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The Crown: As melhores performances da série da Netflix

“The Crown” é um dos maiores sucessos da Netflix e um dos mais premiados, mas quais os atores que mais se destacaram ao longo das temporadas?

Foi em 2016 que chegou à Netflix aquela que é considerada uma das melhores produções de sempre do canal de streaming. “The Crown” é uma série britânica que se centra na história da atual Família Real, acompanhando o percurso da Rainha Isabel II, desde a época em que era apenas a pretendente à Coroa, até aos tempos atuais. Para além de podermos acompanhar a Monarca enquanto governante do país, é possível também aprendermos mais sobre a sua relação com diferentes figuras históricas, bem como com os diferentes Primeiros-Ministros que subiram ao poder, o seu marido, o Príncipe Phillip, a sua irmã Margaret e os seus filhos. Além disso, há também um grande foco na forma como a Soberana lidou com a entrada da Princesa Diana para a realeza.

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Para além de ser uma das produções mais caras da Netflix, “The Crown” é de longe uma das séries mais bem classificadas pela crítica, recebendo elogios pela sua precisão histórica e pela forma como tem retratado as várias décadas de uma das famílias reais mais respeitadas do mundo inteiro. A aclamação da crítica e do público têm rendido à série britânica diversas nomeações aos mais altos prémios da indústria, tendo já galardoado diversos atores, bem como o realizador, o argumento, a fotografia, e outros aspetos mais técnicos.

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Ao longo das seis temporadas já exibidas, “The Crown” usou sempre o mesmo método para representar cada elemento da Família Real. Cada temporada percorre os eventos ocorridos ao longo de uma década, sendo que cada ator dá vida à mesma personagem ao longo de dois capítulos, sendo depois substituído por alguém mais velho. Tendo já passado pelo elenco centenas de atores e atrizes, questionamos quais terão sido as melhores performances da série da Netflix…




20. SALIM DAW – MOHAMED AL-FAYED (T5-T6)

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Mohamed Al-Fayed nasceu no Egito no seio de uma família com origens humildes, tendo tido vários trabalhos precários para conseguir obter algum rendimento. Quando se casou com a irmã de um comerciante de arma, o egípcio tornou-se num homem influente que conseguiu criar a sua própria fortuna. Nos anos setenta, Al-Fayed expandiu os seus negócios para Europa, tendo adquirido o Hotel Ritz Paris e o grupo ao qual pertence a famosa loja Harrods. Numa tentativa de conseguir obter a cidadania britânica, Mohamed tentou a toda a força juntar o seu filho mais velho, Dodi, à Princesa Diana, tendo este perdido a vida no acidente de carro que vitimou a Princesa de Gales.

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Salim Daw dá vida a um Mohamed Al-Fayed rabugento que se mostra bastante atraído por tudo o que é britânico, tendo quase uma obsessão pela nação. Apesar de ter nascido em Israel, o ator de “Gaza Meu Amor” interpreta o egípcio de uma forma bastante realista, além de ter uma incrível semelhança com o empresário que faleceu em agosto de 2023. Através de Daw encontramos um homem que sempre viveu à margem da sociedade, tentando a todo o custo posicionar-se num lugar de prestígio sem ter efetivamente alcançado essa posição.




19. LESLEY MANVILLE – PRINCESA MARGARET (T5-T6)

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Depois de a Família Real ter impedido o casamento de Margaret com Peter Townsend e depois de a Princesa ter deixado de acreditar no amor verdadeiro, parece óbvio que a Coroa falhou com a irmã de Isabel II, remetendo-a para o plano da invisibilidade e da instabilidade. A Margaret resta apenas a figura de frequentadora de festas luxuosas, assumindo nas últimas décadas de vida uma postura mais desolada e menos divertida. Sem saber, no fim dos anos oitenta a irmã mais nova da Rainha estava já a caminhar para o seu fim, um desfecho que chegaria em 2002.

