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Quanto vale realmente a cobiçada estatueta do Óscar?

Ganhar um Óscar é um dos momentos mais valiosos na carreira de um profissional de cinema. Mas afinal, quanto é que vale a estatueta?

Embora não sejam do agrado de toda a gente, os Óscares continuam a ser a maior celebração do cinema e de Hollywood. Não funcionam exclusivamente como um medidor de qualidade, mas sim como uma espécie de cápsula do tempo que nos permite ter uma ideia do que era ou não considerado de elevada qualidade na época.

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Nem todas as suas decisões envelhecem bem, é verdade, e acabam até por ficar mais famosos por quem deixaram morrer sem um Óscar na área pela qual mais se notabilizaram, como é o caso das imperdoáveis injustiças com Alfred Hitchcock (“Psycho”) ou Stanley Kubrick (“2001: Odisseia no Espaço”).

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O que é certo, porém, é que conquistar uma estatueta dourada é um dos momentos mais satisfatórios na carreira de um profissional de cinema, seja ele ator, realizador, produtor, montador ou até mesmo cantor. Aquilo que nunca ninguém se perguntou provavelmente é, afinal quanto é que vale aquela que é a estatueta mais cobiçada de Hollywood?




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A resposta provavelmente irá surpreender, já que a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas estabeleceu em 1951 que os vencedores não podem simplesmente vender o seu Óscar no mercado aberto. Em vez disso, devem oferecê-la à Academia pelo valor simbólico de 1 dólar.

“Aos vencedores do prémio Óscar não é permitido vender ou de outra forma dispor da estatueta do Óscar, nem permitir que seja vendida ou disposta por lei, sem antes oferece-la à Academia pela quantia de $1.00. Esta disposição aplica-se também aos herdeiros e titulares dos vencedores do Óscar que podem adquirir uma estatueta por doação ou legado”, declara o site oficial da Academia. A razão por detrás desta política bastante restrita e exigente permanece um mistério, no entanto, muitos são aqueles que têm tentado fugir às regras.

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Em 2007, a Academia entrou com uma ação judicial para impedir a revenda de dois Óscars ganhos pela estrela do cinema mudo Mary Pickford, tendo sido dada razão por um juiz em 2008. O mesmo aconteceu em 2014 quando Joseph Tutalo leiloou em 2014 o Óscar ganho, pelo seu tio Joseph Wright, de Melhor Direção de Arte em Filme a Cores pelo filme “Namorada” (“My Gal Sal”). Nessa instância, a Academia processou Tutalo e a casa de leilões responsável pela venda, tendo sido novamente apoiada pelo juiz.

Porém, há casos em que os compradores conseguiram levar a sua avante, incluindo o ícone da pop Michael Jackson que comprou a David Selznick, em 1999, por 1 milhão e meio de dólares, o Óscar de Melhor Filme de “E tudo o Vento Levou” ou Steven Spielberg que detém o Óscar de Clark Gable por 607 mil dólares e dois de Bette Davis por 758 mil dólares.

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Outro exemplo notável é o de Beatrice Welles, a filha mais nova de Orson Welles, que conseguiu vender o Óscar de Melhor Argumento Original ganho pelo pai ganhou em 1942 por “Citizen Kane“, por 862 mil dólares em 2011, um quarto de século após sua morte. Beatrice já havia tentado vender a  estátua pela primeira vez num leilão da Christie’s em 2003, mas foi bloqueada pela Academia. Em 2004, um juiz do Tribunal Distrital dos EUA concedeu-lhe o direito de vender o prémio, marcando a primeira vez que a Academia perdeu um caso contra uma revenda do Óscar.

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E tu, sabias destas regras restritas por parte da Academia em relação à estatueta dos Óscares?

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