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TOP MHD | As Melhores Séries de 2021

Como já é tradição, a equipa da MHD reuniu-se para eleger as melhores séries de 2021. Um ano que se provou bastante competitivo, marcado principalmente pela afirmação dos super-heróis neste formato.

2021 foi o ano em que os super-heróis se afirmaram no pequeno ecrã, dominando crítica e prémios. Como tal, o nosso top das melhores séries de 2021 não poderia deixar de fora as apostas da Marvel, que parecem ter conquistado o mundo. “WandaVision” inaugurou o desfile com o selo da Disney+, o qual terminou há poucos dias com o sexto e último episódio de “Hawkeye“. Aliás, ao final de pouco mais de um ano, a Disney+ parece estar a dominar o cenário do streaming em Portugal.

Marvel Studios Disney Plus
©2021 Marvel Studios

Contudo, a Netflix não se dá por vencida e guardou alguns dos trunfos para o final do ano, como a segunda temporada de “The Witcher” ou o novo capítulo de “Cobra Kai”. Mas todos sabemos que a série que dominou o gigante do streaming (ou que pelo menos andou nas bocas do mundo) foi “Squid Game”, o original sul coreano que não deixou ninguém indiferente. Não menos relevante (talvez apenas um pouco mais discreta), temos a HBO Portugal que continua a lançar conteúdos com extrema qualidade, embora, por vezes, não tanto para as massas, como a concorrência. Falamos de séries como “Succession”, “Scenes from a Marriage”, “Mare of Easttown“, ou até mesmo “The Great”, as quais nem todas foram incluídas neste top, mas que não deixam de merecer menções honrosas.

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De igual forma, também a Apple TV+ teve um lugar na nossa lista das melhores séries de 2021, com destaque para a vencedora de sete Emmy, “Ted Lasso”, para a segunda temporada da brilhante “The Morning Show”, e para o ambicioso drama de ficção científica “Foundation“. No entanto, este top é composto por apenas dez séries – descobre-as ao longo dos próximos slides:




10. THE WITCHER – TEMPORADA 2

the witcher
Cr. Jay Maidment/NETFLIX © 2021

É uma das últimas estreias de 2021 (a segunda temporada entenda-se), mas depois de dois anos, “The Witcher” volta tão bom como antes. Com novos episódios que se deixam ficar bem marcados na memória dos fãs, a nova temporada não desilude e apresenta-se à altura do desafio de manter este ‘reino de fantasia’ protagonizado por Henry Cavill como Geralt of Rivia.

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Um dos pontos para ajudar a que “The Witcher” se destaque é que a série finalmente converge numa única timeline, levando a que as audiências a acompanhem de forma mais ‘descontraída’, mas sem por isso esquecer o que aconteceu no passado. Mas convenhamos, para além deste plus na narrativa, a série original da Netflix volta a cativar-nos pelo próprio Cavill. O actor, que nunca se inibiu de mostrar o entusiasmo que tem em interpretar esta personagem, leva novamente consigo o coração de “The Witcher”, conferindo novas camadas de profundidade a Geralt, e ‘desenvolvendo-o’ de um modo que os fãs não ficarão desapontados.

Para além disso a inclusão de novos Witchers, a desenvoltura atribuída a Ciri e o reaparecimento de Jaskier, são alguns dos momentos que mudam o rumo da temporada, e que lhe conferem ‘uma nova vida’. Estes desenvolvimentos são factores decisivos para que se coloque “The Witcher” neste top mas é mesmo o desenvolvimento de Geralt of Rivia, enquanto figura paterna, que faz a segunda temporada atingir o nível que consegue; uma temporada que conseguiu equilibrar de forma exímia a aventura, a fantasia, a acção e a relação humana.

– Marta Kong Nunes




9. SCENES FROM A MARRIAGE

Hagai Levi
Jessica Chastain e Oscar Isaac em “Scenes from a Marriage” © HBO

“Scenes From a Marriage” traz-nos magníficas performances de Oscar Isaac e Jessica Chastain, representando duas personagens envoltas numa relação sem final feliz à vista. Inspirada na obra homónima de Ingmar Bergman, esta adaptação norte-americana do clássico sueco da década de 1970, captura com grande vivacidade a mensagem e entretenimento do seu aclamado predecessor.

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Repleta de momentos de grande tensão, e paixão, entre o casal, a história da minissérie leva-nos por cenas bem reais do que é viver uma relação à beira do colapso, exibindo momentos de extrema conexão química entre os protagonistas, a instantes de extrema violência psicológica e até física.

