Christopher Nolan © 2020 Warner Bros. Entertainment Inc.

Estes são os filmes preferidos do icónico Christopher Nolan

Christopher Nolan é um dos cineastas mais respeitados da atualidade e estes são os seus filmes favoritos.

Visto como um dos maiores cineastas do cinema contemporâneo, Christopher Nolan é um dos casos raros que consegue cativar as audiências e a crítica com obras de grande orçamento e ambições artísticas louváveis. No seu currículo, estão filmes como  a trilogia “Batman”, “A Origem”, “Interstellar” ou “Dunkirk“.

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Este ano, o nome de Christopher Nolan voltou a estar na ordem do dia graças ao sucesso sem precedentes do seu mais recente triunfo, “Oppenheimer”. Neste momento, é o grande favorito ao Óscar de Melhor Realizador.

© 2022 Universal Studios. All Rights Reserved.

Como qualquer bom cineasta, Nolan é acima de tudo um cinéfilo, conhecedor e apreciador da sétima arte. Ao longo dos anos, Nolan tem falado sobre alguns dos seus favoritos em várias entrevistas e de que forma estes impactaram o seu trabalho.

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Nesta lista, apresentamos nove dessas obras que mereceram reconhecimento e destaque por parte de Christopher Nolan no passado.




METRÓPOLIS (1927), DE FRITZ LANG

© Universum Film (UFA)

A cidade de Metrópolis é dividida em duas: de um lado estão os operários, a viver na miséria e explorados pelas máquinas. Do outro, estão os políticos, que desfrutam de um idílico jardim. Uma história de amor surge entre os dois extremos da cidade.

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O TESTAMENTO DO DR. MABUSE (1933), DE FRITZ LANG

© Archives du 7e Art/Nero-Film

O inspetor de polícia Lohmann (Otto Wernicke),investiga vários crimes em que algumas pistas o conduzem a um homem que está internado num hospital para doentes mentais há muitos anos, o Dr. Mabuse (Rudolf Klein-Rogge).

Para Nolan, este filme traz Lang no seu estado “mais perverso e divertido”. O cineasta defende também que é “uma pesquisa essencial para qualquer a tentar escrever um supervilão”.




LAWRENCE DA ARÁBIA (1962), DE DAVID LEAN

© Columbia Pictures

Lawrence (Peter O”Toole) é um militar britânico que, em 1916, em plena Primeira Guerra Mundial, é encarregue pelo governo do seu país em unificar as tribos árabes que vivem na zona que é hoje conhecida como Arábia Saudita, combatendo o exército turco.

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A escala épica na qual Lean filma é algo claramente presente no cinema de Nolan e o realizador como um grande defensor desse jeito de filmar, já usou esta obra como um exemplo para defender a película, segundo Christopher Nolan “os detalhes muito subtis das sombras e a tonalidade particular dos céus” emergem muito mais cedo nesta versão do que na digital.




2001: ODISSEIA NO ESPAÇO (1968), DE STANLEY KUBRICK

© MGM

Quando o Dr. Dave Bowman e os outros astronautas são enviados para uma misteriosa missão, os chips dos seus computadores começam a revelar um comportamento estranho, levando a um tenso confronto entre o homem e a máquina.

Ao ver este clássico em novo, Nolan confessa ter ficado bastante impressionado, “senti esta experiência extraordinária de ser levado para outro mundo”. Acrescentando que  “não se duvida deste mundo por um instante”.

Muitos argumentam que “Interstellar” bebe muito da fonte deste filme e Nolan não o esconde referindo que  “não dá para fingir que “2001” não existe”.




MOMENTOS DE GLÓRIA (1981), DE HUGH HUDSON

© 20th Century Fox

A história de dois atletas britânicos de atletismo, um judeu determinado e um cristão devoto que competem nas Olimpíadas de 1924.