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Na quinta temporada de “The Crown”, Margaret reencontra Peter Townsend e confronta a sua irmã por tudo o que esta fez para impedir que os dois se casassem. Fica assim dado o mote para a versão mais apagada da Princesa, nas últimas duas temporadas interpretada por Lesley Manville. A participação em “The Crown” surge após a atriz ter feito parte do elenco de produções como “Linha Fantasma” e “Sra. Harris Vai a Paris”. Das três atrizes que deram vida a irmã mais nova de Isabel II, Manville é a que tem um papel mais ingrato por surgir numa altura em que Margaret estava já afastada do primeiro plano. Ainda assim, a sua presença na série britânica não deixa de ser notória.




18. JOHNNY LEE MILLER – PRIMEIRO-MINISTRO JOHN MAJOR (T5)

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Após o governo de Margaret Tatcher, foi John Major quem assumiu o cargo de Primeiro-Ministro do Reino Unido, dando continuidade às medidas conservadoras anteriormente impostas. Apesar de não ter frequentado a universidade, Major conseguiu destacar-se dentro do Partido Conservador e foi conquistando um lugar na política britânica. Enquanto exercia funções, Tatcher nomeou Major Ministro dos Negócios Estrangeiros, assumindo mais tarde a função de Ministro das Finanças. Após a pressão popular que levou a Primeira-Ministra a demitir-se, foi John quem a substituiu no cargo de liderança, uma posição posteriormente reforçada ao ganhar as eleições.

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Neto de Bernard Lee, o ator que participou em onze filmes da franquia “James Bond“, Johnny Lee Miller foi chamado para dar vida ao Primeiro-Ministro John Major ao longo da quinta temporada de “The Crown”. O convite para integrar a série da Netflix surgiu após Lee Miller interpretar a personagem de Sherlock Holmes em “Elementar” e participar em “Alice”. Apesar de o ator não ter 100% das semelhanças do político britânico, a verdade é que a sua representação não deixou ninguém indiferente e merece ter um lugar nesta listagem de melhores interpretações.




GILLIAN ANDERSON – PRIMEIRA-MINISTRA MARGARET TATCHER (T4)

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No final dos anos oitenta, num período em que o Reino Unido atravessava um período de grande instabilidade, Margaret Tatcher, anteriormente Secretária de Estado da Educação e da Ciência, tornou-se Primeira-Ministra do país, sendo a primeira mulher a assumir o cargo. Ao longo dos seus três mandatos, Tatcher tentou sempre reverter a posição de inflação e quase recessão económica do Reino Unido, aplicando medidas severas e bastante rígidas, o que deu origem à alcunha ‘Dama de Ferro’. Contudo, o seu período de liderança ficou marcados por muitos altos e baixos, o que levou à sua abdicação em 1990.

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Quando pensamos em Margaret Tatcher representada no grande ecrã, vem-nos logo à cabeça a interpretação de Meryl Streep em “A Dama de Ferro”, filme que valeu à prestigiada atriz um Óscar. Porém, a forma como Gillian Anderson deu vida à antiga Primeira-Ministra também ficará, certamente, marcada na memória de todos nós. A atuação aconteceu após a atriz norte-americana participar em “Sex Education” e o seu desempenho enquanto Margaret Tatcher valeu-lhe um Globo de Ouro e um Emmy.




DOMINIC WEST – PRÍNCIPE CHARLES (T5-T6)

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Ao tornar-se adulto, o Príncipe Charles tornou-se num dos homens mais cobiçados no Reino Unido inteiro e o facto de o mesmo aparentar não querer assentar intensificou ainda mais a situação. De um dia para o outro, o atual Monarca deixou o país em alvoroço ao anunciar que estaria noivo de Diana e daí até dar à Coroa Britânica mais um herdeiro foi um pulinho. A partir desse instante, a vida do Príncipe de Gales passou a estar diariamente estampada nas capas das revistas e o nome de Charles ficou conectado aos maiores escândalos vistos no seio da Família Real. Além disso, nos anos noventa o agora Rei divorciou-se da ‘Princesa do Povo’ para poder viver um romance com a sua paixão, Camila Parker Bowles.