Hagai Levi, o cineasta responsável por projectos como “Terapia” e “The Affair”, presenteia-nos com uma realização impecável, guiando-nos com fidelidade por entre os altos e baixos da relação entre Jonathan e Mira. Há muito a dizer sobre esta grande minissérie da HBO Portugal, mas o facto de ter conquistado um lugar no nosso TOP das melhores séries de 2021, num ano repleto de concorrência de peso, é certamente o suficiente para assegurar a sua capacidade de entreter os espectadores.

– João Fernandes




8. SEX EDUCATION – TEMPORADA 3

sex education t3 mapa das séries setembro 2021
©NETFLIX 2021

Irreverente e rebelde como um adolescente no pico da idade, assim continua “Sex Education” da Netflix após três temporadas. O sucesso desta série sempre assentou no seu lado atrevido, como um convite para conhecermos as realidades que continuam a ser tabu na nossa sociedade e explorarmos os nossos desejos mais íntimos sem receios, personificados no já conhecido grupo de estudantes da Escola Secundária de Moordale.

Parece estranho, mas aqui tudo acontece, ou talvez já nos tenhamos esquecido dos dramas da nossa juventude e precisávamos desta produção para relembrar todas as dúvidas que um dia tivemos acerca de quem somos e para onde vamos, em todos os seus sentidos. Aqui nenhum assunto é motivo de constrangimento e continua neste caminho, numa narrativa que apesar de por vezes repetitiva, continua a funcionar ao longo dos já 24 episódios exibidos.

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Criada por Laurie Nunn, nesta temporada tivemos plot twists interessantes, que deram o mote para alguns dos seus momentos mais altos, onde continuamos a acompanhar a vida de Otis (Asa Butterfield), que desta feita procura uma aventura fugaz em vez de um amor para sempre, depois de (acidentalmente) ter sido rejeitado pela sua paixão, a louca, rebelde, mas também sensível Maeve (Emma Mackey). Eric (Ncuti Gatwa) continua a explorar cada vez mais aquilo que a sexualidade significa para ele, com ou sem Adam (Connor Swindells) à vista e no meio de todas estas hormonas, a nova Diretora Hope não dá esperança a este grupo de jovens tentando a todo o custo tornar a escola tão castradora e aborrecida como um colégio religioso. Claro que isto tem tudo para dar errado e no meio de tantas aventuras e momentos que podiam noutro formato parecer demasiado forçados, aqui fazem-nos sentir cada vez mais próximos destes adolescentes que no fundo, só querem ser felizes. Ideal para ver, rever e proporcionar vários momentos divertidamente inesperados.

– Filipa Carvalho




7. MIDNIGHT MASS

Midnight Mass
NETFLIX © 2021

A mais recente obra de Mike Flanagan para a Netflix conta-nos uma história que vai para além do terror psicológico a que nos tem habituado e faz-nos questionar como a vida e a morte poderão andar tantas vezes de mãos dadas. “Midnight Mass” desenrola-se numa pequena comunidade isolada do mundo onde todos se conhecem e vivem de forma pacata e humilde, até que a chegada do Padre Paul (Hamish Linklater) muda o rumo de todos para sempre. Para além disso, Riley (Zach Gilford) parece estar de volta também, depois de um passado sombrio que faz com que o seu caminho e do novo habitante da pequena ilha se cruzem.

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Os ingredientes para uma boa dose de mistério e terror estão todos presentes nesta série, que continua também a trazer-nos alguns dos atores regulares que já vimos anteriormente brilhar na saga “A Maldição” (“The Hauting”). Apesar desta se distanciar das anteriores, uma coisa é constante: o suspense e a tensão presentes em cada produção de Flanagan cativam a audiência a cada episódio, juntamente com a originalidade e a dose certa de horror na narrativa.

A reflexão que nos é permitida fazer perante o desenrolar da história faz-nos acreditar que muitas vezes, o verdadeiro monstro não vive numa criatura mitológica qualquer, mas sim, em cada um de nós e nos pecados que decidimos cometer. O poder infinito vem sempre com consequências desastrosas para o rumo da humanidade e ninguém está a salvo nesta ilha, na derradeira guerra entre os conflitos internos e o inimigo externo que alicia os demónios que vivem dentro de cada um dos seus habitantes. “Midnight Mass” foi mais uma excelente surpresa por parte do seu criador e por isso mesmo, merece o devido destaque nesta lista de Melhores Séries de 2021.

