD PATHE FILMS

Qualquer filme que tenha no elenco o nome de Christian Clavier é logo, à partida, uma comédia que nos fará doer o estomâgo de tanto rir. É o que acontece com “Bem-Vindos a África”, uma longa-metragem na qual quatro célebres indíviduos são convidados a conhecer os Malawas, uma das tribos mais isoladas de África. As gargalhas fáceis surgem desde o primeiro minuto, intensificando-se quando os visitantes se vêm obrigados a adotar os comportamentos primitivos dos nativos.




NÓS DUAS (2019)

Nós Duas
© Paprika Films

Nenhum povo consegue melhor transpor para o cinema tabus do que o francês. Em “Nós Duas”, o argumento centra-se na história de duas septuagenárias que vivem no mesmo prédio e que são as melhores amigas há anos. O que ninguém sabe é que as duas vivem uma história de romance que dura há décadas. Tudo parece finalmente encaminhado para poderem fugir para Roma e viverem o seu amor em pleno, quando Madeleine tem um derrame que lhe rouba parte das faculdades. Nina terá a difícil tarefa de se tentar reaproximar da sua amada sem que a filha desta descubra, o que mostrará que o verdadeiro amor ultrapassa todas as barreiras. A comovente longa-metragem chegou mesmo a ser nomeada ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro, tendo ainda recebido muitos outros prémios.




OS CAMARÕES BRILHANTES (2019)

Os Camarões Brilhantes
© HBO Max

Quando o vice-campeão mundial de natação se revela uma pessoa extremamente homofóbica, é-lhe atribuído o castigo de treinar uma equipa homossexual de pólo aquático que pretende participar nos Jogos Gays da Croácia. Aquilo que inicialmente parece uma causa perdida, aos poucos vai dando lugar à aceitação e ao respeito, quebrando as barreiras da diferença. De forma bastante humorada, o filme de Cedric Le Gallo e Maxime Govare transforma-se num hino à destruição de estereótipos homofóbicos. Além disso, esta é uma longa-metragem baseada em factos reais, que inclui no elenco veradeiros atletas LGBTQ+. O filme pode ser visto na HBO Max.



NADA A ESCONDER (2018)

Nada a Esconder
© Unifrance

Um grupo de sete amigos senta-se à mesa para jantar e decidem fazer um jogo entre eles. As regras são simples: os telefones devem ser colocados em cima da mesa e quando um deles tocar, a mensagem deve ser lida em voz alta e as chamadas devem ser colocadas em alta-voz. O que parece um provocador jogo inocente, rapidamente se transforma numa brincadeira perigosa que irá pôr em risco as relações e laços afetivos. Trata-se de um remake do filme italiano de 2016, “Perfeitos Desconhecidos”, e poderá ser visto na Netflix.




DE BRAÇOS ABERTOS (2017)

De Braços Abertos
© Unifrance

Jean-Étienne Fougerole é um típico burguês candidato a um cargo político na França. Além disso, é um escritor e a sua próxima obra, À Bras Ouverts, convida os mais ricos a acolherem em suas casas pessoas com maiores necessidades. Durante um debate televisivo com o seu opositor, este último convida o romancista a seguir o exemplo do seu livro e a aceitar famílias desfavorecidas na sua mansão. Com medo de perder credibilidade, Jean aceita o desafio, sem esperar que seja levado a sério. À noite, uma comunidade cigana decide tocar-lhe à campainha, na esperança de ser acolhida pelo político. O reboliço que se instala dá origem a uma divertida comédia que nos fala sobre a aceitação e a luta contra a xenofobia.




DOIS É UMA FAMÍLIA (2016)

Dois É Uma Família
© Unifrance

“Dois é Uma Família” tem o dom de levar o espectador do riso às lágrimas num abrir e fechar de olhos. Aqui, o talentoso Omar Sy dá vida a um pai que totalmente sozinho se desenvencilha a tomar conta da sua filha, abandonada pela mãe após o seu nascimento. A responsabilidade faz dele um pai presente que tudo tenta para proteger a sua cria, obrigando-o a emigrar em busca de uma vida melhor. Mas tudo parece desmoronar quando a ex-companheira regressa oito anos depois, lutando para levar a filha de novo para França.