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Dominic West já havia sido galardoado com um Globo de Ouro pela sua participação na série “The Affair“. Agora, o ator britânico voltou a estar nomeado para os Golden Globe Awards 2024 após ter dado vida ao Príncipe Charles nas quinta e sexta temporadas de “The Crown”. Verdade seja dita, a aparência de West pouco se assemelha à do Príncipe de Gales, tornando a figura do atual Monarca muito mais masculina e forte do que é na realidade. Ainda assim, a intensidade com que Dominic interpretou a sua personagem é, de facto, notória, principalmente nos episódios finais da sexta temporada em que tem de lidar com a morte de Diana.




JONATHAN PRYCE – PRÍNCIPE PHILIP (T5-T6)

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Durante o casamento de Charles e Diana, Philip tentou sempre pressionar o jovem casal para que os dois terminassem com os escândalos sem que a união acabasse em divórcio. Ao mesmo tempo, quando a ‘Princesa do Povo’ não resistiu ao acidente de automóvel que a vitimizou, o Príncipe Philip tornou-se também a rocha dos seus netos fragilizados. Assim, nas últimas décadas, para além de o Duque de Edimburgo ser um apoio para toda a sua família, Philip dedicou-se também às suas causas sociais. Ao longo da sua vida, o marido de Isabel II apoiou mais de 800 instituições, tendo ajudado os mais variados setores da sociedade.

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De todos os atores que deram vida ao Príncipe Philip em “The Crown”, Jonathan Pryce é talvez aquele que menos semelhanças tem com o membro da realeza. Porém, o ator que deu vida ao Papa Francisco em “Dois Papas” é talvez o que melhor expressa o cansaço que o Duque de Edimburgo apresentava após passar toda a sua vida na sombra da Família Real Britânica, mas também o conformismo com que sempre aceitou o seu papel.




TOBIAS MENZIES – PRÍNCIPE PHILIP (T3-T4)

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Remetido para um plano mais secundário, Philip viu-se obrigado a viver à sombra de Isabel II enquanto esta governava o país. Ainda assim, não existem dúvidas de que o então Duque de Edimburgo sempre mostrou ser o porto seguro da Monarca, nunca deixando que a mesma falhasse nas suas funções. Da mesma forma, a rocha sólida que sempre foi Philip também deu origem a acontecimentos que viriam a alterar para sempre a história da Família Real Britânica, nomeadamente, a pressão que exerceu para que Charles pedisse Diana em casamento.

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Antes de dar vida a Philip em “The Crown”, Tobias Menzies já havia brilhado em muitos outros trabalhos, nomeadamente em “Guerra dos Tronos“, na série de época “Roma”, e em “Outlander“, tendo sido nomeado ao Globo de Ouro por esta última. Contudo, a estatueta dourada acabou mesmo por chegar após dar vida ao Duque de Edimburgo, tendo ainda vencido um Emmy pela sua participação na produção da Netflix. A premiação surgiu após Menzies protagonizar uma versão mais adulta de Philip, na terceira e quarta temporadas, destacando-se nas cenas em que Diana começa a ocupar um lugar na Família Real Britânica.




CHARLES DANCE – CONDE MOUNTBATTEN (T3-T4)

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Mountbatten era primo de George VI, o pai de Isabel II, e tio materno de Philip. Durante a sua juventude, tornou-se num dos membros mais influentes da Marinha britânica, participando nas duas Guerras Mundiais. Quando a mãe de Philip foi enviada para um sanatório e o pai capturado pelos turcos, foi Mountbatten quem se encarregou de manter a salvo o futuro Duque de Edimburgo no Reino Unido, tendo também conduzido encontros entre Philip e Isabel II. Automaticamente, Mountabatten tornou-se uma figura quase paterna para o futuro marido da Monarca, tendo ainda exercido um papel importante na vida de Charles.

