Agnès Varda em "Varda por Agnès" (2019) |©Midas Filmes

100 Realizadoras a conhecer ou recordar

A mulher atrás da câmara foi um taboo durante muitos anos no mundo do cinema. Hoje, são cada vez mais as mulheres a ocupar este lugar. Trazemo-vos assim 100 realizadoras a manter debaixo de olho!

Durante muitos anos, o cinema, a arte que é a suma de todas as outras, e que se conta já centenária, foi vista como criada por homens.  No século XXI, os ventos da mudança fazem sentir-se e as realizadoras, no feminino, começam cada vez mais a manifestar-se, e a ganhar espaço na indústria para criar a sua arte. A mulher e o homem não são iguais, mas têm antes visões complementares. Ao desbravar caminho, criamos espaço para ângulos femininos, para outras formas de representar uma mesma realidade, o "olhar feminino" de que tanto se fala, e que inevitavelmente vai enriquecer uma indústria viciosa e com uma longa tradição de voltar a trabalhar material já conhecido.

Na história dos Óscares, poucas foram as mulheres indicadas ao Óscar de Melhor Realizador. Custa a crer, mas apenas cinco realizadoras foram apontadas até então. Contudo, o século XXI trouxe a maioria destas nomeações. Em 2019, Greta Gerwig foi a 5ª realizadora alguma vez nomeada na categoria de realização. Foi ainda indicada na categoria de Argumento. Sinais de mudança?

E porque o cinema no feminino, ou o cinema realizado por mulheres não é uma raridade, aqui ficam 100 realizadoras a não descartar!

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GRETA GERWIG (n. 1983) 

realizadoras
Greta Gerwig e Timothée Chalamet em “Lady Bird” (2017) |©NOS Audiovisuais/A24

Com o espírito virado para uma lógica de atualidade e actualização, poucas realizadoras gozam actualmente do estatuto da atriz, realizadora e argumentista nascida em 1983. Greta Gerwig goza de um estatuto bastante imaculado, de momento, na indústria de Hollywood, saída do triunfo que foi “Lady Bird” (2017). Um triunfo junto da crítica, multiplicando-se as notícias que celebravam o conto de “coming of age” como o filme com melhor rating de sempre na plataforma de agregação Rotten Tomatoes.

“Lady Bird” foi apenas a segunda longa-metragem realizada pela atriz, a primeira a solo, mas a atriz tinha já um longo percurso percorrido atrás da câmara. Nomeadamente, as longas-metragens do namorado que protagonizou e que co-escreveu, como “Frances Ha”, de Noah Baumbach, permitiram-lhe aprender no terreno, e tornar-se realizadora com uma “escola” prática, a das rodagens, a de todos os sets em que esteve antes de se sentar na cadeira de realizadora. Parece que resultou. Em 2019, lança uma nova versão de “Mulherzinhas” e foi já anunciada como a realizadora do filme de imagem real baseado na Barbie. E quem sabe, talvez uma nova nomeação para Melhor Realizadora esteja ao seu alcance para breve, e aí sim, voltaria a quebrar recordes.

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Maggie Silva

Comunicadora de profissão e por natureza. Dependente de cultura pop, cinema indie e vítima da incessante necessidade de descobrir novas paixões. Campeã suprema do binge watch, sempre disposta a partilhar dois dedos de conversa sobre o último fenómeno a atacar o pequeno ou grande ecrã.

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