"Pieces of a Woman" © Netflix / "Estados Unidos vs. Billie Holliday" © Hulu / "Nomadland" © Starlight Pictures / "Ma Rainey: A Mãe do Blues" © Netflix / "Uma Miúda com Potencial" © Focus Features

E o Óscar 2021 de Melhor Atriz vai para?

Na 93ª edição dos Óscares não há nenhuma favorita ao Óscar de Melhor Atriz. Fazemos a nossa previsão à corrida mais incerta dos últimos anos.

Frances McDormand, Vanessa Kirby, Viola Davis, Carey Mulligan e Andra Day são as nomeadas aos Óscares 2021 na categoria de Melhor Atriz, mas ninguém sabe qual a favorita. Quem diz ter a previsão para este ano na categoria está simplesmente a mentir. Nunca vimos uma corrida ao Óscar de Melhor Atriz tão instável e ambígua. Nem mesmo quando Olivia Colman derrotou Glenn Close nos Óscares 2018, com a sua interpretação da Rainha Ana de Inglaterra, a corrida foi tão renhida. Aliás, essas duas atrizes eram apontadas como as favoritas, ao contrário deste ano onde ninguém se destaca.

Das atrizes nomeadas para a 93ª edição dos Óscares encontramos duas que já têm uma ou mais estatuetas douradas em casa. Frances McDormand é a protagonista do filme “Nomadland – Sobreviver na América” de Chloé Zhao, favorito aos Óscares 2021 nas categorias de Melhor Filme, Melhor Realizador e Melhor Fotografia. A atriz já venceu o Óscar nesta categoria com “Fargo” em 1997 e mais recentemente com o pouco marcante “Três Cartazes à Beira da Estrada”, em 2018. Por sua vez, Viola Davis venceu o Óscar em 2017 como Melhor Atriz Secundária no filme “Vedações” e curiosamente volta a estar nomeada por uma adaptação cinematográfica de uma peça teatral de August Wilson, a quem os cineastas norte-americanos negros devem imenso.

Óscares 2021
“Pieces of a Woman” © Netflix / “Estados Unidos vs. Billie Holliday” © Hulu / “Nomadland” © Starlight Pictures / “Ma Rainey: A Mãe do Blues” © Netflix / “Uma Miúda com Potencial” © Focus Features

Carey Mulligan é uma repetente neste caminho para os Óscares, mas a sua primeira nomeação aconteceu em 2010, na obra de “Uma Outra Educação” de Lone Scherfig. Vanessa Kirby e Andra Day são as únicas atrizes do lote nomeadas pela primeira vez, e curiosamente as únicas pessoas nomeadas pelos seus respetivos filmes “Pieces of a Woman” e “Estados Unidos vs. Billie Holliday“. Não obstante a falta de reconhecimento da equipa técnica das suas obras, não será impossível subirem ao palco dos Óscares, tendo em conta as suas transformações exigentes e com uma mensagem necessária aos dias de hoje.

Felizmente este ano, a Academia celebra performances de mulheres lutadoras, que se fazem respeitar socialmente ou que procuram viver à sua maneira, livres de preconceitos e dogmas machistas e raciais. Cada um dos filmes nomeados ao Óscar 2021 de Melhor Atriz abre espaço para um futuro mais risonho para atrizes, que em nada vivem na sombra dos seus colegas homens e conseguem carregar os seus filmes às costas.

A incerteza na categoria estará porventura relacionada com os efeitos da pandemia COVID-19. Tendo em conta que maioria dos filmes destas atrizes estrearam nos EUA em streaming ou em plataformas de videon-on-demand não houve oportunidade para desfiles e discussões cinematográficas em pós-sessões e poucos foram os aplausos ou ovações de pé, uma situação rara ao que aconteceu no ano passado com Renée Zellweger após a estreia de “Judy” no Festival Internacional de Cinema de Toronto. Na edição dos Óscares 2020, e ao longo de toda a temporada, foi Renée Zellweger quem arrecadou mais prémios. Talvez a presença de duas personagens reais do mundo da música, interpretadas por Andra Day e Viola Davis seja um indicador de que a Academia voltará a repetir o seu fanatismo por biografias.

Aquilo que apresentamos a seguir é simplesmente uma ideia do que poderá acontecer na cerimónia dos Óscares 2021. Faremos um apanhado dos galardões que Viola Davis, Vanessa Kirby, Andra Day, Frances McDormand e Carey Mulligan venceram ou foram nomeadas e tentaremos perceber quem está à frente nesta díficil escolha.