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Charles Dance estreou-se no grande ecrã ao participar em “007 – Missão Ultra-Secreta” e, desde então, sempre se destacou pelas suas personagens sérias e participação em diferentes filmes de época. “Michael Collins” e “Mank” são algumas longas-metragens que contaram com a presença de de Dance. Já no pequeno-ecrã, o ator destacou-se sobretudo em “Guerra dos Tronos“, mas foi “The Crown” que acabou por lhe conceder uma nomeação ao Emmy após dar vida a Mountbatten na terceira e quarta temporadas.




ALEX JENNINGS – REI EDWARD VIII (T1-T2-T5)

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Durante a juventude, Edward era extremamente popular e todos os fatores indicavam que o Príncipe de Gales viria a ser um excelente Soberano. Contudo, mais tarde, o futuro Rei viria a ter o nome associado a diversos escândalos sexuais. Quando o seu pai, George V, faleceu, Edward subiu ao trono britânico e mostrou alguma rebeldia perante o protocolo Real. Ao fim de alguns meses de estar no poder, o então Monarca causou furor entre todos ao pedir para se casar com Wallis Simpson, uma norte-americana divorciada duas vezes. O pedido foi negado e Edward viu-se obrigado a abdicar do título de Rei para poder contrair matrimónio com a jovem Simpson, o que fez dele o Monarca com o reinado mais curto da Família Real Britânica.

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Até hoje, Alex Jennings é o único ator a ter sido laureado com um prémio Olivier em três categorias diferentes – drama, musical e comédia. Apesar de se ter destacado em “The Crown” ao apresentar uma versão quase infantil e dependente de Edward VIII, Jennings não é nenhum estreante nos papéis relacionados com a Família Real Britânica. Em 2006, Alex deu vida ao Príncipe Charles em “A Rainha” e, mais tarde, participou na série “Victoria”.




MATTHEW GOODE – CONDE SNOWDON (T2)

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Após se ter formado em arquitetura, Antony Armstrong-Jones decidiu dedicar-se à fotografia e passou a criar retratos mais relacionados com o teatro. Posteriormente, o talento de Antony tornou-se notório e o fotógrafo foi convidado a produzir os retratos oficiais de Isabel II e do Príncipe Philip aquando da sua viagem ao Canadá. Aos poucos, o artista acabou por se aproximar da irmã da Monarca, chegando mesmo a contrair matrimónio com a Princesa Margaret. O casal teve dois filhos e Antony adquiriu o título de Conde, mas as diferenças entre o par resultou num divórcio altamente comentado nos media. Ainda assim, o artista continuou a sua carreira e tonou-se num dos fotógrafos mais respeitados do Reino Unido, tendo fotografado nomes como J.R.R. Tolkien e Maggie Smith.

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Apesar de a figura de Antony Armstrong-Jones não ser tão marcante para os admiradores da Família Real Britânica, Matthew Goode fez um excelente trabalho ao dar vida ao marido da Princesa Margaret. Prova disso é o facto de a sua atuação enquanto Conde Snowdon lhe ter rendido uma nomeação ao Emmy. Mas “The Crown” não marcou a estreia do ator em séries de época. Antes disso, Goode já havia participado em alguns episódios de “Downton Abbey“, participando também no filme homónimo lançado posteriormente.