– Filipa Carvalho




6. GET BACK

melhores séries 2021
© Disney+

O processo do artista é um assunto tão misterioso quanto banal. Entre a inspiração divina e a metodologia trabalhosa, ele é deus e é ser humano em simultâneo. Assim são os Beatles retratados naquele que deve ser o documentário televisivo de 2021. O feito é autoria de Peter Jackson que construiu o seu “Get Back” através de horas e horas de gravação visual e sonora que os Fab Four protagonizaram em janeiro de 1969. Foi ocasião criativa, o compor de um novo álbum que haveria de ser o seu último enquanto banda. O filme resultante é tão majestoso como o “Let It Be” que surgiu nesse mês de ensaios.

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Trata-se de um projeto de proporções épicas que ultrapassa as 7 horas em três partes com duração de maratona. Para quem tenha pouca paciência, é provável que a monumentalidade esmague antes de o fim chegar. Contudo, louvam-se os que persistem e chegam a uma conclusão triunfal. Para rematar o último episódio, Jackson reconstituiu o concerto no terraço da Apple Cords em Saville Row. Vê-se o evento histórico em tempo real, saboreia-se o esplendor da música e a excitação do impulso. A montagem à la Mondrian com seus split-screens só salienta energia, a multiplicidade de perspetivas, o fulgor de quem canta e de quem vê.

No entanto, apesar de toda a grandiosidade e do génio, são os momentos mais pequenos que revelam o verdadeiro valor desta épica minissérie. Falamos das improvisações de Paul McCartney enquanto os seus colegas bocejam de tédio. É contraste tonal dos músicos compondo suas obras-primas enquanto as namoradas, também elas artistas, jogam Sudoku no primeiro plano da imagem. É a dor de cabeça que devém da qualidade visual, 16 mm expandidos agora num digital polido. Trata-se da mesquinhez de personalidades fortes em conflito, da minúcia com que as câmaras capturam a interseção do quotidiano com o transcendente, o erro e o triunfo.

– Cláudio Alves




5. TED LASSO – TEMPORADA 2

Apple TV Plus Emmys 2021
© Apple TV+

“Ted Lasso” tinha tudo para não ter resultado tão estupendamente bem. Contudo, esta criação da Apple TV é a prova viva de que um bom argumento faz toda a diferença. Protagonizada por Jason Sudeikis, a série baseia-se num sketch da NBC Sports  – “An American Coach in London” –  acerca de um treinador de futebol americano que se vê, do dia para a noite, a treinar uma equipa de futebol europeu, mais especificamente britânica, sem qualquer conhecimento acerca do desporto.

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A partir de uma ideia simples surgiu, para surpresa de todos, um enorme sucesso junto da crítica e do público, e que depressa elevou a recente plataforma de streaming da Apple a um novo estatuto competitivo. É que “Ted Lasso” não precisa que sejamos fãs de desporto, nem perto disso. Recorrendo a imensos lugares comuns acerca do choque cultural entre ingleses e americanos, a série é capaz de investir em desenvolvimento de personagens com mestria e muito, muito coração.

Desde logo, “Ted Lasso” faz-nos querer acreditar num mundo mais solidário, belo, e no qual existe muita manobra para melhoramento pessoal. Por muito humanas que as personagens sejam, não são de todo perfeitas, algo que se torna mais evidente nesta segunda temporada, tão engraçada quanto a primeira mas bastante mais investida na criação de personalidades ricas e tudo menos unidimensionais.

– Maggie Silva



4. LOKI

MHD Loki Variant 1
©2021 Marvel Studios

Dentro da MCU, e até das novas séries do ano, “Loki” destaca-se porque trouxe à ribalta um vilão e não um herói. Distanciando-se desde logo das outras produções por esse prisma, a série conseguiu desenvolver uma personagem secundária como nenhuma outra, assim como torná-la parte de algo maior – neste caso enquadrá-la de forma perfeita dentro do universo de filmes da Marvel.

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A série Marvel/Disney+ mostrou-se não só intrigante, desde o primeiro episódio, como também palco para acertados momentos de comédia, com Tom Hiddleston uma vez mais a mostrar porque é que a aposta a solo na sua personagem se justifica. Com uma narrativa que deu espaço para abordar os sentimentos mais complexos da personagem, foi também possível encontrar em “Loki” alguns dos melhores monólogos do Deus da Mentira, e ver o protagonista a crescer de uma forma ‘humana’ (ainda que ele seja um deus…).

“Loki” expandiu-se para lá da história de uma só personagem, não deixando de ter o seu próximo charme para enaltecer uma produção que poderia ter ficado perdida pela complexidade do enredo. É uma série que se destacou não apenas por nos presentear com um toque de magia do cinema, mas também pela maravilhosa cinematografia apresentada.