Viola Davis, “Ma Rainey: A Mãe do Blues”

Há quatro anos atrás, como dizemos antes Viola Davis arrecadou o Óscar de Melhor Atriz Secundária pelo filme “Vedações“. Apesar da sua personagem ser principal na obra realizada por Denzel Washington, os estúdios Paramount fizeram campanha para a categoria de Melhor Atriz Secundária, uma vez que poderia ter mais chances de vencer, algo que acabou por acontecer. Este ano volta a estar na corrida, mas ao Óscar de Melhor Atriz, por dar vida uma heroína do universo de August Wilson, a cantora do blues Gertrude “Ma” Rainey, onde se transfigura por completo e sem que a reconheçamos. Para além de ter engordado para o filme – teve que pesar mais de 90 quilos para se aproximar aos 135 quilos da personagem real -, Viola Davis oferece um dos papéis mais peculiares da sua carreira, longe da mulher que habitualmente tem o rosto lavado em lágrimas.

Em “Ma Rainey: A Mãe do Blues”, realizado por George C. Wolfe, Viola Davis tem pouco tempo de ecrã em comparação com o seu co-protagonista Chadwick Boseman, favorito ao Óscar de Melhor Ator, no entanto não fica a mercê da personagem masculina. Recheada de maquilhagem, glamour e muitas curvas, Viola Davis representa a Ma Rainey que se soube impor às diferenças raciais e sociais através da música. É o recuperar definitivo de uma mulher apanhada da história.

Amada pelos seus colegas de profissão, na última edição dos SAG Awards, onde arrecadou o prémio de Melhor Atriz, Viola Davis é considerada a aposta mais segura para muitos nesta corrida ao Óscar. Vencedora do prémio Tributo dos IFP Gotham Awards, do prémio Palm Spring International Film Festival, Viola Davis está ainda nomeada aos Spirit Awards que serão entregues no próximo dia 24 de abril, e foi nomeada ao Globo de Ouro de Melhor Atriz Drama e ao Critics Choice Award. Recordemos, no entanto, que a sua vitória dos SAG Awards em 2012 pelo filme “As Serviçais”, resultou numa derrota do Óscar, entregue a Meryl Streep.

Só não é a certa a sua vitória porque o seu filme não está nomeado à categoria principal, nem sequer ao Óscar de Melhor Argumento Adaptado. No entanto, poderá beneficiar da corrida ao Óscar de Chadwick Boseman, e permitir que a Academia entregue pela segunda vez a estatueta dourada a uma mulher de cor. Seria também a primeira vez que dois atores afro-americanos venceriam o Óscar de Melhor Ator e Melhor Atriz pelo mesmo filme. A última vez que dois atores venceram Melhor Ator e Melhor Atriz pelo mesmo filme foi há mais de 20 anos – falamos de Jack Nicholson e Helen Hunt por “Melhor É Impossível” (James L. Brooks, 1997).

Viola Davis é a atriz negra mais nomeada de sempre aos Óscares, com 4 nomeações: Melhor Atriz Secundária por “A Dúvida” em 2009; Melhor Atriz por “As Serviçais” em 2012; Melhor Atriz Secundária por “Vedações” em 2017 e esta última por Melhor Atriz.

Vanessa Kirby, “Pieces of a Woman”

Vanessa Kirby é mais conhecida pela sua participação na série “The Crown“, onde deu vida à jovem princesa Margaret nas duas primeiras temporadas. Em “Pieces of a Woman” volta a oferecer uma interpretação que se conecta rapidamente com a audiência, mas desta vez dando vida a Martha, uma mulher comum cujo nascimento do seu filho em casa resulta numa enorme perda e acaba por arrastá-la para uma espiral de sofrimento. A performance de Vanessa Kirby é uma tour de force sem paralelo, sobretudo desde o primeiro ao último minuto do plano sequência inicial de 30 minutos, um momento tenso e emotivo foram do comum para o recente cinema americano.

Com os ingredientes que costumam ser admirados pelos votantes da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, a interpretação de Vanessa Kirby em “Pieces of a Woman” deixa-nos presos ao ecrã na sua tormentosa dor. Além disso, a atriz prova ser multifacetada, ora por mostrar-se uma mulher calma, outras vezes por representar uma mulher fria, furiosa para com a sua própria mãe (interpretada por Ellen Burstyn), e que explode emocionalmente em frente daqueles que mais a amam.