IMELDA STAUTON – RAINHA ISABEL II (T5-T6)

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Isabel II lutou muito para conseguir marcar a sua posição enquanto Soberana do Reino Unido, ao mesmo tempo que foi construindo a sua família, de modo a dar continuidade à linha de sucessão. Após a chegada dos anos noventa, tudo o que a Monarca havia construído até então parecia agora desmoronar-se com a uma velocidade vertiginosa, obrigando a Rainha a manter o pulso firme para segurar as rédeas da situação. Por um lado, uma parte do país parece virar-se contra a Monarquia Britânica por considerar os gastos excessivos a governação ineficaz. Por outro lado, Isabel II vê os seus quatro filhos chegarem à situação de divórcio ao mesmo tempo que a sua família se vê mais comentada nos media do que nunca, principalmente devido à figura de Diana. Quando a ‘Princesa do Povo’ falece de forma inesperada, a Rainha vê-se a par com um dos maiores desafios do seu reinado.

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Sendo Isabel II a primeira Monarca britânica a celebrar o Jubileu de Platina, após setenta anos no poder, é normal que a figura que mais facilmente associamos à Soberana seja ela já numa idade mais avançada com os seus cabelos brancos sempre arranjados e a sua postura altiva de ‘avó’. Como tal, foi Imelda Stauton, que participou em “Harry Potter” e muitas outras produções, quem deu vida a Isabel II nas duas últimas temporadas de “The Crown”, sendo talvez a atriz que mais semelhanças tem com a Monarca. Porém, contrariamente ao que aconteceu com as duas atrizes precedentes, Imelda teve a ingrata tarefa de desempenhar um papel mais secundário, sendo que a quinta e sexta temporadas se centraram mais na história de Diana e Charles. Ainda assim, Imelda conquistou uma nomeação aos Globos de Ouro 2024.




ELIZABETH DEBICKI – PRINCESA DIANA (T5-T6)

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Após cinco anos de casamento, Diana sentia-se frustrada por ocupar um lugar muito secundário na vida de Charles que estava loucamente apaixonado por Camila Parker Bowles. Farta de ser remetida para o plano do esquecimento pelo seu próprio marido, a ‘Princesa do Povo’ decidiu avançar com um divórcio e focar-se mais nos seus filhos e nos trabalhos de caridade que se tornaram a sua prioridade. Conhecida pelo seu coração generoso, Diana ajudou centenas de associações e esteve envolvida numa das maiores campanhas de sempre contra as minas terrestres. Nos últimos meses de vida, acabou por assumir o namoro com Dodi Al-Fayed, mas a perseguição constante dos paparazzi conduziu a mãe de William e Harry a um desfecho trágico.

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Elizabeth Debicki é uma atriz australiana com 1,80 de altura. Apesar de a silhueta da intérprete não capturar totalmente a figura de Diana, os olhos e os gestos produzem na perfeição os maneirismos da ‘Princesa do Povo’. Olhar para Debicki é como ver a própria Diana no pequeno ecrã. Além disso, a atriz mostra com precisão o quão cansada se apresentava a Princesa de Gales e o quão saturada esta se sentia por ter tido um casamento falhado e não ter estado à altura da Família Real. Antes de participar em “The Crown”, Elizabeth havia participado em “Tenet“, de Christopher Nolan, e encontra-se agora nomeada a um Globo de Ouro pela sua participação na série da Netflix.




JOHN LITHGOW – PRIMEIRO-MINISTRO WINSTON CHURCHILL (T1-T2-T3)

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Tendo combatido pelo Exército britânico, Winston Churchill liderou o país ao assumir a função de Primeiro-Ministro com o eclodir da Segunda Guerra Mundial. O seu envolvimento e política adotada conduziu à vitória dos Aliados sobre a Alemanha Nazi, o que conferiu ao líder uma posição muito acarinhada pelo povo. Apesar de ter perdido as eleições seguintes, Churchill voltou a ser reeleito nos anos cinquenta, numa altura em que procurou unir a Europa após o despoletar da Guerra Fria. Pouco tempo depois, George VI faleceu e Isabel II subiu ao trono, sendo que o Primeiro-Ministro se tornou num verdadeiro apoio para a Monarca.