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Revelando que esta obra inspirou “Dunkirk”, Nolan afirma que “O esplendor visual, as narrativas entrelaçadas e a música agressivamente anacrónica de ‘Chariots of Fire’ de Hugh Hudson combinaram-se para criar uma obra-prima do eufemismo britânico cuja popularidade rapidamente obscureceu a sua natureza radical.”




OS ELEITOS (1983) , DE PHILIP KAUFMAN 

© The Ladd Company

Adaptado da obra homónima de Tom Wolfe, a longa-metragem retrata os primeiros quinze anos do programa espacial americano, focando-se na vida de John Glenn (Ed Harris) e Alan Shepard (Scott Glenn), e os perigos e frustrações vividas pelos envolvidos com a NASA.

Em “The Right Stuff”, Os astronautas lutam contra a burocracia e os seus problemas familiares de forma a ganhar a corrida espacial em nome do seu país.

Quando falou sofre a influência de “2001” em “Interstellar”, Nolan desvendou também que este clássico dos anos 80 teve um papel preponderante, “Exibi uma cópia para a equipa antes de começarmos porque é um filme que poucas pessoas viram no grande ecrã. É um filme quase perfeito. É um dos grandes filmes americanos e as pessoas não percebem o quão bom ele é – provavelmente porque tem quatro horas de duração”.




BLADE RUNNER – PERIGO IMINENTE (1982), DE RIDLEY SCOTT 

© HBO Max

No século XXI, uma corporação desenvolve clones humanos para serem usados como escravos em colónias fora da Terra, identificados como replicantes. Em 2019, o ex-polícia Rick Deckard (Harrison Ford) é acionado para caçar um grupo fugitivo que vive disfarçado em Los Angeles.

Entre os muitos elementos que Christopher Nolan admira nesta obra de Ridley Scott, o realizador destaca que é “na verdade um dos filmes de maior sucesso de todos os tempos em termos de construção de uma realidade usando cenários”.

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Por isso mesmo, esta foi a principal referência quando precisou de idealizar a cidade de Gotham em “Batman Begins“, “imediatamente gravitei em torno do tratamento visual que Ridley Scott criou, em termos de como se filma estes cenários enormes de forma a que pareçam localizações reais e não cenários impressionantes”.




SPEED – PERIGO A ALTA VELOCIDADE (1994), DE JAN DE BONT 

© Twentieth Century Fox

Em Los Angeles, o psicopata Howard Payne (Dennis Hopper) colocou uma bomba dentro de um autocarro, que explodirá caso a velocidade do veículo seja inferior a 80 km/h. Assim, o agente Jack Traven (Keanu Reeves) e em conjunto com a passageira Annie Porter (Sandra Bullock) terá que manter a velocidade do veículo constante ou todos morrerão.

Citado como uma das referências de “Dunkirk”, o cineasta mostra-se impressionado com o ritmo e a intensidade da obra, classificando-a como um autêntico “ticking clock nail-biter“.




HEAT – CIDADE SOB PRESSÃO (1995), DE MICHAEL MANN 

© 1995 Warner Bros. Ent. All Rights Reserved

Um jogo de gato e rato vivido por Al Pacino e Robert De Niro. De um lado, temos Vincent Hanna (Pacino), um tenente do LAPD obcecado. Do outro, Neil McCauley (De Niro), um notório assaltante de bancos perfeccionista e solitário.

Em 2016, Christopher Nolan moderou uma Q&A com a presença de Mann, Pacino e De Niro em comemoração dos 20 anos da obra. Nolan começou por revelar o seu inicial ceticismo quanto ao longa-metragem, porque estava a ser aclamada como um novo clássico americano. O cineasta resistiu, pois acreditava que o género de polícia e ladrão estava bastante gasto.

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Quando viu o filme, logo percebeu que transcendia qualquer um desses rótulos e confessa que “retira inspiração para os seus trabalhos”, algo que já foi muito sinalizado pelos críticos, principalmente, na cena de abertura de “O Cavaleiro das Trevas“.

E tu, és fã de Christopher Nolan? Já tinhas pensado na influência destes filmes na sua carreira?

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