ELA (2016)

Ela
© HBO Max

Isabelle Huppert foi já considerada pela Revista Times ‘a segunda melhor atriz do século XXI”. “Ela” é aclamado como um dos melhores desempenhos da sua carreira, tendo-lhe valido a nomeação para o Óscar de Melhor Atriz. A longa-metragem segue a história de uma mulher que é violada na sua própria casa e que decide fazer de tudo para apanhar o seu assaltante que, ainda por cima, volta a cometer o mesmo crime. O filme chegou mesmo a vencer o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro. Atualmente, a longa-metragem encontra-se disponível na Netflix.




BEM-VINDOS A MARLY-GOMONT (2016)

Bem-vindos a Marly-Gomont
© Nicolas Velter

Apesar de se passar nos anos 70, a história de “Bem-Vindos a Marly-Gomont” podia perfeitamente passar-se nos dias de hoje. Na verdade, a longa-metragem conta a história verídica da família Zantoko que migrou do Congo para a França em busca de melhores condições de vida. Porém, ao chegarem à vila de Marly-Gormont, os habitantes não aceitam a chegada dos imigrantes, recusando-se a serem atendidos por um médico negro ou a ter de conviver com os restantes membros da família. Aos poucos, a resiliência dos Zantoko surtiu efeito e os nativos acabaram por aceitar os estrangeiros. Esta comédia francesa lida com as questões do racismo de forma bem humorada, fazendo-nos pensar nas nossas atitudes para com as outras pessoas.




ELE ATÉ TEM OS TEUS OLHOS (2016)

Ele Até Tem os Teus Olhos
© Unifrance

Adotar uma criança é sempre um processo muito complicado a nível emocional. Quando Paul e Sali, um casal negro, descobrem que não podem ter filhos, embarcam no mundo da adoção até que o caso é aprovado. O amor por Benjamin, a criança adotada, surge logo no primeiro instante, não importando o facto de se tratar de um bebé caucasiano. Porém, numa sociedade em que o habitual é os casais brancos adotarem crianças negras, todos à volta de Paul e Sali se recusam a aceitar Benjamin. Este filme de Lucien Jean-Baptiste lida com este delicado tema de forma bem humorada, desconstruindo todo o preconceito relativamente à temática central.




CHOCOLATE (2016)

Chocolate
Photo by Julian Torres | © Unifrance

“Chocolate” conta a história real de Rafael Padilla, um filho de um escravo que trabalha no circo, interpretando o papel de canibal. Quando Foottit, o palhaço de serviço, tem a brilhante ideia de se juntar a Padilla para um número de ‘palhaço branco/palhaço negro’, este último adquire Chocolate como nome artístico. Rapidamente o ato se transforma num sucesso que transforma Rafael no primeiro palhaço negro de toda a frança. Mas a fama rapidamente dá lugar à humilhação que obrigará Chocolate a lutar para conseguir marcar a sua posição.




DEUS EXISTE E VIVE EM BRUXELAS (2015)

Deus Existe e Vive em Bruxelas
© Unifrance

Uma co-produção entre a França e a Bélgica, “Deus Existe e Vive em Bruxelas” é uma hilariante comédia que faz um olhar subversivo para temas bíblicos através de uma lente moderna. A longa-metragem materializa Deus, perspetivando-o como um ser comum que vive com a sua esposa e filha, tendo, inclusive, atos abusivos para com os que o rodeiam. A criação da humanidade revela-se como um jogo onde reside a manipulação e a malvadez. Quando a sua filha descobre as verdadeiras intenções do pai, rebela-se e faz de tudo para seguir os passos do irmão, Jesus, escrevendo um Novo Testamento. Esta obra cinematográfica foi altamente aclamada, tendo sido nomeada para grandes prémios da indústria, como o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro, acabando por se transformar num filme de culto.