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Várias são as séries e filmes que já representaram Winston Churchill no pequeno e grande ecrãs, como “A Hora Mais Negra” e “Churchill”, porém, rara é a produção que seleciona um ator norte-americano para dar vida ao líder britânico. Em “The Crown”, coube a John Lithgow a tarefa de desempenhar o papel do Primeiro-Ministro nas primeiras três temporadas da série. Apesar da sua fraca imitação do sotaque do Reino Unido, o ator que participou em “Assassinos da Lua das Flores” destaca-se pela forma como interpretou Churchill, protagonizando uma performance exímia e memorável.




OLIVIA COLMAN – RAINHA ISABEL II (T3-T4)

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Após ter sido coroada numa altura ainda precoce, Isabel II viu-se obrigada a crescer enquanto Soberana, tendo de lidar com as questões sociopolíticas de toda uma nação. Ao longo da sua governação, a Rainha teve de lidar com a descolonização de alguns países anteriormente pertencentes ao Reino Unido, tendo de encontrar um caminho para a paz das várias regiões. Além disso, lidou com os escândalos da própria família e teve de tomar uma posição de liderança, papel que desempenhou com o maior brio possível. Ao contrário do início da sua coroação, ao longo das décadas de sessenta e setenta em diante vimos uma Rainha muito mais segura de si mesma e madura nas suas decisões, fazendo com que milhares em todo o mundo a venerassem.

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Das três atrizes que deram vida à Rainha Isabel II, Olivia Colman é talvez a que menos semelhanças tem com a monarca. Porém, o seu desempenho é bastante notório e, sem dúvida, marcante. Porém, Colman não é nenhuma estreante nos papéis de membros da Família Real Britânica, pois já havia dado vida à Rainha Mãe e, mais recentemente, desempenhou o papel de Ana da Grã-Bretanha em “A Favorita“, longa-metragem que lhe rendeu um Óscar. Pelo seu desempenho como Isabel II na terceira e quarta temporadas de “The Crown”, Olivia Colman recebeu um Emmy, um Globo de Ouro e outros prémios da indústria.




CLAIRE FOY – RAINHA ISABEL II (T1-T2)

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Falar da Família Real Britânica é falar de Isabel II, mas no início de “The Crown” a filha mais velha de George VI não era ainda Monarca. A primeira temporada inicia-se num período em que o pai da futura Rainha está ainda no poder, mas apresenta já sinais da doença que o acabaria por matar. Assim, numa primeira parte, vemos Isabel II enquanto pretendente ao Trono, num momento em que começa a constituir família com o Príncipe Philip, em Malta. Após o adoecimento do progenitor, a herdeira da Coroa Britânica regressa a Londres, descobrindo que, contra todas as expectativas, era já Rainha do Reino Unido, com apenas 25 anos de idade.

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É Claire Foy, que já havia desempenhado o papel de Ana Bolena na série “Wolf Hall“, quem dá vida à Rainha Isabel II nas duas primeiras temporadas de “The Crown”, interpretando a Monarca num período que vai de 1947, quando se casa com o Príncipe Philip, e 1964, altura em que dá à luz o Príncipe Edward, o seu filho mais novo. Ao longo dos episódios, vamos vendo Isabel II como uma jovem tímida e reservada que se vai transformando numa verdadeira Soberana confiante, uma evolução extremamente bem desempenhada por Claire Foy que nos vai ensinando o protocolo Real ao mesmo tempo que ela própria aprende a desempenhar as suas funções. Além disso, é evidente a química da atriz com Matt Smith, o ator que dá vida ao Príncipe Philip. A excelente interpretação de Claire Foy é bem capaz de ser a melhor representação da Rainha em “The Crown”, tendo valido à atriz um Emmy e um Globo de Ouro.




