TOP Disney Adaptações Live-Action | 8. Alice do Outro Lado do Espelho

                   

Alice do Outro Lado do Espelho marcou o regresso dos estúdios Disney às aventuras de Alice Kingsleigh. Chegou apenas 6 anos após o primeiro filme, Alice no País das Maravilhas.

Depois de se ter aventurado em altos mares, Alice volta a Londres, onde, através de um espelho mágico, volta ao seu reino fantástico no País das Maravilhas. Reencontrando os amigos que fizera outrora – Coelho Branco (Michael Sheen), Lagarto (Alan Rickman), Gato de Chesire (Stephen Fry) e o Chapeleiro Louco (Johnny Depp) -, percebe que algo aconteceu na sua ausência: a excentricidade do Chapeleiro já não existe e já nada parece estar bem. Determinada a repor o equilíbrio no País das Maravilhas, recorre à Rainha Mirana (Anne Hathaway) para salvar o Chapeleiro Louco através do Chronosphere, uma peça do Grande Relóhio, que alimenta todo o tempo. Uma aventura no tempo para salvar a excentricidade e o mundo das maravilhas.

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Sim, só pela história parece que pode ser puxar tudo o que o conto original tem (e não tem) para dar, mas, na sua essência, não podemos deixar de constatar que a obra final É uma história capaz de sair do mundo das maravilhas de Alice. Excêntrica, com alguma loucura inerente, e com situações que apenas o imaginário mais tresloucado poderia ir buscar… mas fica-se por aí. Sim, o elenco também se destaca – Mia Wasikowska continua brilhante como Alice, e todos os actores mais secundários são de realce e perfeitos para o papel (como poderiam Johnny Depp e Helena Bonham Carter não serem as escolhas perfeitas para os seus papéis de loucos?), mas de resto este live-action apenas passou a cor e a excentricidade para o público.

Alice do Outro Lado do Espelho

Com um tom muito mais negro que o primeiro filme, talvez tenha pecado por não ter tido Tim Burton no leme do projecto. James Bobin fez um ótimo trabalho mas não aquele que seria de esperar para um universo tão alternativo como o que Burton já nos havia apresentado – ficou a faltar a loucura do primeiro e a leveza das personagens, que neste filme se tornaram sombrias e tristes.

Ficou a faltar a alma que esteve tão presente no primeiro live-action e que nos fez voltar a acreditar na possibilidade destas adaptações não serem assim tão má ideia.

 

                   

Marta Kong Nunes

Arquitecta (com um c!) de formação. Coordenadora de profissão. Fanática de cinema e séries por pura paixão.

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