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Avatar: Frontiers of Pandora, a Crítica | O fantástico mundo (interativo) de James Cameron

“Avatar: Frontiers of Pandora” é o novo jogo sobre o incrível mundo criado por James Cameron. Será melhor que o anterior?

James Cameron é um dos melhores realizadores de sempre (e um dos mais lucrativos). Do seu génio saíram filmes como “Exterminador Implacável” e “Titanic” qualquer um deles com um lugar reservado na história mundial do cinema.

Mas de toda a sua filmografia há um filme que iniciou um dos melhores universos de sempre – “Avatar” (2009). Um sublime filme de ficção científica que mostrou, uma vez mais, a sede do Homem pela conquista com as problemáticas questões do colonialismo em grande destaque. O Homem chega, quer uma matéria prima muito valiosa do planeta, e destrói o que for preciso para a obter, até os habitantes nativos, os Na’vi.

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A história de James Cameron conquistou todo o mundo e é ainda hoje o filme mais lucrativo de sempre, com quase 3 mil milhões de dólares na bilheteira. É de salientar que este feito só foi possível depois do relançamento do filme nas salas de cinema, de forma a antecipar a chegada de “Avatar: O Caminho da Água”. Segundo o projeto de James Cameron para a saga, ainda faltam vários filmes para serem realizados e que se deverão prolongar até 2030.

Porém antes da chegada do terceiro filme, há um novo capítulo na história da saga, desta vez na área do gaming, não é o primeiro jogo deste universo. No mesmo ano em que saiu o primeiro filme, saiu também um jogo, “Avatar: The Game”, que segue os acontecimentos que antecederam o filme. Lançado na PlayStation 3, Xbox 360, PC, Wii, Nintendo DS e PSP (PlayStation Portable), o jogo contou também com as vozes dos protagonistas do filme – Sigourney Weaver, Stephen Lang, Michelle Rodriguez e Giovanni Ribisi.

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Apesar de ser uma adaptação de um dos filmes mais populares de sempre, e ter sido lançado na mesma altura, as críticas não foram muito favoráveis em relação do jogo, com a maioria dos sites especializados a atribuírem 5 em 10 pontos possíveis. Por exemplo, a IGN critica severamente a jogabilidade, “a jogabilidade precisa de mais trabalho. Controlos frouxos, combate corpo a corpo de má qualidade, fraca conceção de missões e uma câmara instável tornam a experiência menos agradável.”

Agora, 14 anos depois do lançamento do primeiro jogo, chega “Avatar: Frontiers of Pandora”, também da Ubisoft. Disponível para a PlayStation 5, Xbox Series S|X e PC, o novo jogo traz novamente o mundo de Pandora ao gaming, com gráficos incríveis e uma atmosfera que nos transporta diretamente para este universo.

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Nos trailers publicados parece que estamos perante um jogo de alto nível, pronto para fazer as delícias aos jogadores, sobretudo a quem é fã da saga. Mas será que o jogo supera os problemas do anterior?




A NOVA AVENTURA EM PANDORA

Avatar Frontiers of Pandora PlayStation 5 Xbox One PC Windows critica review analise
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A começar pelo mais óbvio, os gráficos. O jogo teve a “sorte” de sair numa altura em que a tecnologia é muito mais avançada do que em 2010 e as consolas são muito mais poderosas, com destaque para a PlayStation 5. Por isso, tem todo o potencial para ser um tremendo jogo no que compete aos gráficos.

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E assim o é. Experimentamos o jogo numa PlayStation 5, e os gráficos, sejam eles em jogo corrido ou em cutscenes, são “deliciosos”. Detalhes impressionantes tendo em conta a incrível e vasta fauna que Pandora tem. Nada ficou para trás. As cores vibrantes que o filme nos habitou também estão presentes e aqui a experiência pode ser ainda melhor, conforme a televisão que cada um utilize.




De seguida, o problema que assombrou o primeiro jogo não se coloca em “Avatar: Frontiers of Pandora”. A Ubisoft aprendeu com os erros e, graças à grande inspiração de “Far Cry”, onde foram buscar grande parte da mecânica, inclusive, a perspetiva na primeira pessoa irá certamente relembrar alguns jogadores. Uma câmara estável e movimentos suaves da personagem, tornam logo a experiência muito mais interessante.

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E para relembrar quão altos são os Na’vi, sempre que a nossa personagem passa junto a uma parede, coloca a mão junto da mesmo, que nos dá uma diferente perspetiva sobre o resto do ambiente e torna a experiência ainda mais imersiva.

Aliados à jogabilidade, há vários aspetos do jogo que tornam a experiência muito mais enriquecedora para todo o tipo de jogadores. Ou seja, para quem quer explorar, terá um vasto mapa para descobrir novos animais e novas plantas. Ao ativar o sentido Na’vi, podemos obter várias informações sobre o ecossistema em que estamos inseridos, que conforme o nosso progresso, é guardado no menu para recordarmos e/ou revisitarmos mais tarde cada uma das nossas descobertas. Sobre o combate, não foge muito do que nos habituamos na saga “Far Cry” (e ainda bem).

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Simples e eficaz é sempre um bom plano e foi isso que aconteceu em “Avatar: Frontiers of Pandora”. A Ubisoft não inventou e criou combates que necessitam alguma técnica mas sem exagerar ao ponto de se tornar absurdo.

O ENQUADRAMENTO NA SAGA




Por fim, a história. O jogo desenrola-se sensivelmente após os acontecimentos do primeiro filme mas sem chegar ao mundo aquático que vemos em “Avatar: O Caminho da Água”.

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A nossa personagem é um jovem Na’vi raptado pelo Povo do Céu (Homem) para se tornar numa máquina de guerra. No entanto, o plano de Mercer, o vilão do jogo, vai por água abaixo, depois de “um tal Jake Sully” se virar contra os humanos. No meio da confusão, e para se salvarem, a nossa personagem e outros jovens Na’vi são postos em camas de hibernação, ficando lá por 16 anos.

Quando acordamos, a guerra continua e o Povo do Céu não desiste de Pandora. Aos poucos começamos a reconectar-nos com as raízes nativas, descobrimos qual é o nosso clã e mostramos o que valemos em conflito. Uma história bem concebida que não interfere nem prejudica a linha temporal dos filmes. Quem é fã da saga, só terá a ganhar em experimentar o jogo.

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“Avatar: Frontiers of Pandora” é uma lufada de ar fresco depois do desapontamento que a Ubisoft deixou com o último jogo sobre o incrível mundo criado por James Cameron. Divertido e imersivo o grande ponto forte do jogo são os gráficos, que valem uma experiência única para quem sempre desejou entrar em Pandora.

Já experimentaste?

  • JOGABILIDADE - 90
  • GRÁFICOS - 90
  • NARRATIVA - 80
  • SOM - 80
85

Conclusão:

“Avatar: Frontiers of Pandora” é uma lufada de ar fresco depois do desapontamento que a Ubisoft deixou com o último jogo sobre o incrível mundo criado por James Cameron. Divertido e imersivo o grande ponto forte do jogo são os gráficos, que valem uma experiência única para quem sempre desejou entrar em Pandora.

Pros

  • Mundo altamente imersivo;
  • Boas mecânicas de combate;
  • Missões interessantes;

Cons

  • Banda Sonora;
  • Mais ligações com os filmes;
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