EMMA CORRIN – PRINCESA DIANA (T4)

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De algum modo, a Família Spencer sempre esteve ligada à Família Real uma vez que as avós de Diana haviam servido a Rainha Mãe como Damas de Honra. Desde sempre Diana sonhou em ser uma Princesa como nos contos de fadas, mas, naquela altura, era ainda uma jovem muito inocente. Na altura, o Príncipe Charles namorava com a sua irmã Sarah, mas numa das ocasiões em casa dos Spencer o atual Rei Britânico cruzou-se com Diana e ficou imediatamente apaixonado. Na altura, tinha apenas dezasseis anos. Mais tarde, os dois voltaram a encontrar-se e daí até ao casamento passou tudo a correr, levando a ingénua Diana a tornar-se numa das figuras mais perseguidas pelos media por estar então casada com um dos homens mais cobiçados do Reino Unido.

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Poucos foram os papéis interpretados por Emma Corrin antes de ser chamada para dar vida à Princesa Diana na quarta temporada de “The Crown”. Ainda assim, a atriz foi laureada com um Globo de Ouro pela sua atuação, tendo dado vida a uma versão mais jovem da Princesa, enaltecendo a sua ingenuidade e inseguranças enquanto novo membro da Família Real Britânica. Corrin consegue transmitir-nos o lado divertido de Diana, mostrando também uma vertente quase angelical dos primeiros tempos de Spencer ao lado do Príncipe Charles. Um dos momentos mais evidentes da boa atuação de Emma Corrin surge no episódio em que o Príncipe Herdeiro se casa com Diana e esta se apercebe que, a partir desse momento se havia tornado numa das figuras mais marcantes do Reino Unido, começando assim os seus problemas com a ansiedade e os distúrbios alimentares.




JOSH O’CONNOR – PRÍNCIPE CHARLES (T3-T4)

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Quando Charles nasceu, o seu avô paterno, George VI, governava o Trono Britânico, o que faria dele um Conde. Porém, o Rei concedeu ao seu neto, e a todos os restantes descendentes de Isabel II, o título de Príncipe, tendo-se tornado herdeiro da Coroa Britânica com apenas três anos de idade. Desde cedo, Charles sentiu pressão para se inteirar dos assuntos da Monarquia, sabendo pela experiência da mãe que um dia poderia vir a tornar-se Rei sem que tivesse tempo para se preparar. Porém, ao mesmo tempo que o jovem Príncipe procurava dar os primeiros passos na sua rotina enquanto membro da Realeza, também Isabel II tentava encontrar a maneira certa para governar o país, o que a fez distanciar-se do seu filho, gerando uma relação complicada entre os dois.

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Coube a Josh O’Connor, que posteriormente participou no filme de época “Emma“, dar vida ao Príncipe Charles na terceira e quarta temporadas de “The Crown”, mostrando um lado mais tímido e reservado do herdeiro ao Trono. O ator esteve encarregue da difícil tarefa de mostrar a transição de Charles para a adolescência e fê-lo de forma convincente e apelativa. Além disso, a sua química com Emma Corrin, numa altura em que o futuro Rei estava ainda a cortejar Diana é bastante notória, o que nos deixa colados ao ecrã. A forma como O’Connor representou o atual Monarca cria dó dentro do espectador e faz-nos criar uma maior simpatia pela figura de Charles. Por isso mesmo, o ator foi galardoado com um Globo de ouro.




MATT SMITH – PRÍNCIPE PHILIP (T1-T2)

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Philip não teve uma juventude fácil, tendo nascido na Ilha de Corfu numa altura em que o seu progenitor era o Príncipe da Grécia e da Dinamarca, o que fez dele um membro da linha de sucessão ao Trono grego e dinamarquês. Porém, após o fim da I Guerra Mundial, a Grécia envolveu-se num conflito armado com a Turquia que resultou na captura do Rei e do pai de Philip, bem como na expulsão da Família Real. Com apenas dezoito meses de vida, o futuro Duque de Edimburgo foi forçado a ir viver para Paris e, mais tarde, foi enviado para Londres, sendo que a sua mãe foi internada num sanatório. Para poder casar com Isabel II, Philip viu-se obrigado a renunciar à sua cidadania e assumir um papel mais secundário na Família Real Britânica.

