Óscares 2019 | Todos os filmes, em análise

Os Óscares de 2019, a 91ª edição desta cerimónia histórica da Academia de Hollywood, são já este domingo, dia 24 de fevereiro. Como tal, convidamos-te a recordar e reexaminar todos os filmes nomeados e as críticas MHD dos mesmos.

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Dezenas de filmes estão nomeados para 24 diferentes categorias nos Óscares de 2019. Ao longo dos últimos dois anos, ora no circuito dos festivais ou aquando da sua estreia comercial em Portugal, a equipa de cinema da MHD tem vindo a criticar e analisar muitas dessas obras. Tal como fizemos com os filmes dos Óscares do ano passado, decidimos reunir links e citações de todas estas críticas para que, enquanto leitor, te possas preparar para a noite mais glamourosa de Hollywood.

Para abrires os artigos em si, basta clicares nos links assinalados a azul. Os filmes estão ordenados, mais ou menos, pelas suas nomeações, sendo que, primeiro, temos os oito nomeados para Melhor Filme e, nos últimos slides, estão os filmes somente nomeados nas categorias mais específicas de Melhor Filme de Animação e Melhor Filme Numa Língua Estrangeira.

Sem mais demoras, aqui segue uma retrospetiva MHD das críticas dos filmes preferidos da Academia. Usa as setas para passar os vários slides.

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ROMA de Alfonso Cuarón

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Nomeado para 10 Óscares, incluindo Melhor Filme e Melhor Realizador.

NOTA MHD: 88%

Na crítica de Cláudio Alves, aquando do LEFFEST, foi dito:

Não há grande modéstia em “Roma”, que está sempre a esticar os limites do seu virtuosismo e a dimensão do seu retrato humano. Contudo, face ao génio nos esforços de Alfonso Cuarón, que aqui foi realizador, produtor, argumentista, técnico de montagem e diretor de fotografia, não podemos encarar essa falta de modéstia como nada que não pura honestidade. “Roma” é fruto de enormes ambições, sendo que a maior delas é a tentativa de sintetizar em cinema o amor sentido por Cuarón para com Libo e o amor que ele mesmo sentiu vindo da mulher que o criou. A complexidade de tais milagres do coração humano nunca será totalmente capturada por uma objetiva, mas “Roma” consegue chegar bem perto de fazer o impossível.

Antes disso, durante o Festival de Veneza, já José Vieira Mendes tinha partilhado algumas das suas primeiras impressões:

Filmado num preto e branco brilhante em longos planos sequência, ‘Roma’ é efectivamente um retrato íntimo, profundo, angustiante, mas ao mesmo tempo cheio de vida e esperança onde grandes e pequenos, pobres ou ricos, patrões e empregados que constituem os diversos personagens desta história comum, — que faz lembrar um pouco o filme brasileiro ‘A Que Horas Ela Volta’ (2015), de Anna Muylaert — tentam manter o equilíbrio num período de grandes conflitos pessoais, sociais e políticos. É um filme muito emocionante!

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Cláudio Alves

Licenciado em Teatro, ramo Design de Cena, pela Escola Superior de Teatro e Cinema. Ocasional figurinista, apaixonado por escrita e desenho. Um cinéfilo devoto que participou no Young Critics Workshop do Festival de Cinema de Gante em 2016. Já teve textos publicados também no blogue da FILMIN e na publicação belga Photogénie.

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