Parasitas (2019) |©Alambique

Óscares 2020 | As maiores supresas e snubs entre os nomeados

Foram hoje anunciados os nomeados à 92ª edição dos Óscares, que este ano acontece mais cedo, a 9 de fevereiro em 2020. Procuramos descobrir agora quais foram as maiores surpresas, e quem foram os grandes esquecidos entre os nomeados deste ano!

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Hoje, às 13h18 (5h18 nos EUA), foi iniciada a emissão oficial do canal de Youtube dos Óscares, sendo assim revelados os nomeados às 24 categorias que concorrem às estatuetas douradas em 2020. Celebra-se o melhor do ano cinematográfico de 2019, numa cerimónia que, baseada nas nomeações, será certamente indicada como um retrocesso no que diz respeito à “política” de diversidade que a Academia tem vindo a tentar implementar.

Entre algumas surpresas e alguns grandes “snubs” (esquecidos), que se têm vindo a desenhar ao longo da temporada de prémios, muito do que foi avançado hoje era já previsível. A corrida é liderada por “Joker”, de Todd Phillips,  com 11 nomeações, seguido de “1917”,  de Sam Mendes, que conquistou 10 nomeações e por “Era Uma Vez… em Hollywood”, de Quentin Tarantino, que segue também com 10 indicações. Os três encontram-se também indicados na categoria de realização.

“Joker” pode seguir à frente, “1917” pode ter vencido nos Globos de Ouro e “Era Uma Vez em …Hollywood” pode concentrar em si todos os elementos auto-referenciais sobre Hollywood que a Academia admira, mas a verdade é que, neste corrida, e neste momento, antes de serem anunciados os vencedores de inúmeras premiações, não existe um claro favorito à vitória, embora Tarantino vá bem encaminhado.

Ao fim de contas, muitos peritos continuam a apostar em Martin Scorsese e no seu “Irlandês”, embora o fantasma da distribuição Netflix se imponha fortemente. Por outro lado, “Parasitas” está a ser alvo de elogios sem fim junto da comunidade de Hollywood. Quem sabe abra a porta para uma surpresa na corrida?

Talvez com os PGA (Producer’s Guild Awards), Prémios dos Podutores de Hollywood, possamos chegar a alguma clareza. Faltam três dias para a cerimónia, que acontece no próximo dia 18 de janeiro. Talvez aí consigamos obter um claro vencedor provável, numa corrida certamente mais renhida do que em alguns anos passados.

Já a diversidade racial, étnica e de género é diminuta nesta lista de nomeados, o que iremos escrutinar de seguida. Fica a questão no ar, será que a Academia procurou, de facto, uma restruturação, ou apenas a aparência da mesma? Reinam o clássico filme de gangsters, obras relacionadas com guerra e alguns dos blockbusters do ano. Mas o que ficou pelo caminho?

Vamos então descobrir quais as surpresas entre quem foi (ou não) nomeado!

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PARASITAS – O PRIMEIRO FILME COREANO NA CORRIDA AOS ÓSCARES 

Parasitas Óscares
“Parasitas” (2019) |©Alambique

É uma surpresa e ao mesmo tempo nem por isso. “Parasitas” tem vindo a ganhar imensa popularidade ao longo da temporada de prémios, foi nomeado por muitos dos sindicatos que compõem também, em grande parte, os votantes da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, mas ainda assim, a Palma de Ouro de 2019 (a primeira para um sul-coreano) alcançou resultados verdadeiramente respeitáveis. Nomeado para seis estatuetas: Melhor Filme, Melhor Realização, Melhor Argumento Original, Melhor Filme Internacional, Melhor Design de Produção e Melhor Edição.

Não é comum, para um filme de língua não inglesa, ser nomeado em tantas categorias. Na história dos Óscares, apenas “Z” em 1969, “A Vida é Bela”, em 1998, “O Tigre o o Dragão”, em 2000, “Amor” em 2012 e no ano passado “Roma” tinham sido nomeados tanto na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira como na categoria principal de Melhor Filme. Assim, este passa a ser apenas o 6º filme na história dos Óscares a conseguir este feito.

Embora todos os filmes mencionados acima tenham vencido na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira, agora renomeada Melhor Filme Internacional, nenhum deles levou para casa a estatueta principal da noite. Será que “Parasitas” poderá fazer história e ser o primeiro a vencer a noite? Provavelmente não, mas era interessante ver esta obra-prima triunfar…

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Maggie Silva

Comunicadora de profissão e por natureza. Dependente de cultura pop, cinema indie e vítima da incessante necessidade de descobrir novas paixões. Campeã suprema do binge watch, sempre disposta a partilhar dois dedos de conversa sobre o último fenómeno a atacar o pequeno ou grande ecrã.

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