PRINCIPEZINHO  (2015)

Principezinho
© On Animation Studio

O Principezinho é talvez um dos livros infantis mais lidos no mundo. Trata-se de uma das obras literárias mais traduzidas, tendo sido publicada em 220 idiomas. Em 2015, uma nova versão da história escrita por Antoine de Saint-Exupéry chegou ao grande ecrã, deixando todos emocionados. A longa-metragem introduz um pequeno prelúdio ao conto, sob a forma de uma criança que encontra um idoso que se torna o narrador da conhecida fábula. O sucesso desta adaptação foi tão grande que se tornou no filme de animação francês mais visto de sempre no estrangeiro.



A FAMÍLIA BÉLIER (2014)

A Família Belier
© Unifrance

A Família Bélier” é uma das histórias mais emocionantes que recentemente passaram pelas telas dos cinemas franceses. O argumento segue o dia-a-dia de Paula, uma jovem que nasceu numa família de surdos. Sendo ela o maior apoio dos pais e do irmão, a sua vida ganha uma reviravolta quando descobre o seu enorme talento para cantar e é convidada a frenquentar uma escola no outro lado do país. Dividida entre deixar a família que dada a sua condição não entende o sonho de Paula e entre partir em busca do seu sonho, a jovem promissora embarca numa aventura tanto dramática quanto cómica. O filme foi altamente aclamado, tendo comovido milhares de pessoas, chegando mesmo a ganhar uma versão norte-americana, considerada o Melhor Filme de 2021, “CODA”.




QUE MAL FIZ EU A DEUS? (2014)

Que Mal Fiz Eu a Deus
© 2014 – UGC Distribution

Que Mal Fiz Eu a Deus?” rapidamente se tornou num dos filmes com maior sucesso de bilheteira da história da França. Neste caso, a receita para o sucesso foi a forma como a longa-metragem recorreu ao humor para lidar com temas delicados como o preconceito social, a multiculturalidade e a expectativa das famílias. O filme segue a história de um casal típicamente francês e conservador. A sua maior desilusão ocorre quando as três filhas mais velhas se casam com homens de uma origem diferente. Uma elege um advogado argelino, a outra um judeu e a terceira, um japonês. A última esperança recai sobre a filha mais nova, Laure, que ainda está solteira. Porém, a desgraça chega quando esta decide casar com um africano. As piadas inteligentes e o humor refinado deste filme deram origem a mais duas sequelas, “Que Mal Fiz Eu a Deus Agora?” (2019) e “Que Mal Fizemos Todos a Deus?”, que estreia este mês nos cinemas portugueses.




UMA TURMA DIFÍCIL (2014)

Uma Turma Difícil
Photo by Guy Ferrandis | © Unifrance

A crítica apresentada pela Première a “Uma Turma Difícil” é a que melhor descreve a essência desta longa-metragem. Segundo a revista, o “filme diz alto e bom som que a escola pode fazer a diferença”. A prova disso é o facto de a sua história ser baseada num acontecimento verídico, o que ilustra o papel dos professores a preparar os jovens do futuro. Este drama comovente centra-se no desafio proposto a uma professora do liceu de preparar os seus alunos da turma considerada mais fraca e problemática para participarem no Concurso Nacional de Resistência e Deportação, sob o tema ‘Crianças e adolescentes no sistema de campos de concentração Nazi’. A rivalidade inicial entre professora e alunos rápidamente dará lugar a um mergulhar empenhado no projeto, culminando num processo transformador que levará todos às lágrimas.




A GAIOLA DOURADA  (2013)

A Gaiola Dourada
Photo by Julien Panié | © Zazi Films

Dadas as relações externas de Portugal, bem como a nossa história, a França é um dos países europeus em que podemos encontrar as maiores comunidades portuguesas. O filme “A Gaiola Dourada“, de Ruben Alves, nascido em Paris, mas com ascendência portuguesa, é uma ode divertida a todos os emigrantes que se viram obrigados a partir em busca de melhores condições de vida. A comédia segue a históra de Maria e José, um dócil e trabalhador casal português há muito fixado em Paris. Quando estes recebem uma casa de herança no seu país de origem, os amigos e patrões tudo farão para impedir que estes regressem a Portugal.