Vanessa Kirby é estreante na corrida aos Óscares e a única pessoa nomeada por “Pieces of a Woman” e temos quase toda a certeza que o filme só não teve maior destaque na temporada de prémios 2020/2021 pelas acusações de violência doméstica de FKA Twigs contra o Shia LaBeouf (a Netflix retirou mesmo o seu nome da campanha para as estatuetas). Com sorte, Kirby conseguiu integrar o lote de atrizes nomeadas, embora seja aquela que está mais distante na casa de apostas para uma vitória.

No entanto, não poderemos esquecer que arrecadou a Copa Volpi no Festival Internacional de Cinema de Veneza em 2020, algo que aconteceu com outras vencedoras dos Óscares dos últimos anos como Emma Stone em “La La Land: Melodia de Amor” e Olivia Colman em “A Favorita”. Vanessa Kirby foi nomeada ao BAFTA, ao Globo de Ouro de Melhor Atriz de Drama e ao SAG, mas perdeu-os a todos.

Andra Day, “Estados Unidos vs. Billie Holiday”

Por falar em estreias de atrizes nos Óscares, não poderemos deixar de mencionar Andra Day, com a interpretação mais potente deste grupo embora num dos filmes mais desapontantes do ano. Fracassado em termos de montagem e realização, “Estados Unidos vs. Billie Holiday” só consegue ser sustentado ao longo das suas duas horas de duração pela transformação de Andra Day como a cantora real do blues Billie Holiday. Ironicamente, o seu apelido artístico “Day” foi retirado diretamente do apelido de Holiday, e a imitação da voz e canto de Billie Holiday é realmente surpreendente. Acima, a atriz interpreta a canção mais chocante da história do século XX dos EUA “Strange Fruit”, uma denúncia ao linchamento de pessoas pretas nas ruas e com fortes dialética com o que se tem passado nos últimos meses, com o ressurgimento de movimentos como o “Black Lives Matter”.

Para o papel Andra Day usou lentes de contacto e perdeu quase 18 quilos para transmitir a fragilidade de Billie Holiday, uma alcoólica e toxicodependente. Além disso, a atriz referiu muitas vezes em entrevistas que ao finalizar o seu trabalho passou por momentos difíceis de recuperação, uma vez que a prestação exigiu muito de si, quer a nível físico como a nível emocional. “Estados Unidos vs. Billie Holiday” perde-se na forma complicada como lida com os eventos sociais e a dificuldade em entender a força que Holiday teve na comunidade e nas transformações políticas da sua época.

Com Andra Day a juntar-se a Viola Davis na corrida ao Óscar de Melhor Atriz, esta é apenas a segunda vez em que duas mulheres negras foram nomeadas no mesmo ano na respetiva categoria. A primeira vez que aconteceu foi na edição dos prémios da Academia de 1973 (há mais de 48 anos!) quando Cicely Tyson e Diana Ross (também como Billie Holiday) concorreram ao Óscar. Andra Day tem a vantagem de ter ganho o Globo de Ouro de Melhor Atriz de Drama, sendo que na última década 8 das 10 galardoadas pela HFPA nessa categoria arrecadaram também o Óscar de Melhor Atriz. Será que a interpretação de uma cantora icónica e personagem real cuja vida foi uma verdadeira tragédia voltará a ser honrada pela Academia? Renée Zellweger venceu no ano passado por interpretar Judy Garland, portanto nada é impossível. Os Óscares gostam de biopics, e esta pode ser uma oportunidade de vermos Day no palco, por uma interpretação que é também uma estreia em cinema.

Andra Day venceu o Globo de Ouro de Melhor Atriz de Drama, esteve nomeada aos Critics Choice, embora estivesse ausente na corrida aos SAG e aos BAFTA. Nunca aconteceu nos últimos anos, e se vencer fará história por confirmar a autenticidade da Academia. Tal como Vanessa Kirby, Andra Day é a única pessoa nomeada pelo seu filme. Na última década, apenas Julianne Moore venceu o Óscar da Academia como Melhor Atriz sem que a sua longa-metragem estivesse na corrida a outras categorias.

Frances McDormand, “Nomadland – Sobreviver na América”

Tal como Vanessa Kirby, Frances McDormand foi nomeada a todos os prémios de Melhor Atriz entregues pelas principais associações de prémios, incluindo a única nomeação de “Nomadland – Sobreviver na América” aos SAG Awards. No entanto, apesar de ter perdido o Globo de Ouro de Melhor Atriz de Drama, ganhou o BAFTA  e pode ainda surpreender no próximo sábado nos Spirit Awards.