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A forma como Matt Smith dá vida a Philip nas duas primeiras temporadas de “The Crown” é surpreendente, assumindo uma versão agridoce do marido de Isabel II. Apaixonado pela Marinha, o jovem Príncipe tenta manter os seus escapes de diversão ao mesmo tempo que se assume como um pilar para a sua mulher que ascende agora ao Trono mais cobiçado. Numa altura em que o homem era quem assumia o papel de chefia da casa, o Duque de Edimburgo vê-se impotente ao tornar-se Príncipe Consorte, um título que recusou, e isso é-nos mostrado em todos os traços de Matt Smith, o ator que até à época se tinha destacado mais em “Doctor Who” e que acabou por receber uma nomeação aos Emmys após a sua participação na série da Netflix.




HELENA BONHAM CARTER – PRINCESA MARGARET (T3-T4)

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© Netflix

Após ser proibida de casar com Peter Townsend, a Princesa Margaret tornou-se numa mulher frustrada e arremetida para um papel mais secundário. Para piorar a situação, também o casamento com o Conde de Snowdon falhou, resultando no primeiro divórcio dentro da Família Real desde o início do século, e a irmã de Isabel II passou a ser uma figura assídua nos meios de comunicação pelas razões mais inusitadas. Margaret nunca deixou de se relacionar com vários homens de diferentes meios, para além de se apresentar como uma verdadeira frequentadora de festas de arromba, sem nunca deixar para trás o álcool e os seus cigarros.

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O nome de Helena Bonham Carter está presente em grandes sucessos de bilheteira, sendo uma figura de grande destaque em Hollywood. Antes de participar na terceira e quarta temporadas de “The Crown”, a atriz deu vida à Rainha Mãe em “O Discurso do Rei“, papel que lhe valeu uma nomeação aos Óscares. Já pelo seu desempenho como Princesa Margaret, Helena Bonham Carter conquistou uma nomeação aos Globos de Ouro, sem nunca ter vencido. Porém, durante a sua atuação vemos uma Margaret mais madura, mas ainda angustiada com todo o seu passado que lhe foi impedido, uma representação que nos deixa extasiados.




VANESSA KIRBY – PRINCESA MARGARET (T1- T2)

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© Robert Viglasky/Netflix

Quando Isabel II nasceu, era quase impossível que esta viesse a subir ao Trono Britânico, pertencendo este a George V. Depois da morte do seu avô, foi o tio Edward VIII quem passou a governar o Reino Unido. Mas a abdicação do Monarca em prole de um amor proibido por uma mulher divorciada levou-o a abdicar do Trono, passando o cargo para o seu irmão mais novo, o pai de Isabel II. Porém, a morte prematura de George VI fez com que a sua filha mais velha se tornasse Soberana, apesar de ela não se sentir preparada e não desejar ascender ao Governo do Reino Unido. Por outro lado, Margaret, a sua irmã, sempre desejou poder ser coroada Rainha, o que resultou numa frustração que a levou a tornar-se numa figura controversa.

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Mais recentemente, Vanessa Kirby deu vida à Imperatriz Josephine em “Napoleão“, mas foi a sua interpretação de Margaret em “The Crown” que lhe deu mais reconhecimento. Ao longo das duas primeiras temporadas, a atriz dá vida a uma versão da Princesa mais sonhadora e cheia de ambições, com vontade de ser a protagonista da sua própria família. Mas os seus sonhos são esmagados pela própria irmã que impede Margaret de se casar com o homem da sua vida, Peter Townsend. É incrível assistir à representação de Kirby enquanto nos mostra o lado mais divertido e ambicioso de Margaret e a forma descontraída como o faz, o que resultou num Emmy e um BAFTA.

Já assististe a todos os episódios de “The Crown”? Qual a tua temporada preferida? Qual a tua performance preferida da série da Netflix?


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