AMOR (2012)

Amor
© Les Films du Losange

O amor é, sem dúvida, a maior cura para todos os males. O afeto e o carinho podem restaurar o coração por mais desfeito que ele esteja. E é exatamente sobre o poder do amor que fala este filme de Michael Haneke. Quando Anne, uma octogenária, sofre um derrame que a deixa com partes do corpo paralisadas, a sua saúde começa a deteriorar-se de dia para dia. Consigo vive Georges, o grande amor da sua vida que promete cuidar dela, impedido que esta regresse ao hospital, custe o que custar. A bonita história de amor tornou-se num dos filmes de língua não inglesa mais premiados de sempre. Emmanuelle Riva, a atriz que dá vida a Anne, chegou mesmo a ficar registada na história como a artista mais velha a ser nomeada para o Óscar de Melhor Atriz.




NOME DE CÓDIGO: PAULETTE (2012)

Paulette
© Unifrance

“Nome de Código: Paulette” é uma divertida comédia que expõe uma situação bizarra, porém verídica. Paulette vê-se acumular em dívidas após a morte do marido e a falência do seu estabelecimento de restauração. Ao ver o cenário tornar-se insustentável, a idosa recorre ao traficante do seu bairro para pedir emprego no mundo da droga. Desesperada por dinheiro, a francesa inicia-se a vender canábis, mas quando as despesas aumentam, Paulette decide colocar a droga dentro dos bolos que confeciona. Rapidamente o seu método torna-se um sucesso que leva o traficante a desejar ainda mais dinheiro, pedindo à sua vendedora que distribua os seus doces na escola. Inconformada com a missão, a idosa recusa e vê-se envolvida na tarefa de salvar o seu neto das mãos dos criminosos. Por fim, o sucesso da sua venda de bolos leva Paulette a abrir um estabelecimento em Amesterdão, tornando-se uma emigrante, logo ela que era xenófoba.



DENTRO DE CASA (2012)

Dentro da Casa
© Unifrance

Quando um professor do liceu pede aos seus alunos que escrevam uma composição, os temas banais destas leva o pedagogo ao desespero. Porém, quando Claude, um dos seus melhores alunos entrega uma redação a expor momentos de voyeurismo para com outro colega, o entusiasmo do professor regressa com toda a força. Durante o decorrer das aulas, Claude continua a apresentar os seus escritos sobre os movimentos que acompanha na casa do seu colega. O aluno revela-se altamente manipulador e narcisista, o que confere ao drama um tom entusiasmante. Como resultado, o filme foi amplamente nomeado para vários prémios da indústria.




AMIGOS IMPROVÁVEIS (2011)

Amigos Improváveis
Photo by Thierry Valletoux – © 2011 – Gaumont – Quad

Com uma forte mensagem de aceitação, “Amigos Improváveis” é um filme que nos mostra que a amizade verdadeira não tem fronteiras. A história é baseada na vida de Philippe Pozzo di Borgo e segue o dia-a-dia de um tetraplégico que procura um cuidador para o acompanhar nas tarefas do seu quotidiano. Quando Driss se candidata ao lugar, a sua origem africana torna-se um entrave à sua aceitação. Porém, rapidamente o jovem quebra todos os tabus e devolve ao seu paciente a alegria de viver. Esta comédia dramática tornou-se no segundo maior sucesso de bilheteiras de França, sendo o filme francês mais visto no estrangeiro. A longa-metragem chegou mesmo a ser considerada a mais vista na União Europeia em 2012, ficando à frente de “Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2”.




O ARTISTA (2011)

O Artista
© 2011 The Weinstein Company

Há quase uma década que os filmes falados invadiram as grandes telas, mas o cinema mudo voltou a estar na boca do mundo quando em 2012 Michel Hazanavicius produziu “O Artista”. Uma ode aos anos 20 em que os filmes a preto e branco e sem falas davam ao origem aos maiores clássicos da atualidade, a longa-metragem de Hazanavicius centra-se em dois artistas e no percurso das suas carreiras aquando da transição do cinema mudo para o falado. Considerado um dos melhores filmes daquele ano, “O Artista” tornou-se o segundo filme francês a vencer o Óscar de Melhor Filme, enquanto o protagonista Jean Dujardin foi o primeiro francófono a receber o Óscar de Melhor Ator.