– Marta Kong Nunes




3. SQUID GAME

squid game
Cr. Noh Juhan | © Netflix

A série sul coreana, ou k-drama, “Squid Game” ocupa o terceiro lugar do nosso top das melhores séries de 2021. A série que andou nas bocas do mundo e que, muito provavelmente, chegou aos quatro cantos do planeta foi uma das mais vista da Netflix, tendo feito história por ser a primeira oriunda da Coreia do Sul.

“Squid Game” foi também o primeiro conteúdo k-drama a alcançar sucesso para além dos fãs de k-pop, talvez pela premissa da série e promessa de cenas suscetíveis de ferir a sensibilidade dos espetadores. O drama acompanha um grupo de pessoas que jogam uma série de jogos de infância para receberem dinheiro, simples, não?. No entanto, nada em “Squid Game” é assim tão simples, começando com o que acontece aos concorrentes que são eliminados, à ganância que se sobrepõe a valores que nos incutiram.

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A série agarra-nos pelas suas personagens, que episódio a episódio estabelecem uma ligação connosco, mas tira uma página de “Game of Thrones” ao percebermos que ninguém está a salvo. Mas também mostra a realidade da Coreia do Sul, pura e dura, um país que parece ser tão diferente, mas que tem os mesmos problemas que os outros Resta-nos agora esperar pela já confirmada segunda temporada e ponderar a pergunta: “aceitavas jogar?”.

– Ana Carvalho




2. IT’S A SIN

© RED Production Company _ all3media international

O Homem vs. o desconhecido, um dos capítulos mais recorrentes da nossa História. Se pensarmos bem, o que diferencia o medo pelo desconhecido na década de 80, do pânico que nos aterroriza agora? Praticamente nada, aliás existem várias cenas de “It’s a Sin” demasiado familiares, basta trocarmos o nome ao vírus. E, mais grave ainda, é que mais de 40 anos separam as duas crises, o que diz muito sobre a nossa evolução.

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Com um elenco fantástico liderado por Olly Alexander, Nathaniel Curtis e Lydia West, “It’s a Sin” acompanha um grupo de jovens ao longo da década de 80, cuja amizade evoluiu em paralelo com a crise do VIH. O drama é da autoria de Russell T. Davies, que em 2020 já nos tinha trazido a igualmente brilhante “Years and Years“, que também contava com West no elenco. Como já era de esperar, T. Davies continua sem qualquer medo ou pudor em pôr o dedo diretamente na ferida e expor as fragilidades do ser humano. Fá-lo através de cada uma das personagens, o ponto forte da série.

Desengana-te se pensas que “It’s a Sin” é apenas sobre SIDA ou “mais” um drama sobre a homossexualidade. É uma história de amor, amizade, de dor, de perdas, mas acima de tudo, como referimos, é principalmente sobre o terror que se impõe sobre o ser humano perante o desconhecido. É uma série que merece ser vista, digerida e sobretudo pensada, ou não estaria no nosso top das melhores séries de 2021.

– Inês Serra




1. WANDAVISION

WandaVision 2021
©2021 Marvel Studios

Iniciou a saga de séries da Marvel Studios na Disney+, foi uma das primeiras da temporada de 2021 e sem dúvida a melhor. “WandaVision” consagra-se como a melhor série não por ser focada em super-heróis, ou vir da MCU, mas por ser uma história de relações humanas, de introspecção e de como lidar com a dor. E para além disso, foi uma bela homenagem à história da televisão com várias alusões a séries que deixaram a sua marca.

Numa série de super-heróis que apela muito mais ao sentimento do que à acção (afinal de contas há muito mais a retirar da história sobre a humanidade do que propriamente do universo Marvel), temos sem dúvida que realçar que “WandaVision” nos trouxe algumas das melhores performances a nível individual do ano. Se Elizabeth Olsen e Paul Bettany voltaram aos seus papéis de Wanda e Vision e estiveram perfeitos, nada nos faria esperar que Kathryn Hahn brilhasse como antagonista nesta mini-série Marvel Studios/Disney+.

“WandaVision” não foi uma história Marvel no seu core, foi sim uma história de duas pessoas numa relação, perdidamente apaixonadas, e que se perderam numa tragédia. Não é uma série de origem, ou um filme de acção dividido em vários partes. É uma série de luto, uma ode às relações, sejam elas de família ou de amor, e uma série com o propósito de nos encontrarmos.

– Marta Kong Nunes

 

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