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Os 10 filmes que Quentin Tarantino considera perfeitos para este Halloween

O Halloween está aí à porta e nada melhor do que celebrar com uma lista de filmes de terror preparada por Quentin Tarantino.

Quentin Tarantino é não só um dos realizadores mais importantes do cinema contemporâneo, mas também um cinéfilo muito bem versado com um vasto repertório que ultrapassa géneros, línguas e fronteiras. Responsável por “Pulp Fiction” ou “Kill Bill”, o amor pelo cinema está sempre presente no seu trabalho, nunca escondendo as suas influências nem inspirações.

O IndieWire reuniu uma lista de 57 filmes que Quentin Tarantino acredita que devem ser vistos por toda a gente, entre os quais se destacam estes dez filmes de terror que são uma ótima sugestão para o Halloween:

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ABBOTT AND COSTELLO MEET FRANKENSTEIN (1948), DE CHARLES BARTON

© Universal International Pictures

Wilbur Gray (Lou Costello) e Lawrence Talbot (Lon Chaney Jr.) cruzam-se com Drácula, quando o famoso vampiro procura um cérebro para ativar o monstro Frankenstein.

Tarantino acredita que este é um dos seus filmes favoritos da infância, porque combinava dois géneros que ele adorava: o filme de monstro da Universal e a comédia física clássica. Para um Quentin de 7 ou 8 anos, foi algo que impressionou e o cineasta acredita que esta combinação de géneros é algo que tem tentado fazer no resto da sua carreira.




BLACK SABBATH (1963), DE MARIO BAVA

© Galatea Film

Três contos de terror. Uma mulher é aterrorizada no seu apartamento por telefonemas de alguém do passado; um conde russo esbarra numa família no campo ao tentar destruir vampiros; e uma enfermeira toma uma decisão fatídica enquanto prepara o cadáver de um dos seus pacientes.

Para Tarantino, “Black Sabbath” é um dos filmes mais influentes na sua carreira, porque o estilo operístico o fascinava e fez com que ele tivesse vontade de ver o filme mais que uma vez. Mario Bava foi também um dos primeiros realizadores que Quentin Tarantino reconheceu pelo nome, pois identificou nele um estilo cinematográfico, uma assinatura e uma qualidade constante, mesmo quando não gostava tanto dos filmes. Tarantino  diz ainda que Bava e Sergio Leone foram responsáveis por colocá-lo a pensar em termos de planos e enquadramentos.




AMORES DE VAMPIROS (1970), DE DAN CURTIS

© Dan Curtis Productions

Barnabas Collins (Jonathan Frid), um vampiro ferido, procura uma cura para que ele possa casar-se com a reencarnação do seu amor perdido. Nessa busca, ele acaba por causar estragos mortais aos habitantes da mansão dos Collinswood.

Tarantino diz ter sido intensamente impactado pela “evisceração em estaca de madeira em câmera lenta e a esguichar sangue” de Barnabas Collins, não sabendo que era possível filmes apresentarem este tipo de cenas.

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O MASSACRE NO TEXAS (1974), DE TOBE HOOPER

© MPTV Images

A caminho de visitar o túmulo do seu avô, cinco jovens perdem-se e mergulham num pesadelo sem fim quando conhecem uma família de canibais. Os psicopatas atacam os forasteiros utilizando uma variedade de métodos brutais e sádicos.

Para Tarantino, este é um dos poucos filmes que ele considera “perfeito” em toda a história do cinema, referindo que “Um filme perfeito meio que atravessa todas as estéticas: pode não ser a tua preferida, mas não há nada que possas dizer para derrubá-lo”.




O MISTÉRIO DA CASA ASSOMBRADA (1975), DE DARIO ARGENTO

© Rizzoli Film

Um pianista inglês a viver em Roma testemunha o brutal homicídio do seu vizinho, um conhecido psíquico. Com a ajuda de uma jovem e persistente repórter, e usando métodos pouco convencionais, o par segue um rasto de pistas alucinantes e vê-se envolvido numa teia de demência, selvajaria e violência interminável.