A CHAVE DE SARAH (2010)

A Chave de Sarah
© 2010 The Weinstein Company

A França foi, sem dúvida, um dos países mais afetados pela Segunda Guerra Mundial e pelas decisões políticas tomadas no decorrer do conflito armado. Por um longo período de tempo, o país chegou mesmo a pertencer aos alemães e a sediar campos de concentração, como é exemplo o de Drancy, perto de Paris. Este continua a ser um período negro na história do país franco que se tornou difícil de superar. “A Chave de Sarah” é um retrato da dor que continua presente na memória de todos os que vivenciaram o tempo em que Hitler se encontrava no poder. A longa-metragem acompanha Julia, uma jornalista que se interessa pela história de Sarah, uma jovem que experienciou a queda da França e a subida dos alemães ao poder. O papel principal é desempenhado por Kristin Scott Thomas que, por saber que os sogros por pouco escaparam à deportação, interpretou a sua personagem de forma pesada e comovente, chegando a receber uma nomeação ao César.




COCO AVANT CHANEL (2009)

Coco Avant Chanel
© Haut et Court

Coco Chanel desempenhou um papel deveras importante no mundo da moda. Considerada uma das pessoas mais importantes do século XX, a estilista foi a principal responsável pelos designs de alta costura que a posicionaram no pódio do império da moda. “Coco Avant Chanel” nada mais é que uma biografia que nos mostra o percurso da francesa desde a sua infância até ao apogeu da sua carreira. A longa-metragem mostra que olhar para Chanel é olhar para a liberdade da mulher moderna.




O MENINO NICOLAU (2009)

O Pequeno Nicolau
Photo by Thierry Valletoux | © Unifrance

As aventuras de “O Pequeno Nicolau” fez as delícias dos mais novos, nos anos 50 e 60, através dos contos publicados por René Goscinny e Jean-Jacques Sempé. Para comemorar os 50 anos do nascimento da amada personagem, Laurent Tirard produziu uma longa-metragem homónima. Trata-se de um filme em que o pequeno Nicolau pensa que a mãe vai ter outro filho, ficando assustado com a ideia de poder vir a ser ‘substituído’. Uma divertida e deliciosa comédia que promete deixar os espectadores com um sorriso de orelha a orelha.




O DIA DA SAIA (2008)

O Dia da Saia
© Unifrance

A meio de uma aula, a professora Sonia Bergerac descobre dentro da mala de um aluno uma arma de fogo. Quando tenta tirá-la, acaba por ferir o portador da pistola, perdendo por completo o controlo da situação. A certa altura, a docente chega mesmo a fazer reféns os seus alunos e a única exigência feita aos negociadores é que a escola instaure um dia em que as raparigas possam usar saia sem que sejam mal-vistas. Quando a professora é morta pela polícia, todos os seus alunos, independentemente do género, assistem ao seu funeral de saia. A comovente história transpôs a iniciativa para a realidade, uma vez que uma escola de Cascais chegou mesmo a instaurar um dia em que todos os alunos e membros do corpo docente usaram saia para incentivar a tolerância.




LA VIE EN ROSE (2007)

La Vie en Rose
© Unifrance

Edith Piaf é uma das mais ilustres cantoras que a França já conheceu. Popularmente conhecida pelas suas canções dramáticas, as suas letras baseavam-se nos trágicos acontecimentos que marcaram a sua curta vida. É exatamente esse percurso doloroso que é exposto em “La Vie en Rose”, numa homenagem à ‘Môme’, como foi carinhosamente apelidada. O título da longa-metragem é também o título de uma das músicas que imortalizou Piaf. O papel da cantora foi interpretado por Marion Cotillard, que se tornou a terceira atriz francesa a receber um Óscar de Melhor Atriz.

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