De qualquer forma e graças ao favoritismo de “Nomadland – Sobreviver na América” nas categorias principais de Melhor Filme e Melhor Realização, McDormand poderá sair recompensada e levar mais um Óscar de interpretação para casa. Se a obra de Chloé Zhao vencer Melhor Filme, Frances McDormand ganhará o Óscar como produtora, e os votantes da Academia poderão decidir separar as suas preferências, por saber que esta é uma realidade praticamente assegurada.

Em “Nomadland – Sobreviver na América“, Frances McDormand é praticamente a única atriz profissional, num filme repleto de não-atores. Com o seu rosto enrugado e uma presença natural em frente da câmara, a atriz oferece aquela que é a melhor interpretação da sua carreira, sem os tiques e manias em busca de reconhecimento de outras prestações como aconteceu em “Três Cartazes à Beira da Estrada”. Na pele de Fern, Frances McDormand é uma mulher sem quaisquer pretensões, uma pessoa que rejeita os caprichos da vida capitalista e está bem consigo mesma ao viver na sua velha van. Talvez para espelhar a vivência da sua personagem, este ano Frances McDormand não faz qualquer campanha para os Óscares e nem sequer participou em nenhuma cerimónia virtual (já não a esperamos ver nos Óscares). A Academia gosta de quem dá a cara e de quem dá bons discursos e isso poderá fragilizar a corrida para esta intérprete de 63 anos.

Se receber o Óscar de Melhor Atriz, torna-se efetivamente a atriz viva com mais Óscares de Melhor Atriz. A intérprete com mais Óscares de Melhor Atriz é Katharine Hepburn com 4 vitórias. Atenção porque Meryl Streep tem três Óscares, mas um deles é por Melhor Atriz Secundária no filme “Kramer Contra Kramer”. Será Frances McDormand tão amada pela Academia quanto Streep ou Hepburn? Não temos dúvidas, mas há que esperar pelo dia 25 de abril para perceber quanto.

Carey Mulligan, “Uma Miúda Com Potencial”

No papel mais impactante da sua carreira e onde prova todo o seu talento, Carey Mulligan é a nomeada ao Óscar de Melhor Atriz que faltava abordar. O seu filme, “Uma Miúda Com Potencial” está na corrida a 5 Óscares e confirma ser a primeira grande narrativa em termos do impacto do movimento #MeToo e Time’s Up. Desde os Óscares 2010, Carey Mulligan não era nomeada à estatueta dourada e estava a precisar de um projeto social e culturalmente importante como este de Emerald Fennell para conquistar o voto do público e deixar muitos votantes da Academia boquiabertos pela sua ousadia neste filme.

Como Cassandra Thomas, Carey Mulligan transmite todas as suas emoções, sendo uma mulher perturbada, vulnerável e à procura de vingança. Cassie é uma mulher que se agarra às suas convicções e aproveita cada momento para assustador aqueles que direta ou indiretamente exemplificam o machismo institucionalizado da sociedade contemporânea. Mais não poderemos dizer, é preciso esperar para ver “Uma Miúda com Potencial” na sala de cinema. Historicamente falando, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas não costuma votar num atriz de filmes de suspense e tende a preferir adaptações, biopics ou interpretações de atrizes de renome, algo que acontece obviamente com as restantes quatro nomeadas. Além disso, desde o início da temporada de prémios, a corrida de Carey Mulligan aos Óscares é feita de altos e baixos. Foi considerada a favorita aos SAG Awards e ao Globos de Ouro, mas não venceu em nenhuma destas associações. Venceu apenas Critics Choice Award e o prémio no National Board of Review, mas os membros da Academia são outros.

Por sua vez, esteve ausente na corrida aos BAFTA, mesmo sendo britânica. Ironicamente, sentimos que Joaquin Phoenix, num papel semelhante como o de “Joker” foi mais celebrado no ano passado, do que Carey Mulligan está a ser este ano. Será que o machismo também está presente em termos de entregas de prémios? A sua anti-heroína é bastante provocadora e tem gerado enorme controvérsia e discussões. Isso poderá conduzir a Academia a jogar pelo tradicional dos biopics de “Ma Rainey: A Mãe do Blues” ou “Estados Unidos vs. Billie Holiday”.

A última atriz a vencer o Óscar por um thriller foi Natalie Portman em “Cisne Negro” na edição dos Óscares 2011, ou seja, há precisamente 10 anos. Antes tinha acontecido, por exemplo, com Kathy Bates no papel de uma fã psicopata em “Misery – O Capítulo Final” na edição dos Óscares 1991. Será que Carey Mulligan consegue superar a forte concorrência e romper com o estigma no Óscar de Melhor Atriz?