Tarantino diz ter ido sozinho ao cinema aos 15 anos, sem saber quem era Dario Argento nem que o filme era italiano, tendo ficado totalmente abalado com o que viu, “esses assassinatos horríveis e mortes horríveis, um após o outro, com total sadismo. Não apenas uma enorme quantidade de sangue, mas também a banda  sonora mais alta que já ouvi num filme, a bater em nós. Uma mulher queimada até à morte! Foi tipo, ‘Uau, este filme é realmente difícil’, mas foi emocionante. Foi absolutamente emocionante.”




HORROR HOTEL (1976), DE TOBE HOOPER

© Mars Productions Corporation

Um psicopata, dono de um velho hotel à beira do pântano no leste do Texas rural, aprisiona e mata os poucos hóspedes que se arriscam a parar no local para se hospedar, alimentando o seu enorme crocodilo de estimação com os restos mortais das suas vítimas.

O vencedor do Óscar destaca o filme pelo seu conteúdo sórdido, os sustos e ainda a inusitada catchphrase do vilão, “My name is Buck and I’m here to fuck“, revelando que tal provocou risos mesmo quando o filme mantinha um tom mais sério. Tarantino destaca também que não amou o filme, mas amou a experiência de o ver.

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CARRIE (1976), DE BRIAN DE PALMA

© Red Bank Films

Carrie White (Sissy Spacek), uma adolescente tímida e sem amigos que é protegida por Margaret (Piper Laurie), a sua ultraconservadora e religiosa mãe, liberta os seus poderes telecinéticos depois de ser humilhada pelos seus colegas de turma no baile da escola.

Este é o filme de terror favorito de Quentin Tarantino e a par de “Tubarão“, foi o único terror que o realizador submeteu no seu Top 10 para a Sight & Sound. “Carrie” moldou a forma como Tarantino aborda a violência nos seus trabalhos, como o próprio chegou a dizer a De Palma, “Como cineasta, quando lidamos com violência, somos realmente penalizado por fazer um bom trabalho”, algo com que De Palma concordou.




VEIO DO OUTRO MUNDO (1982), DE JOHN CARPENTER

© Universal Pictures
© Universal Pictures

Numa estação polar, um grupo de cientistas enfrenta um extraterrestre capaz de entrar nos corpos das suas vítimas, sejam humanas ou não. E ninguém sabe quem poderá esconder o monstro…

Para Tarantino, este não é apenas um dos maiores filmes de terror de sempre, mas também um dos maiores filmes já feitos. Como fã do género, o cineasta confessa que os filmes normalmente não o assustam, sendo cativado pelo mistério e saber o que vai acontecer a seguir. No entanto, “The Thing” é um filme que realmente conseguiu isso.




ANJO OU DEMÓNIO (1999), DE TAKASHI MIIKE

© Basara Pictures

Um viúvo aceita a oferta de filmar jovens mulheres, organizado por um amigo para que ele encontre uma nova esposa. No entanto, aquele que ele gosta não é quem parece ser.

Considerado um dos filmes mais perturbadores já feitos, Tarantino considera “Audition” uma verdadeira obra-prima do cinema.

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BATTLE ROYALE (2000), DE KINJI FUKASAKU

© Toho Company

Num futuro próximo, o desemprego disparou e a criminalidade juvenil explodiu perante a crise econômica. O governo japonês aprova a Lei BR, na qual os alunos do ensino secundário são enviados para uma ilha remota, onde serão forçados a caçar e a matar-se uns aos outros até que sobre apenas um sobrevivente.

Em 2009, Tarantino revelou que este era o melhor filme feito nos últimos 17 anos e que “Se há algum filme feito desde que comecei a fazer filmes que eu gostaria de ter realizado, é esse”

E tu, já conhecias estes filmes? Qual é que vais ver primeiro?



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