Agnès Varda em "Varda por Agnès" (2019) |©Midas Filmes

100 Realizadoras a conhecer ou recordar

A mulher atrás da câmara foi um taboo durante muitos anos no mundo do cinema. Hoje, são cada vez mais as mulheres a ocupar este lugar. Trazemo-vos assim 100 realizadoras a manter debaixo de olho!

Durante muitos anos, o cinema, a arte que é a suma de todas as outras, e que se conta já centenária, foi vista como criada por homens.  No século XXI, os ventos da mudança fazem sentir-se e as realizadoras, no feminino, começam cada vez mais a manifestar-se, e a ganhar espaço na indústria para criar a sua arte. A mulher e o homem não são iguais, mas têm antes visões complementares. Ao desbravar caminho, criamos espaço para ângulos femininos, para outras formas de representar uma mesma realidade, o “olhar feminino” de que tanto se fala, e que inevitavelmente vai enriquecer uma indústria viciosa e com uma longa tradição de voltar a trabalhar material já conhecido.

Na história dos Óscares, poucas foram as mulheres indicadas ao Óscar de Melhor Realizador. Custa a crer, mas apenas cinco realizadoras foram apontadas até então. Contudo, o século XXI trouxe a maioria destas nomeações. Em 2019, Greta Gerwig foi a 5ª realizadora alguma vez nomeada na categoria de realização. Foi ainda indicada na categoria de Argumento. Sinais de mudança?

E porque o cinema no feminino, ou o cinema realizado por mulheres não é uma raridade, aqui ficam 100 realizadoras a não descartar!

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AGNÈS VARDA (n. 1928 – f. 2019)

Olhares Lugares
“Olhares, Lugares” (2017) |© Midas Filmes

Começamos esta lista em grande com um nome incontornável, estrutural para o próprio tecido da História do Cinema, com “H” grande. Varda é um enorme nome, para sempre ligada ao movimento francês da Nouvelle Vague, uma peça fundamental para a criação do Cinema Moderno. Varda faleceu em 2019, um ano em que estava particularmente na ribalta, devido à sua nomeação ao Óscar de Melhor Documentário em 2018 por “Olhares Lugares” (2017). A realizadora faleceu aos 90 anos de idade, mas estava ainda bem no ativo.

É conhecida por obras como “Cléo de 5 à 7” (1962) ou “Sem Eira Nem Beira” (1985). Foi casada com uma outra lenda do cinema francês, Jacques Demy, realizador de “Lola” (1961)  de 1962 até à morte de Demy em 1990.

Agnès, artista, fotografa, realizadora, é vista e celebrada como uma pioneira do cinema. A realizadora, conhecida pelo seu corte de cabelo à tigela, sua imagem de marca, foi determinante no movimento do documentário, lidando com questões que se prendem com o realismo, feminismo, comentário social. O seu trabalho marca-se por uma distinta componente experimental.

Varda era tida como um dos últimos marcos da Nouvelle Vague ainda no ativo.

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Maggie Silva

Licenciatura e Mestrado em Ciências da Comunicação na vertente de Cinema e Televisão pela FCSH-UNL, porque à segunda é de vez. Dependente de cultura pop e cinema indie. Campeã suprema do binge watch, sempre disposta a partilhar dois dedos de conversa sobre o último fenómeno a atacar o pequeno ou grande ecrã.

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