Quem vencerá o Óscar 2021 de Melhor Atriz?

Estados Unidos vs. Billie Holiday
Andra Day como Billie Holiday © Hulu / Paramount Pictures

Esta é uma questão difícil de responder. Independentemente de quem ganhe, sentimos que todas as atrizes são merecedoras do prémio. Acreditamos a presença de Viola Davis e Andra Day na corrida ao Óscar 2021 de Melhor Atriz seja um indício forte para a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas galardoar uma mulher afro-americana. Desde Halle Berry em “Monster’s Ball” (2001) nenhuma outra atriz de cor ganhou o Óscar de Melhor Atriz e a Academia tem oportunidade de corrigir o lapso este ano. Viola Davis poderá ser beneficiada pelo favoritismo de Chadwick Boseman na corrida ao Óscar de Melhor Ator, mesmo que do conjunto de atrizes na corrida, seja aquela com menor tempo de ecrã e surja em apenas  26 minutos e 41 segundos da trama.

No entanto, Frances McDormand e Carey Mulligan são as únicas atrizes cujos filmes estão nomeados aos Óscares de Melhor Filme, Realização e Argumento e portanto podem ser entendidas como as grandes favoritas este ano, porque os votantes irão perder tempo a ver os seus filmes. Vanessa Kirby ainda pode surpreender, mas estamos convictos que este não é o seu momento junto da Academia.

Quem merece vencer o Óscar 2021 de Melhor Atriz?

Todas as interpretações são merecedoras de prémios, mas a vitória de Viola Davis em “Ma Rainey: A Mãe do Blues” ou de Andra Day em “Estados Unidos vs. Billie Holliday” terá uma importância histórica maior na Academia, por tantas as razões referidas acima.

zatanna Uma Miúda com Potencial
©2020 Focus Features, LLC.

Ambas sustentam a trama e confirmam estas mulheres como vozes de uma comunidade ferida, pelo linchamento, pelo racismo e discriminação. No caso de escolher Andra Day ou até mesmo Carey Mulligan, a Academia irá comprovar a sua autenticidade como prémios mais importantes, em comparação com as restantes associações de prémios e talvez seja isso que precisemos neste momento. Aconteceu no ano passado, quando “Parasitas” e Bong Joon Ho superaram “1917” e Sam Mendes. Para os Óscares continuarem a ser relevantes para as audiências norte-americanas e internacionais há que haver este factor-surpresa, e escolhas exclusivas, independentemente da categoria.

Onde ver os filmes nomeados ao Óscar 2021 de Melhor Atriz?

Com a reabertura das salas de cinema agendada para o dia 19 de abril, chegarão alguns dos filmes mais nomeados para os Óscares. “Nomadland – Sobreviver na América” é a principal aposta deste regresso às salas e chega aos cinemas do continente e da Madeira a 19 de abril.

“Uma Miúda com Potencial” estreia a 29 de abril e “Estados Unidos vs. Billie Holiday” chegará apenas a 20 de maio aos cinemas, praticamente um mês depois da 93ª edição dos Óscares.

“Pieces of a Woman” e “Ma Rainey: A Mãe do Blues” estão disponíveis ambos no catálogo da Netflix Portugal.

Que atrizes foram esquecidas para os Óscares 2021?

Sophia Loren
Sophia Loren em “Uma Vida à Sua Frente”, um dos nomeados ao Óscar de Melhor Canção Original © Netflix

Sophia Loren por “Uma Vida à Sua Frente” merecia estar na corrida a este galardão, mesmo assim o seu filme conseguiu uma nomeação ao Óscar de Melhor Canção Original. Amy Adams esteve nomeada aos SAG por “Lamento de Uma América em Ruínas” e Rosamund Pike venceu o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Comédia por “Tudo Pelo Vosso Bem”, mas ambas foram completamente esquecidas nas nomeações.

Entre Frances McDormand, Vanessa Kirby, Viola Davis, Carey Mulligan e Andra Day qual a tua favorita na corrida ao Óscar de Melhor Atriz? Partilha connosco a tua opinião nos comentários abaixo ou nas nossas redes sociais.

Virgílio Jesus

Era uma vez em...Portugal um amante de filmes de Hollywood (e sobre Hollywood). Jornalista e editor de conteúdos digitais em diferentes meios nacionais e internacionais, é um dos especialistas na temporada de prémios da MHD, adepto de todas as formas e loucuras fílmicas, e que está sempre pronto para dois (ou muitos mais!) dedos de conversa com várias personalidades do mundo do entretenimento.

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