Disney Animações | Ranking oficial MHD

A Magazine.HD juntou novamente os seus editores para fazer uma das mais difíceis tarefas de sempre. Fazer o ranking de todos os filmes de animação da Disney.

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Este é talvez um dos rankings mais emocionais alguma fez feitos, pois voltamos à nossa infância e aos filmes que nos marcaram. Também vai ser especial, pois temos diferentes gerações na nossa equipa.

Este ranking tem só os filmes feitos pelos Estúdios de Animação Disney que a própria Walt Disney Company define como seu cânone de clássicos. Ao todo são 57 filmes que vão desde 1937 a 2018. Não se incluem, por exemplo, filmes feitos pelos Estúdios Pixar que são meramente distribuídos pela Disney, as grandes produções com atores de carne e osso como “Mary Poppins” ou as muitas sequelas oficiais que foram diretamente para DVD.

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Acabando com as introduções, chega a altura de começar este ranking que começa com os piores filmes Disney e termina com os seus maiores triunfos. Para começar a lista, temos…

57 – Batalha de Gigantes

batalha de gigantes disney
“Batalha de Gigantes”

A década de 40 foi um período muito difícil para os estúdios de animação Disney. Durante a guerra, eles tornaram-se quase numa filial do Estado Americano, dedicando todos os seus esforços a fazer sequências de animação para projetos propagandistas. Isso, uma montanha de problemas financeiros e as más relações entre Walt Disney e seus trabalhadores levaram a que grandes longas-metragens ao estilo dos primeiros “clássicos Disney” fossem uma impossibilidade. Assim, grande parte da década foi marcada por filmes construídos à base de curtas-metragens. O mais medíocre destes esforços foi “Batalha de Gigantes”.

Para se entender o desespero que se sentia no estúdio naquela época, basta olharmos para a incompatibilidade abismal das duas curtas que compõem esta longa. Primeiro, temos a história de Bongo, um ursinho de circo deprimido que nasceu de um conto popular publicado nos anos 30. Na segunda metade do filme, encontramos Mickey, Donald e Pateta a interpretarem a segunda versão do conto de “João e o Pé de Feijão” na história da Disney. Pelo meio, o grilo de “Pinóquio” passeia por sequências com atores de carne e osso, tentando dar alguma coerência a este projeto intrinsecamente incoerente.

A aventura de Bongo é um dos piores esforços dos estúdios, especialmente a nível básico de animação e desenho de personagens. As trapalhices fantasiosas de Mickey e companhia, pelo menos, beneficiam de melhor animação e alguns instantes de genuína inspiração. O melhor deles todos pertence a Donald que, face à miséria da sua refeição, explode num episódio psicótico que o leva a tentar matar a vaca da família. Nada melhor ilustra o desespero de um estúdio à beira da falência que a habilidade para retratar miséria e a triste incapacidade para ilustrar alegria.

Cláudio Alves 

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Ana Inês Carvalho

Licenciada em História de Arte. Viciada em filmes e música, em especial k-pop, e também wrestling.

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